Três homens suspeitos de torturar e matar um francês em Guaratiba são procurados pelas autoridades policiais do RJ e francesa.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu no final de agosto, planejado e executado por um homem que se passava por engenheiro e havia sido contratado pela vítima para executar uma obra. No Rio, o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
A vítima, Rodolphe Jean-Claude Maurice, tinha 25 anos e reformava um imóvel na Estrada Burle-Marx, em Guaratiba, Zona Oeste do Rio, para transformá-lo em pousada.
Desde o início, o cr1me vinha sendo investigado como l4trocín1o (roub0 seguido de mort3). Todavia, chamou a atenção dos investigadores o fato de ter sido empregada tortura contra a vítima.
Segundo a Polícia Civil, foi constatado que os criminosos “usaram de violência extrema”, — exames cadavéricos revelaram que os meios empregados levaram à vítima a “intenso sofrimento fís1co”.
Os investigadores descobriram, então, que a vítima havia se desentendido com homem que havia contratado para realizar a reforma do imóvel. O desentendimento aconteceu após o jovem francês descobrir que havia caído em um golpe
Identificado como Alessandro de Azevedo Monteiro, o homem apontado pela polícia como mentor do crime se passava por engenheiro responsável pela falsa empresa Athus Construindo Sonhos. Ele usava registro profissional de um engenheiro de São Paulo.
“O principal objetivo do Alessandro era oferecer um serviço às vítimas, receber uma parte do valor e depois não finalizar a obra. Assim, repetia o golpe com diversas pessoas”, destacou a Polícia Civil.
A vítima contratou Alessandro por R$ 180 mil, pagou R$ 60 mil e, ao descobrir que se tratava de um golpe, foi até a casa falso engenheiro cobrar devolução do valor pago.
Segundo a polícia, foi depois de ser cobrado que Alessandro começou a planejar o cr1me.
Diversos bens foram levados do imóvel pelos ass4ss1nos, entre eles um iPhone 11 ProMax, um Playstation 5 e um MacBook que foram vendidos a receptadores na manhã seguinte ao cr1me. A polícia conseguiu identificar os receptadores e todos os bens foram recuperados.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, “foram realizadas diversas diligências com o objetivo de apurar o paradeiro dos autores”. Diante das provas colhidas, a Justiça expediu mandados de prião contra Alessandro, Thiago e Tawan.
Fonte: g1




