Sensação térmica de 50 graus. É a realidade de ambulâncias do Corpo de Bombeiros que circulam pelo Rio sem ar-condicionado, o que é proibido por lei. Duas delas estavam, até esta terça-feira, no quartel do Méier, onde um capitão médico da corporação ficou preso na unidade por 55 minutos por não sair com os veículos, ao ser informado que ambos estavam sem refrigeração. Horas depois, foi disponibilizada uma outra ambulância para o oficial, que seguiu trabalhando.
A falta do ar-condicionado nos veículos foi registrada pelo médico na 23ª DP (Méier), minutos antes de ser preso. O capitão teria sido detido por omissão de socorro, por ordem do comandante do quartel do Méier. A alegação foi a de que ele não saiu com a VTR SB-211, uma das ambulâncias que estavam sem refrigeração. Esse veículo é caracterizado como intermediário porque tem menos recursos que o avançado, o modelo SB-247, considerado o mais bem equipado do quartel, que também estava sem ar-condicionado ontem. Como relatado aoDIA, a medição dentro das ambulâncias é feita pelo termostato instalado nesses veículos.




