6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta terça-feira (10/12/2019), a soltura do ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (MDB). A decisão foi tomada por 3 votos a 0. Ele cumprirá a pena em casa, usando tornozeleira eletrônica.
Além de determinar a liberdade de Pezão, os ministros estipularam medidas cautelares, como obrigação de se apresentar à Justiça e impossibilidade de se comunicar com outros réus na ação a qual responde. Dois ministros da Corte estavam impedidos de votar.
O ex-governador está preso desde novembro de 2018, quando ainda era governador, e é réu na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Ele é acusado de integrar esquema de corrupção liderado pelo também ex-governador Sérgio Cabral, colega de MDB, de quem foi vice-governador.
Um homem está preso desde o dia 23 de novembro por ter chamado um carro de aplicativo para dois homens. A família diz que eles se diziam perdidos e pediram ajuda para conseguir voltar para casa. Na corrida, o motorista foi vítima de roubo pelos dois passageiros e o caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande). Pedreiro e pintor, Vitor Martins da Cunha, 34, autor do pedido da corrida, foi o único preso, acusado de participação no crime.
A família conta que Vitor estava no portão da casa do tio, na região conhecida como Corcudinha, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, quando por volta de 1h30 do sábado, 23 de novembro, uma dupla de homens lhe pediu ajuda para voltar para casa. Eles diziam estar com dificuldades para pedir um carro por aplicativo para que pudessem, supostamente, voltar para Sepetiba, Zona Oeste do Rio. A princípio, Vitor se ofereceu para rotear internet para o aparelho dos rapazes. Não funcionou, alegaram. A dupla então, pediu que Vitor chamasse um carro de seu próprio aplicativo para pagamento em dinheiro. O pedido foi acatado.
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Família tenta provar inocência de Vitor Martins da Cunha, preso após pedir um carro de aplicativo que foi usado por criminosos para praticar rouboARQUIVO PESSOAL
Caroline Sobrinho Souto, 30, e Vitor Martins da Cunha, 34, têm uma filha, Maria Rosa, de 9 anos. “Falamos que ele está viajando a serviço”, conta CarolineARQUIVO PESSOAL
Empregador de Vitor, Jorge Luiz Silva, 43, diz que pertences de Vitor estão no quartinho da obra desde o dia 22 de novembro, véspera da prisãoARQUIVO PESSOAL
Empregador de Vitor, Jorge Luiz Silva, 43, diz que obra está adiantadaARQUIVO PESSOAL
Vitor Martins da Cunha, 34, tem MEI ativo como pedreiro desde 2016ARQUIVO PESSOAL
Família tenta provar inocência de Vitor Martins da Cunha, preso após pedir um carro de aplicativo que foi usado por criminosos para praticar rouboREPRODUÇÃO/ ARQUIVO PESSOAL
Caroline Sobrinho Souto, 30, tenta provar inocência do marido: “Homem trabalhador de coração bom: priorizava ajudar as pessoas”REPRODUÇÃO/ ARQUIVO PESSOAL
Vitor Martins da Cunha, 34, tem MEI ativo como pedreiro desde 2016REPRODUÇÃO/ ARQUIVO PESSOAL
Vitor Martins da Cunha, 34, tem MEI ativo como pedreiro desde 2016ARQUIVO PESSOAL
Vitor foi dormir e na manhã daquele sábado, preso. Enquanto está no Presídio Thiago Teles, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, a família se esforça para recolher provas de que Vitor foi alvo de um golpe.
Imagens de câmeras de segurança foram recolhidas para mostrar que os suspeitos chegaram sozinhos à rua em que Vitor foi abordado. Para a filha de nove anos do casal, a família disse que o pai viajou a trabalho, na expectativa de que ele volte em breve para casa e responda ao processo em liberdade.
