Na última quarta-feira (31), policiais civis detiveram Jhonny Fernandes Lino da Silva, mais conhecido como Orelha, enquanto este participava do funeral de sua mãe no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Alegadamente, Orelha faz parte de uma organização criminosa especializada em furtar joalherias na região.
Roberto Ramos, delegado titular da 44ª DP (Inhaúma), afirmou que Jhonny é um membro ativo do esquema de furtos. Havendo contra ele um mandado de prisão por furto qualificado, sua captura agora intensifica a busca dos agentes pelos outros integrantes do grupo.
O método de operação do grupo, conforme revelaram as investigações, envolve o aluguel de um imóvel vizinho à joalheria alvo. Durante a noite, a quadrilha faz um buraco na parede divisória, desativa todo o sistema de segurança e procede com o furto de joias e relógios dos estabelecimentos.
Ramos descreve que há uma divisão de tarefas sofisticada dentro do grupo. Enquanto alguns integrantes são especializados em abrir buracos nas paredes, outros focam em desativar alarmes e abrir cofres com o uso de maçarico.
O delegado também informou que há suspeitos oriundos de outros estados integrados à operação criminosa. Os criminosos não se limitaram ao Rio de Janeiro, realizando ações em cidades como Vassouras e Volta Redonda, no Sul do estado.
A operação de prisão ocorreu em meio ao enterro da mãe de Orelha, reiterando a determinação das autoridades em interromper as atividades deste grupo organizado. A investigação continua com o objetivo de localizar e deter os demais integrantes do grupo.




