Um cabo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro morreu após ser baleado no pescoço durante uma ação policial na comunidade Bairro 13, em Guadalupe, na Zona Norte da capital. O crime ocorreu na Rua Francisco Portela, um dos principais acessos à localidade, e causou forte comoção entre colegas de farda e moradores da região.
A vítima foi identificada como Marcelo de Lima Balthar, de 31 anos, lotado no 41º BPM (Irajá). Segundo informações preliminares, o policial e sua equipe se deslocaram até a comunidade após receberem denúncias de que poderia ocorrer um confronto armado entre facções criminosas rivais que disputam o controle da área.
Durante a operação, os agentes foram surpreendidos por criminosos fortemente armados, que estavam em uma caminhonete preta. Os suspeitos efetuaram diversos disparos contra os policiais. Um dos tiros atingiu Marcelo Balthar na região do pescoço, ferimento considerado gravíssimo.
O cabo chegou a ser socorrido com urgência e levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Ele foi encaminhado diretamente ao centro cirúrgico, mas, apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade. O corpo do policial foi posteriormente transferido para o Instituto Médico-Legal (IML).
Após o ataque, os criminosos fugiram do local e, até o momento, não foram localizados. A área chegou a ter o policiamento reforçado, e buscas foram realizadas na tentativa de capturar os autores do crime.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ficará responsável pelas investigações. A polícia busca identificar os envolvidos, apurar a dinâmica do ataque e verificar se o crime tem relação direta com a disputa entre facções na região.
Em nota oficial, a Polícia Militar lamentou profundamente a morte do cabo Marcelo Balthar. A corporação destacou que o agente atuava há dez anos na instituição, era casado e deixou dois filhos. Colegas de farda ressaltaram o comprometimento e a dedicação do policial ao serviço.
O caso reacende o debate sobre a violência enfrentada diariamente por agentes de segurança pública no Rio de Janeiro, especialmente em áreas dominadas por grupos criminosos armados.




