O Rock in Rio pode passar por uma das maiores ampliações de sua história nas próximas edições. Roberto Medina, criador do festival, revelou que pretende abrir espaço para dois gêneros que até pouco tempo pareciam distantes da identidade tradicional do evento: o sertanejo e o country.
A declaração foi feita nesta sexta-feira, 11 de setembro, durante a edição de 2026 do Rock in Rio. Segundo Medina, a ideia surgiu diante do desejo de ampliar ainda mais a diversidade musical do festival, que ao longo dos anos deixou de ser exclusivamente ligado ao rock e passou a receber artistas de diferentes estilos.
“Quero trabalhar sertanejo e country”, afirmou o empresário. Ele explicou que o projeto ainda não começou a ser desenvolvido de forma objetiva, mas já está em seu radar para o futuro. Portanto, até o momento, não existe confirmação de um palco específico, data, atração ou edição em que os dois gêneros poderão aparecer.
Medina também citou o sucesso da inclusão de novos estilos no evento. Ao falar sobre o K-pop, lembrou que houve resistência quando a ideia começou a ser discutida, mas que o gênero acabou conquistando espaço. Para o empresário, o mesmo raciocínio pode ser aplicado ao sertanejo e ao country.
O fundador destacou ainda que o sertanejo está entre os estilos mais consumidos no Brasil, reunindo milhões de fãs e artistas capazes de lotar grandes arenas. Já o country, extremamente popular em países como os Estados Unidos, também possui grandes estrelas internacionais e uma estética própria que poderia oferecer novas possibilidades ao festival.
A declaração imediatamente despertou debate entre fãs nas redes sociais. Parte do público considera que a entrada do sertanejo descaracterizaria o Rock in Rio, evento que nasceu em 1985 com forte presença de nomes ligados ao rock. Outros defendem que o festival já se transformou em uma celebração ampla da música e que a diversidade faz parte de sua evolução.
Essa discussão, porém, não é nova. Em diferentes edições, o Rock in Rio recebeu artistas de pop, funk, rap, música brasileira, eletrônica, K-pop e outros gêneros, ao mesmo tempo em que continuou reservando espaço para grandes bandas de rock.
Na edição de 2026, o evento acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
A possibilidade pode abrir caminho para encontros inéditos entre artistas brasileiros e internacionais, além de atrair um público que não costuma frequentar o festival. Caso a proposta avance, a organização terá o desafio de equilibrar tradição e renovação sem perder a identidade construída ao longo de mais de quatro décadas de história.
A possível chegada de sertanejo e country, portanto, ainda está no campo das intenções. Mesmo assim, a fala de Roberto Medina já abre uma discussão importante sobre o futuro do festival.
E você: aprovaria uma noite sertaneja ou country no Rock in Rio? Ou acredita que o evento deveria preservar ainda mais suas raízes no rock?

