Dois presos estrangeiros protagonizaram uma fuga do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação chamou a atenção pela forma como os detentos conseguiram render um policial penal e escapar da unidade utilizando uma corda improvisada, conhecida no sistema penitenciário como “tereza”.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o policial penal estava em serviço quando foi surpreendido pelos dois presos. Um deles teria aplicado um golpe conhecido como mata-leão para imobilizar o agente. Na sequência, a dupla teria utilizado a corda improvisada para deixar a unidade prisional.
Os fugitivos foram identificados como o holandês Gerel Lusiano Palm e o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez. Palm era procurado pela Interpol e havia sido condenado a 20 anos de prisão em seu país de origem. Já Perez foi condenado na Colômbia a 40 anos de prisão pela morte de um policial.
A fuga provocou uma mobilização imediata das forças de segurança para localizar os dois estrangeiros. Uma aeronave da Polícia Civil chegou a ser acionada para auxiliar nas buscas. Entretanto, de acordo com as informações divulgadas, os dois foram localizados e recapturados antes mesmo de o helicóptero levantar voo.
Após a recaptura, a Corregedoria deverá analisar as circunstâncias da fuga e verificar como os presos conseguiram deixar a unidade. Imagens registradas pelas câmeras de segurança devem ser utilizadas para reconstruir a movimentação dos envolvidos e identificar eventuais falhas nos procedimentos de segurança.
Entre os pontos que deverão ser esclarecidos está a possibilidade de a arma utilizada pelo policial penal ter sido levada durante a ação. A informação ainda depende da apuração das autoridades responsáveis pelo caso.
Outro aspecto que deverá ser analisado é a classificação de Gerel Lusiano Palm como “faxina”. No sistema penitenciário, presos nessa condição podem desempenhar determinadas atividades dentro da unidade, conforme as regras estabelecidas pela administração prisional. A situação deverá ser analisada diante do histórico criminal atribuído ao estrangeiro e das circunstâncias da fuga.
O episódio reacende a atenção sobre os protocolos de segurança adotados em unidades prisionais de alta segurança e sobre os critérios utilizados para permitir que determinados detentos exerçam atividades internas.
A investigação deverá esclarecer ainda como a dupla teve acesso aos meios utilizados para a fuga, de que maneira o policial penal foi surpreendido e se houve participação ou auxílio de outras pessoas. As autoridades também deverão verificar se houve falhas individuais ou estruturais que facilitaram a ação.
Apesar da mobilização inicial, a fuga terminou rapidamente com a recaptura dos dois estrangeiros, que permanecem sob custódia das autoridades. As circunstâncias do episódio continuam sendo apuradas pela Corregedoria e pelos órgãos responsáveis pela segurança penitenciária.



