O RJ registrou neste domingo (15) o primeiro paciente com coronavírus em estado gravíssimo. Trata-se de um homem na faixa dos 60 anos internado em um hospital da rede privada.
“O sistema respiratório [está] comprometido. [O paciente] já está entubado, gravíssimo”, afirmou o governador Wilson Witzel na noite deste domingo.
Não há detalhes de como o paciente contraiu o vírus nem onde ele está internado.
Apelo
O governo reforçou o apelo para que se fique em casa.
“As pessoas só devem sair de casa agora se tiver que trabalhar, não conseguir trabalhar de casa em home-office, se for comprar comida ou remédio ou se tiver que ir ao médico. Se não tiver nenhuma dessas situações, tenho que ficar em casa”, alertou o secretário Edmar Santos.
No sábado (24), o Rio chegou a 24 casos do novo coronavírus, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Foram identificados também outros 76 casos suspeitos.
RJ tem 100% dos leitos de UTI ocupados
Uma das preocupações do governo no momento é a falta de leitos. O estado pretende disponibilizar vagas, mas alerta para a necessidade das pessoas não saírem de casa.
“Todos os leitos que existem estão ocupados, daí o esforço da gente abrir esses leitos dentro de 30 ou 40 dias e também estamos com uma conversa com o setor privado para conseguir abrir mais leitos ainda. Agora é importante dizer o seguinte, se nada for feito no sentido das pessoas obedecerem as determinações de ficar em casa, a gente dentro de um mês pode ter 24 mil casos”, alertou o secretário.
Segundo a secretaria municipal de Saúde (SMS), o município também não dispõe de vagas ociosas. Ao todo, o município tem 1.691 leitos intensivos ou semi-intensivos e a taxa de ocupação até sexta-feira (13) era de 100%. A rede do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital fluminense abrange as esferas municipal, estadual, federal e universitária.
Com a expansão da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), a SMS informou que há possibilidade técnica de abrir 150 novos leitos de internação voltados para atendimento de pessoas diagnosticadas com Covid-19.
A secretaria esclareceu ainda que “normalmente” a Saúde do Rio de Janeiro atua com a capacidade máxima das UTIs para não deixar leitos ociosos.
Transmissão comunitária
O órgão também identificou os primeiros casos de transmissão comunitária na capital fluminense.
Inicialmente, o Rio tinha apenas casos importados, de pessoas que viajam ou têm contato com quem veio de fora. Até esta quinta (12), havia apenas um caso de paciente infectado que não havia saído do estado.
Segundo o Ministério da Saúde, RJ e SP são os únicos estados que já tem a chamada transmissão comunitária – quando não se sabe a origem de um caso transmitido.