Jornal O Dia
✔@jornalodia
Família recolhe imagens de câmeras de segurança para tentar provar que os suspeitos chegaram sozinhos à rua em que Vitor foi abordado. Entenda: https://bit.ly/348iDXA
Crédito: Arquivo pessoal
“Se para a gente que é adulto já é difícil lidar com isso— estamos despedaçados — , imagina para uma criança. Decidimos preservá-la”, conta Caroline Sobrinho Souto, 30, professora de português e espanhol e esposa de Vitor.
Além das câmeras de segurança, a família recolhe declarações de empregadores. Vitor tem cadastro ativo de Microempreendedor Individual (MEI) desde 2016. Ele coordenava uma obra há um mês e meio com uma equipe de pelo menos dois ajudantes em Inhoaíba, Zona Oeste do Rio, interrompida pela prisão.
“As coisas do Vitor estão lá no terreno aguardando por ele. Ele construiu toda a fundação e ia começar a levantar as paredes de duas lojas que encomendei a ele”, conta Jorge Luiz Silva, 43 anos, atual empregador de Vitor.
Jornal O Dia
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Jorge Luiz Silva contratou Vitor para uma obra. Ele mostra o quartinho em que o pedreiro deixou seus pertences no último dia 22, na véspera de sua prisão.
Leia: https://bit.ly/348iDXA
Crédito: Arquivo pessoal
O bombeiro hidráulico e dono do terreno em Inhoaíba conta que recebeu com surpresa a notícia da prisão. “O Vitor estava mandando bem demais. A obra, adiantada. Ele não fez isso não (participar do crime). Dois dias antes da prisão, foi o aniversário dele e ele me pediu um pagamento adiantado para comemorar, foi o que aconteceu. Ele recebeu na quinta, trabalhou na sexta e foi preso no sábado”, conta Jorge.
O empregador acredita na inocência do prestador de serviço. ” Não acredito que um cara que ralava no sol como ele ralava iria se envolver (com o crime). Depois, eu fiquei sabendo de outros casos como o dele. A pessoa pede o carro por aplicativo e paga o pato”, lamenta.
A família também aguarda uma declaração de prestação de serviço pelo supermercado Rede Economia, onde Vitor trabalhou na área de manutenção durante o ano passado, na unidade da Estrada das Agulhas Negras, em Campo Grande.
A expectativa da família, é de que Vitor possa responder em liberdade até o início do ano que vem. A defesa entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio no dia 25 de novembro. “Ele é trabalhador, responsável e muito bom de coração. Quando alguém precisa de ajuda, ele sempre tem uma sacada para ajudar. Ser preso nessa situação é fogo, estamos inconformados”, diz a companheira.
Para professor de direito penal, prisão é desnecessária e injusta
Para o professor de Direito Penal da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Ibmec Taiguara Líbano Soares, os indícios apresentados pela acusação são insuficientes para fundamentar a prisão. Para incriminá-lo, defende, seria necessário comprovar que o pedreiro tinha uma relação com os criminosos.
“É muito fácil o juiz pedir de ofício para se obter o registro de câmeras de segurança. É lamentável que a família que tenha que mostrar que o ente querido não é culpado”, diz.
Taiguara Soares explica que Vitor Martins da Cunha até poderia ser considerado suspeito, mas que não há provas que justifiquem a aplicação da medida cautelar mais grave do processo penal: a prisão preventiva.
“Ele não tem antecedentes criminais, tem residência fixa, tem renda obtida de trabalho honesto, tem uma filha. Não há risco em concreto à sociedade, ou de fuga, que justifique sua prisão. Esta é uma prisão injusta: mais um caso da banalização da prisão provisória. A Constituição prevê a prisão preventiva, mas como uma exceção”, critica.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio informou que se manifesta apenas através das sentenças e decisões. “A defesa do réu entrou com um habeas corpus, agora é preciso esperar a decisão dos desembargadores a respeito da prisão”, diz o tribunal. Já a Polícia Civil e o Ministério Público não retornaram à reportagem.
