Um caso devastador abalou o Amazonas nesta semana: um menino de apenas 6 anos morreu após receber uma dosagem incorreta de adrenalina diretamente na veia. A fatalidade, que chocou familiares e moradores da região, levanta uma série de questionamentos sobre protocolos médicos, preparo profissional e segurança no atendimento hospitalar.
De acordo com o relatório divulgado pela Polícia Civil, a médica responsável pela prescrição reconheceu ter cometido um erro ao indicar a quantidade de adrenalina que deveria ser administrada. A substância, usada em emergências para reanimação e tratamentos específicos, exige extremo cuidado, já que uma dosagem inadequada pode causar sérias complicações — e, como nesse caso, levar à morte em poucos minutos.
O menino foi levado ao hospital após apresentar sintomas que ainda não foram detalhados pelas autoridades. No entanto, durante o atendimento, a equipe aplicou a medicação na dosagem prescrita, sem perceber o equívoco. Pouco tempo depois, o quadro da criança se agravou rapidamente, levando à parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, o pequeno não resistiu.
A médica envolvida afirmou, em depoimento, que percebeu o erro após revisar o prontuário e o procedimento realizado. Ela relatou estar profundamente abalada com o ocorrido e colaborou integralmente com a investigação.
A Polícia Civil está apurando a conduta de toda a equipe que participou do atendimento, analisando se houve falha individual, erro coletivo ou falha nos protocolos internos do hospital. O caso também será encaminhado à Justiça e ao Conselho Regional de Medicina, que pode instaurar um processo ético-profissional.
A morte do menino acendeu um alerta para a necessidade de revisão de rotinas, treinamentos e supervisão nas unidades de saúde do estado. Enquanto isso, a família busca respostas e justiça para uma vida interrompida de forma tão trágica e evitável.



