No dia 6 de junho, os professores da rede estadual de ensino decidiram, em assembleia geral realizada no Circo Voador, no Centro do Rio de Janeiro, manter a greve que já estava em curso desde o dia 17 de maio. A principal reivindicação dos profissionais da educação é o pagamento do piso salarial tanto para os professores quanto para os funcionários administrativos.
Após a decisão da assembleia, os professores seguiram em caminhada em direção à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), localizada no Centro da cidade, a fim de reivindicar seus direitos. Eles exigem que o governo cumpra com a obrigação de pagar o piso salarial estabelecido pelo Governo Federal em 2008, além de um reajuste salarial para os funcionários administrativos e a revogação do Novo Ensino Médio.
Antes da assembleia, a secretária de Educação, Roberta Barreto, se reuniu com a comissão do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). Durante o encontro, o sindicato entregou as demandas da categoria. Ficou acordado, a pedido do Sepe, que uma nova audiência com o governo seria realizada no dia 14 do próximo mês, com a presença do governador Cláudio Castro, do presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacelar, da Secretaria de Fazenda e da Comissão de Educação da Alerj.
A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) afirmou que houve avanços nas negociações durante o encontro do dia 6. A secretaria ressaltou a importância de a categoria formalizar uma proposta de reajuste salarial, a ser apresentada em uma reunião com representantes do governo e da Alerj, que será agendada para a próxima semana.
Durante a manifestação, as ruas no Centro do Rio foram interditadas pelos manifestantes. Segundo o Centro de Operações Rio, uma faixa da Avenida Chile e a Avenida Presidente Antônio Carlos, na altura do Palácio Tiradentes, foram ocupadas pelos grevistas.
A Seeduc esclareceu que, embora a aplicação do código de greve abone as faltas para fins administrativos na carreira do servidor, não isenta os profissionais de desconto em folha, conforme registros de greves realizadas entre 2016 e 2022. No entanto, assim que a greve for encerrada e os professores apresentarem um cronograma de reposição de aulas, por meio de publicação de decreto, os valores descontados poderão ser creditados em folha suplementar.
A secretária Roberta Barreto solicitou que os professores retornem às salas de aula, especialmente levando em consideração a preparação dos alunos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a perda dos dias letivos.
Quanto à questão salarial, o governo alega ter tomado as medidas necessárias para garantir que nenhum professor da ativa, pensionista ou aposentado receba menos do que o valor do piso nacional do magistério