Perfil de passageiro é exclusivo e intransferível, diz plataforma
A plataforma de transporte por aplicativo 99, usado no caso em questão, esclarece que o perfil do passageiro é exclusivo e intransferível. Ou seja, não é permitido o compartilhamento da conta com um terceiro. A empresa informa que recebeu a denúncia do motorista parceiro. “Assim que a empresa soube do caso, mobilizou uma equipe que está em contato com o condutor para oferecer o apoio e acolhimento necessários”, diz em nota.
A 99 acrescenta que por questões de segurança, o perfil do passageiro responsável pela chamada foi bloqueado preventivamente. A empresa diz que está disponível para colaborar com a investigação.
“Motoristas que passem por situações semelhantes podem reportar a qualquer hora do dia, por meio do app ou pelo telefone 0800-888-8999, para que a empresa possa oferecer suporte, acolhimento e providências necessárias. Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, para cuidar exclusivamente da proteção dos usuários”, finaliza.
A vida é muito efêmera para algumas pessoas, como num sopro, pessoas que estão vivendo o melhor momento de suas vidas, seja na parte profissional ou na parte familiar acabam partindo e deixando um rastro de tristeza em amigos e familiares.
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E, esse foi o caso de Rodrigo Motta, de apenas 28 anos, que ficou famoso em todo o Brasil, por brilhar ao lado de Anitta, uma das maiores e mais bem sucedidas cantora do atual momento da música brasileira.
Rodrigo Motta participou de clipe ‘Vai malandra’, de Anitta
O jovem de 28 anos fez muito sucesso na internet após aparecer ao lado de Anitta, no clipe, o morador do Morro do Vidigal, canta e dança ao lado de Anitta, em cenas pra lá de sensuais.
Após o clipe, Rodrigo Motta vivia seu melhor momento, e conciliava o lado artístico com o trabalho de bartender no Bar da Laje, também situado no Morro do Vidigal no Rio de Janeiro. No trabalho com a “Poderosa”, Rodrigo apareceu algumas vezes passando óleo nas mulheres de biquíni. Nas redes sociais ele foi muito elogiado pelo corpo malhado.
Assista logo abaixo o clipe ‘Vai Malandra’ que contou com a participação de Rodrigo Motta.
Causa do assassinato ainda não foi informado pela Polícia
Ainda é um mistério a motivação que fundamentou o crime, de acordo com informações do site Extra, a polícia trabalha com a hipótese de vingança, já que segundo depoimentos de moradores, o dançarino se envolveu em uma briga na semana passada.
O bartender teria levado um tiro no pé e na perna, seguido de inúmeras agressões ficando gravemente ferido. As pessoas ainda teriam o levado para o hospital, no entanto, a gravidade das agressões levou o dançarino a óbito.
Nas redes sociais vários comentários de pessoas lamentando a morte tão precoce de um jovem com futuro promissor no meio artístico, amigos e fãs de Anitta também deixaram suas mensagens.
o ator Reynaldo Gianecchini é um dos grandes nomes da TV no Brasil. Recentemente, ele morreu na novela A Dona do Pedaço, onde interpretou o vilão Régis. O personagem foi morto por Josiane (Ágatha Moreira) no último capítulo. Com o final da trama assinada por Walcyr Carrasco, Reynaldo Gianecchini alçou novos voos – literalmente – e agora está tirando merecidas férias na Europa.
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As informações são do site do jornal carioca Extra, que publicou uma matéria a respeito do assunto nesta terça-feira, 10 de dezembro. Mais precisamente na Espanha, o ator tem encontrado vários amigos. Ele até postou fotos com um bonitão, recebendo elogios dos milhões de seguidores que tem em uma famosa rede social.
“Que homem é esse? Seu namorado? Se é.. seu namorado é lindo”, disse um dos internautas no Instagram. O bonitão é o ator Guilherme Mendes. No entanto, até onde se sabe, Guilherme e o ator são apenas amigos. Recentemente, Reynaldo deu uma entrevista em que confirmou sua bissexualidade. Desde então, existe uma expectativa para que ele venha a assumir algum relacionamento com outro homem.
