A morte do adolescente Wesner Oliveira, de 17 anos, que teve uma mangueira de ar-comprimido de lava-jato introduzida no ânus, completa dois anos, e os suspeitos não foram julgados e ninguém sofreu penalidade pelo crime que comoveu o município de Campo Grande-MS. As informações são do Catraca Livre.
Os suspeitos de violentar o adolescente são o dono do lava-jato onde Wesner trabalhava e um funcionário que nunca foram julgados, e muito menos presos.
Segundo o site, o crime aconteceu em 3 de fevereiro de 2017. Wesner ficou 11 dias internado até morrer em 14 de fevereiro.
Além do ferimento no intestino, o jovem tinha uma lesão no esôfago e sofreu hemorragia, morrendo em decorrência de uma parada cardíaca.
O delegado Paulo Sérgio Lauretto da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) chegou a pedir a prisão de Thiago e Willian, mas a Justiça negou o pedido.
O dono do lava-jato e o funcionário alegam que a agressão foi “uma brincadeira”.
Dias antes de morrer, o garoto negou que a agressão tenha sido uma brincadeira. “Isso não é brincadeira! Não era brincadeira. Eu não ia querer essa brincadeira nunca….pegaram eu de surpresa (…) E o Thiago agarrou minhas duas pernas, segurou. Eu gritei. Mandei parar, mas não pararam. O Thiago que ligou o compressor e colocou a mangueira em mim…”
O Ministério Público agora aguarda o julgamento do parecer juntado ao processo que está no Tribunal de Justiça de MS há 6 meses.




