Uma operação da Polícia Civil movimentou Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta semana. Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) realizaram diligências para localizar dois homens investigados por envolvimento com milícias e que aparecem em um vídeo utilizando fardas táticas com identificação falsa da especializada. A investigação busca esclarecer como os suspeitos tiveram acesso ao material e qual era o objetivo da utilização das vestimentas.
Os alvos da operação foram identificados como Lorran Vasconcelos Martins e Leonardo Torres Gomes. Segundo a Polícia Civil, ambos já possuem antecedentes relacionados à atuação em organizações milicianas. Um deles chegou a ser preso anteriormente, mas foi colocado em liberdade em 2025. O outro é considerado foragido desde o início deste ano e continua sendo procurado pelas autoridades.
As imagens que circularam nas redes sociais chamaram a atenção justamente porque mostram os suspeitos usando roupas semelhantes às utilizadas por agentes da Draco. Para os investigadores, a utilização de fardas falsas pode representar uma estratégia para intimidar moradores, facilitar ações criminosas ou até tentar despistar abordagens policiais. O caso passou a ser tratado com prioridade devido ao risco que esse tipo de prática representa para a população.
Durante a operação, equipes da Draco cumpriram diligências em diversos endereços ligados aos investigados em Campo Grande. O objetivo foi localizar os suspeitos, reunir novas provas e aprofundar as investigações sobre a atuação do grupo criminoso. Até o momento, a Polícia Civil não informou se houve prisões ou apreensões relacionadas à ação.
O uso indevido de uniformes e identificações de forças de segurança é considerado extremamente grave, pois pode gerar confusão entre moradores e comprometer a confiança da população nas instituições policiais. Especialistas destacam que criminosos que se passam por agentes públicos conseguem, muitas vezes, surpreender vítimas e agir com maior facilidade.
A Polícia Civil reforçou que as investigações continuam e que novas diligências poderão ser realizadas nos próximos dias. Informações que possam levar ao paradeiro dos investigados podem ser repassadas, de forma anônima, aos canais oficiais de denúncia.
Enquanto a caçada continua, moradores da região acompanham a movimentação policial com apreensão. O caso reforça o desafio permanente enfrentado pelas forças de segurança no combate às organizações criminosas que atuam na Zona Oeste do Rio e evidencia a importância de denunciar atividades suspeitas. As autoridades seguem trabalhando para localizar os investigados, esclarecer todos os fatos e impedir que criminosos utilizem a imagem de instituições policiais para praticar novos delitos.