Veja abaixo uma das fotos divulgadas em que Reynaldo aparece entre amigos na Europa e que colocou alguns fãs tentando achar algum novo par para o bonitão.
Quem também aparece nas imagens divulgadas nas redes sociais é a atriz Bianca Salgueiro, que foi protagonista da temporada 2013 de Malhação. Reynaldo voltará ao Brasil já na próxima semana. Tudo porque ele concorre ao prêmio Melhores do Ano na categoria Melhor ator.
Uma iniciativa da torcida “LGBTricolor” irá produzir e vender uma camisa do Bahia com as cores da bandeira LGTB aos adeptos do clube ainda em 2019, segundo o UoL. A ação tem o apoio da instituição esportiva e do Núcleo de Ações Afirmativas, que já participou de outras atividades com o objetivo de acolher minorias.
“A nossa ação é de inclusão, de ampliação de horizontes de diálogo do futebol, inclusão de pessoas que estavam distantes. Nós viemos para ficar, de uma vez por todas. Vamos ocupar os estádios e os espaços do futebol. Queremos contar com o apoio de todos e todas”, explicou ao UoL Onã Rudá, jornalista e criador do LGBTricolor.
Ele ainda contou da própria experiência, o que o levou rumo a esse projeto. “Eu, que sou Bahia desde pequeno, estava distante do clube por causa deste ambiente. Eu me tornei sócio, movimentei a criação da torcida e comuniquei a diretoria.”
“As pessoas têm se sentido cada vez mais parte do Bahia.”
Apesar de demonstrar apoio, o clube não está envolvido nesta iniciativa. Unã disse ser “uma aventura” para conseguir fazer o lançamento da camisa. Afinal, embora o Bahia não esteja colocando nenhum tipo de empecilho que possa barrar a ideia, querer utilizar a marca oficial da instituição é uma missão difícil.
“Viemos para ficar. A gente entende que as torcidas organizadas têm a sua história, e nós não queremos confrontá-las, pelo contrário. A gente quer trabalhar junto pelo Bahia. A gente quer atrair um público que se torne sócio e invista no clube”, ressaltou.
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou hoje o projeto de lei derivado do pacote anticrime do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública).
O aval se deu de forma simbólica devido a amplo acordo construído para acelarar a votação. Agora, a proposição segue para o plenário da Casa e, se aprovado, será encaminhado para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
A comissão manteve o texto conforme ele havia sido aprovado na Câmara, na semana passada. Para não correr risco de mudar o mérito do projeto e, consequentemente, ter que devolvê-lo para análise dos deputados, os senadores deixaram para discutir eventuais mudanças no plenário.
RIO – Vocalista da dupla Roxette, a cantora sueca Marie Fredriksson morreu aos 61 anos. A informação foi confirmada pelo agente da artista. Há 17 anos, a cantora travava uma longa batalha contra o câncer.
“Você foi a amiga mais maravilhosa por mais de 40 anos. As coisas nunca mais serão as mesmas”, lamentou o guitarrista Per Gessle, seu colega no duo autor de hits como “Listen to you heart”, “Spending my time” e “It must have been love”.
“O tempo passa tão rápido. Não faz tanto tempo, passávamos dias e noites no meu pequeno aparatamento compartilhando sonhos impossíveis. E que sonho nós eventualmente pudemos dividir! Eu tive a honra de conhecer o seu talento e generosidade. Todo o meu amor vai para você e sua família”, escreveu.
Filha de um cateiro e uma operária de fábrica, Gun-Marie Fredriksson nasceu na pequena cidade de Össjo, na Suécia. Após se formar na escola de música nos anos 1970, a cantora formou um grupo punk onde seu futuro parceiro no Roxette, Per Gessle, era um eventual colaborador.
Nos anos 1980, graças a insistência de Gessle, ela se lançou na carreira solo. Já reconhecidos individualmente na Suécia, a dupla lançou oficialmente o Roxette em 1986.
