Na cobertura recente da prisão dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, Marcelo Freixo, figura política de destaque e próximo à vereadora assassinada, compartilhou um relato perturbador sobre a velocidade e a crueldade com que as fake news começaram a circular logo após o crime. Em suas palavras, Freixo disse: “A primeira fake news sobre a Marielle eu estava do lado do corpo dela ainda dentro do carro. Não tinha dado tempo do corpo dela ir para o IML. Foi todo um processo de violência política.”
Este testemunho de Freixo ressalta não apenas a rapidez com que informações falsas podem ser espalhadas em momentos de crise, mas também como essas ações representam uma forma de violência política, visando desacreditar e difamar vítimas antes mesmo de seus corpos serem devidamente respeitados e removidos da cena do crime. Este fenômeno de disseminação de falsidades no calor do momento destaca uma faceta sombria da sociedade contemporânea, na qual a verdade é frequentemente a primeira vítima em meio a tragédias políticas.
O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes em março de 2018 não foi apenas um ato de violência brutal, mas também um ponto de ignição para debates nacionais sobre direitos humanos, violência política e o papel das fake news na sociedade. As declarações de Freixo servem como um lembrete sombrio de que a batalha contra a disseminação de informações falsas e a luta por justiça para Marielle e Anderson continuam.
Enquanto as investigações prosseguem e os responsáveis são levados à justiça, o relato de Freixo enfatiza a importância de uma imprensa livre e responsável, bem como a necessidade de uma sociedade crítica que questione e verifique as informações antes de compartilhá-las. No fim, a memória de Marielle e a luta por justiça exigem não apenas o esclarecimento dos fatos, mas também um compromisso coletivo com a verdade e a dignidade humana.




