Novas oportunidades surgem para os cariocas voltarem ao mercado de trabalho. Depois de encaminhar na sexta-feira 900 candidatos para emprego no setor privado em feirão no Engenho de Dentro, a Comunidade Católica Gerando Vidas vai selecionar mais 300 pessoas na próxima terça-feira, desta vez no bairro do Maracanã.
O próximo evento, que acontecerá na Rua Morais e Silva 94, deve receber grande número de interessados, que necessitam ter Ensino Médio completo. As vagas são para os setores de comércio e serviços. É só levar currículo atualizado a partir das 10h para se inscrever.
900 NO ENGENHÃO
Com cerca de 15 voluntários presentes, o evento de ontem no Engenho de Dentro encaminhou 900 candidatos a 14 empresas que a Comunidade Católica conseguiu contato.
“Inicialmente, íamos atender 600 pessoas, mas não podíamos deixar os demais ali esperando a toa na fila”, disse Paulo Macedo, 49, que ajuda nos balcões de emprego da igreja no Rio há 22 anos.
Um dos que mais ficou na espera foi Gláucio, 34, que chegou à Praça do Trem às 21h de quinta-feira. Ele procura emprego há dois anos e meio como operador de empilhadeira. Foi o primeiro da fila a ser atendido, após dormir no espaço aberto para conseguir uma vaga. Gláucio é exemplo dos mais de 3 milhões de brasileiros sem emprego há mais de dois anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano no mundo. Só no Distrito Federal, o número de óbitos pelo ato cresceu 56,96% entre 2001 e 2013, quando foram registradas 124 mortes. A estatística vem crescendo a galope, com aumento principalmente entre jovens — o total de suicídios de brasileiros entre 15 e 29 anos cresceu quase 10% entre 2012 e 2017, segundo o Mapa da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“Notamos ainda um aumento considerável, no país e no mundo, do comportamento suicida entre jovens e adolescentes, com motivações complexas, podendo incluir humor depressivo, uso de substâncias psicoativas, rejeição familiar, negligência, entre outros. É uma emergência médica”, afirma o psiquiatra Antônio Geraldo, coordenador da campanha Setembro Amarelo, que propõe a discussão, durante o mês, de como prevenir o ato. De acordo com especialistas, é possível evitá-lo cerca de 90% das vezes.
Ainda de acordo com a OMS, mais de 95% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais — 36% tem transtornos de humor, como depressão, e 15% dos pacientes de transtorno bipolar se matam —, e muitos deles não são diagnosticados ou tratados de forma adequada. Cerca de 60% nunca se consultou com um profissional de saúde mental.
Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) afirma ainda que um em cada cinco pacientes que tentaram suicídio passaram por uma consulta médica um mês antes do episódio. “Muitas vezes, quem está em contato com esse paciente é o clínico geral, ou o ginecologista, o cardiologista. Por isso, é preciso fortalecer as discussões sobre o ato e vencer esse tabu em todas as esferas sociais: profissionais de saúde à sociedade em geral, incluindo familiares e amigos, também podem ter papel fundamental no acolhimento e na prevenção do problema”, conta Eurico Correia, diretor médico da Pfizer. Junto ao Centro de Valorização da Vida (CVV), a instituição faz campanha para os pacientes falarem sobre seus sentimentos.
Os sinais e como ajudar
Segundo Leila, voluntária do CVV e porta-voz do grupo em Brasília, ainda existe um tabu muito grande ao falar sobre suicídio: a pessoa não se sente confortável para conversar, teme ser julgada, recriminada ou que a família ache “mimimi”.
Normalmente não se fala sobre suicídio por simplesmente não saber como levantar o assunto sem assustar o interlocutor. “Quem está próximo deve ficar atento se a pessoa está se isolando, se tem algum comportamento diferente, apresenta problemas com a alimentação e deixa de comparecer a atividades sociais que gostava. São pequenos sinais, não necessariamente vão levar à morte, mas indicam que a pessoa precisa de ajuda e não sabe como pedir”, explica Leila.
A analogia utilizada pela voluntária do CVV é de que uma pessoa pensando em se matar é como uma panela de pressão. Sofre pressões externas (a família não a entende, o estresse do trabalho, dívidas) e internas (sentimento de não pertencer, se menosprezar, não se achar importante), todas ao mesmo tempo. Conversar com honestidade sobre as emoções seria o equivalente a tirar a pressão da panela, evitando sua explosão.
“É preciso conversar abertamente, dialogar, falar sobre as emoções de forma segura, sem ameaça. Outra dica é garantir o sigilo: é preciso poder falar sem ter medo de a notícia se espalhar. E jamais reprimir. Nossa tendência neste mundo corrido é, quando alguém começa a expor seus problemas, logo dizemos que a pessoa tem tudo ou começamos a falar sobre nós mesmo, impedindo o outro de se expressar”, conta Leila. É preciso ouvir sem bloquear, sem julgar, com empatia e mostrando solidariedade, acompanhando de verdade. “Às vezes alguém revela que está muito mal e a gente se assusta”, completa.