Com o segundo disco, “Look sharp”, a dupla alcançou sucesso para além do país natal. Durante os anos 1980 e 1990, o Roxette virou um fenômeno graças a suas baladas românticas, até hoje populares nas rádios. Estima-se que a banda tenha vendido 75 milhões de discos ao redor do mundo.
Em 2002, Marie foi diagnosticada com um tumor no cérebro após desmaiar dentro de casa. Desde então, ela lutava contra o câncer, o que a fez ficar mais distante dos holofotes. A cantora, no entanto, continuou a criar e se apresentou nos casamentos das princesas suecas Victoria, em 2010, e Madeleine, em 2013.
MÃE FAZ FESTA DE 15 ANOS PARA FILHA DESPARECIDA EM 2015
O planejamento da festa de 15 anos fazia parte da conversa diária entre mãe e filha. Polyanna Ketlyn da Silva Ribeiro sonhava usar um vestido de princesa na festa de debutante. Para realizar a vontade da filha, a vendedora Marcele Silvério Moreira da Silva, de 38 anos, celebrou o dia no nascimento de Polyanna no último domingo em sua casa humilde no bairro de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. No entanto, na comemoração que teve direito a bolo cor de rosa e decoração, a mãe caiu em prantos. Desde 2 de abril de 2015, Marcele não sabe o paradeiro da filha.
A menina, então com 10 anos, saiu de casa para comprar uma caixa de fósforo e uma mariola e não foi mais vista. Um banner com duas fotos de Polyanna decorou o ambiente. Foi feita uma montagem como uma foto da menina quando ela desapareceu e uma outra fotografia confeccionada pelo Núcleo de Envelhecimento da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) da Polícia Civil. Uma imagem de como Polyanna estaria nos dias atuais.
— A minha filha sempre sonhou com a festa de 15 anos. Eu quis fazer uma homenagem e também mostrar para que ela que eu fiz. Quem sabe alguém veja e conte para ela. Tenho certeza de que a minha filha está viva. Sinto isso dentro do meu coração. Eu queria fazer a festa, mas não tinha dinheiro. Com a ajuda de amigos e parentes, consegui juntar R$ 300 para fazer a homenagem — conta Marcele, que tem outros três filhos.
A menina desapareceu ao fazer um trajeto de cerca de cem metros entre a sua casa e o comércio. Marcele relembra que tinha muitas crianças na rua, mas elas só viram Polyanna perto de casa:
— Ela foi sequestrada no meio do caminho. Eu acredito que a minha filha tenha sido levada por traficantes de crianças. Agora a minha luta é para que o caso da minha filha seja investigado pela DDPA e não pelo núcleo da Delegacia de Homicídios de Niterói. Quando fui lá fazer a foto da minha filha pelo envelhecimento digital, vi que eles têm mais experiência com os casos de desaparecimento.
Dois filhos pequenos são diagnosticados com autismo
Marcele vive com o marido e três filhos numa pequena casa às margens da Lagoa de Piratininga. Recentemente, ficou sabendo pelos médicos que os dois filhos menores — uma menina de 7 anos e um menino, de 4 — têm autismo e precisam de acompanhamento. O menor ainda não fala e ainda usa fraldas. Marcele agora busca especialistas para atenderem os filhos.
No domingo, após o tradicional “Parabéns pra Você”, Marcele leu uma mensagem para a Polyana que emocionou a todos. O vídeo, postado no perfil da mãe no Facebook, tem mais de 2 mil curtidas. “Nesse dia, 8 de dezembro, às 17h45 nascia você, minha bonequinha. Meu bebezinho pesava 2quilos e 675 gramas e media 45 centímetros. Chegava ao mundo a minha felicidade, a minha melhora amiga, a pessoa mais doce que pode existir, Um anjo que Deus em sua infinita generosidade mandou para a minha vida… Foram dez anos de muito amor, noites sem dormir e luta, muita luta. Até que aquele fatídico dias 2 de abril de 2015. Vi o meu mundo desabar. Minha felicidade foi roubada de mim. Meu coração arrancado do peito. Tudo ficou negro, a vida perdeu sentido”, diz um trecho da mensagem.
