O Exército Brasileiro voltou ao centro de uma grande polêmica internacional após a repercussão de um artigo publicado no portal chinês Sohu, que classificou a força militar do Brasil como “a mais falsa, frouxa e vazia do mundo”. O texto viralizou nas redes sociais e gerou intensos debates sobre a estrutura e os investimentos das Forças Armadas brasileiras.
Segundo a publicação, cerca de 80% do orçamento militar brasileiro estaria sendo destinado ao pagamento de salários, aposentadorias e pensões, enquanto uma parcela muito menor seria aplicada em modernização tecnológica, compra de equipamentos e fortalecimento da capacidade operacional do país.
A crítica ganhou enorme repercussão porque o artigo utiliza termos considerados agressivos e humilhantes para definir a situação militar brasileira. O autor afirma que o Brasil possuiria um efetivo numeroso, mas com baixa capacidade prática de combate quando comparado a grandes potências militares mundiais.
Apesar da repercussão, especialistas ressaltam que o conteúdo não representa uma posição oficial do governo chinês. O portal Sohu funciona como uma grande plataforma de conteúdo digital que reúne artigos, blogs e análises de diferentes autores independentes. Ou seja, a crítica publicada reflete apenas a opinião do colunista responsável pelo texto.
Mesmo assim, o debate sobre os gastos das Forças Armadas no Brasil é antigo. Diversos especialistas em defesa apontam que o país realmente enfrenta dificuldades para equilibrar despesas com pessoal e investimentos em tecnologia militar. Projetos de modernização frequentemente sofrem atrasos devido às limitações orçamentárias.
Por outro lado, rankings internacionais continuam colocando o Brasil entre as maiores potências militares do planeta. O levantamento Global Firepower, por exemplo, ainda posiciona o país entre os 15 exércitos mais fortes do mundo, levando em consideração fatores como tamanho territorial, efetivo militar, logística, frota aérea, capacidade naval e recursos estratégicos.
Nas redes sociais, a reportagem chinesa dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas concordaram com as críticas ao modelo de gastos militares do Brasil, outros consideraram o texto ofensivo e desrespeitoso com as Forças Armadas brasileiras e com a história militar do país.