Marcele descarta qualquer possibilidade de sua filha estar morta. Após o desaparecimento, as buscas se estenderam por dias nas imediações da residência e do bairro. Segundo Marcele, mergulhadores vasculharam cada metro quadrado da Lagoa de Piratininga, mas nenhuma pista foi encontrada. Ao se referir à filha, Marcele fala algumas vezes no passado. Quando percebe, corrige rapidamente e passar a usar o presente:
— Meu sentimento é de impotência. Não sei mais o que fazer, mas tenho certeza que vou encontrar a minha filha viva ainda este ano.
Há três semanas, Marcele e outros familiares de desaparecidos participaram de um processo de progressão feito pelo Núcleo de Envelhecimento da DDPA — inclusive, foi a foto que ela usou na confecção do banner. A vendedora revela ter ficado muito emocionada e chegou a passar mal:
— Não suportei a emoção de ver como está o rosto de minha filha, aos 15 anos.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso continua sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo: “As investigações seguem na DHNSG para localizar a vítima. No momento não há novidades para divulgar sobre o caso”.
Moradores de Nilópolis, na Baixada Fluminense, tiveram uma surpresa nada agradável neste fim de semana. O menino Jesus do presépio da Praça do Chafariz, foi furtado. Algumas fotos mostraram a manjedoura vazia. Segundo informações, o local sofreu depredação no domingo (15) e o menino Jesus desapareceu.
O presépio foi montado na tentativa de celebrar a chegada do natal na cidade. “Sabemos que o mês de dezembro, o comércio esquenta com as vendas, onde o espírito natalino acaba focando apenas o Papai Noel, então o presépio é também uma forma de contar para as crianças sobre o nascimento de Cristo. Precisamos que o espírito natalino vá além do lado comercial, que nos traga de volta esses valores da importância da família. O povo Nilopolitano não merece isso”, destaca Alex Souza, de 28 anos, que é morador da região.
O Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas que cumprem penas privativas de liberdade e sob medida socioeducativa (Enem PPL) vai ser aplicado nesta terça (10) e quarta-feira (11). A prova será aplicada para 41.044 participantes e conta com 1.228 instituições inscritas e homologadas.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 46.163 inscrições foram feitas, em 25 estados e no Distrito Federal. São Paulo é o estado com o maior número de inscritos, 15.832 participantes.
Para o presidente do Inep, Alexandre Lopes, o número de inscrições mostra o sucesso da parceria do Ministério da Educação (MEC) e do Inep com as secretarias estaduais de Segurança Pública, de Administração Penitenciária, de Direitos Humanos e de Educação.
Para garantir a segurança, os malotes de prova são escoltados até o local de aplicação, e o acompanhamento, durante o exame, será feito pela Polícia Federal. As unidades que firmaram adesão com o Inep são obrigadas a garantir espaço para as provas, segurança e sigilo durante a realização do exame.
Os participantes do Enem PPL que já concluíram ou concluirão o ensino médio neste ano poderão utilizar o desempenho no exame para acesso à educação superior. Já os participantes que não estejam cursando ou não concluirão o ensino médio no ano letivo de 2019 só poderão utilizar os resultados individuais para autoavaliação de conhecimentos.
O responsável pedagógico de cada unidade prisional ou socioeducativa tem a função de acompanhar todos os trâmites do exame, desde a inscrição até o resultado. Ele também deve determinar as salas de provas dos participantes; a transferência entre as unidades e excluir aqueles que tiverem sua liberdade decretada.
O responsável pedagógico terá acesso aos resultados obtidos pelos participantes, fará a inscrição, pleiteará seu acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e deverá divulgar as informações sobre o exame aos participantes.
Da mesma forma que o Enem tradicional, o Enem PPL é constituído de redação e de quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha. No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias, com cinco horas e meia de duração. No segundo dia, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática, com cinco horas de duração.