A ajuda médica também é importante, mas o ideal é não ser imposta. O paciente deve entender que precisa de atendimento especializado e, para isso, a família e amigos podem sugerir procurar um profissional e seguir o tratamento à risca.
“O CVV funciona como um pronto socorro emocional para quando a pessoa não tem a quem recorrer, com quem conversar. Esperamos fortalecer cada um por meio da fala, sem aconselhar, mas escutando com respeito, aceitação, compreensão e confiança”, explica a voluntária.
O CVV O Centro de Valorização da Vida presta apoio emocional gratuitamente 24 horas por dia, de forma anônima e sigilosa. Os atendimentos podem ser feitos por telefone, e-mail, Skype, chat, ou pessoalmente. Em Brasília, o posto de atendimento funciona no Setor de Rádio e TV Norte Quadra 702, Edifício Brasília Rádio Center, sobreloja 5. O atendimento é feito gratuitamente pelo telefone 188.
O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL- RJ), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), visitou o pai no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no fim da manhã deste sábado (8/9). Nas redes sociais, o parlamentar do Rio de Janeiro afirmou que Bolsonaro está bem e até postou uma foto do candidato à Presidência da República em sua primeira sessão de fisioterapia na unidade de saúde.
Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia.
Muito obrigado a todos pela força e pelas orações!
Pessoal do Rio de Janeiro, amanhã (domingo), às 11:00, no posto 6, tem ato pela vida de Bolsonaro, em Copacabana.
Em breve mais detalhes, tá ok?!
Flávio Bolsonaro ainda agradeceu o apoio dos eleitores do pai: “Muito obrigado a todos pela força e pelas orações!”. Neste domingo (9), de acordo com o deputado estadual, haverá uma manifestação, no Rio de Janeiro.
Boletim médico
O Hospital Albert Einstein divulgou, por volta das 10h da manhã deste sábado (8/9), o último boletim médico do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). Segundo a unidade de saúde, ele “mantém-se consciente e em boas condições clínicas”.
De acordo com a equipe médica, o paciente permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) “sem nenhuma intercorrência nas últimas 24 horas”. “Os exames de imagem e laboratoriais realizados durante avaliação médica mostraram resultados estáveis. Encontra-se em boas condições cardiovascular e pulmonar, sem febre ou outros sinais de infecção. Mantém jejum oral, recebendo nutrientes por via endovenosa”, completou a unidade de saúde.
O presidenciável está em tratamento clínico, “com boa evolução, sem necessidade de procedimento no momento”. O hospital garante ainda que nesta tarde Jair Bolsonaro será movimentado do leito para a poltrona do quarto.
Ataque
Bolsonaro foi esfaqueado na última quinta-feira (6), em um evento de campanha. O agressor confesso de Bolsonaro é o pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos. Ele foi detido rapidamente pela polícia mineira e alegou ter “cumprido ordem de Deus”. Na manhã deste sábado (8), o militante do PSol foi transferido para um presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS).
Os advogados de defesa do acusado descartam o envolvimento de mais pessoas no ataque ao candidato do PSL. No entanto, em entrevista na sexta-feira (7), o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a Polícia Federal investiga outras duas pessoas que teriam participado do atentado.
Ao ser questionado sobre uma possível motivação política para cometer o crime, ele se classificou como uma pessoa “de esquerda moderada” e disse que Bolsonaro defende ideias de extrema direita. O acusado afirmou ainda que o presidenciável apoia o extermínio de homossexuais, negros, pobres e índios, posição da qual discorda radicalmente.
O Twitter vai ficar um pouco mais parecido com rádio. A rede social começou a liberar nesta sexta-feira uma função para fazer transmissões ao vivo só de áudio em seu app e também no do Periscope. O novo recurso está, por ora, limitado às versões para iPhone, e ainda não há notícias sobre Android.
Ao fazer uma transmissão ao vivo de áudio, o usuário tem acesso aos mesmos conjuntos de dados e ferramentas de monitoramento que teria se fizesse algo com vídeo.
O novo recurso deve ser útil para fazer transmissões em locais em que a conexão não é tão boa ou em momentos em que é melhor não deixar o celular tão à mostra. Podcasts também podem se beneficiar com a nova ferramenta, caso queiram fazer algo ao vivo.
A nova função do Twitter começou a ser disponibilizada hoje aos usuários de iPhones, e deve levar algum tempo até chegar a todos. No Android, não há datas confirmadas, mas a expectativa é de que uma atualização com o recurso não demore para chegar.
Sometimes you just want to talk, without being on camera. We’re launching audio-only broadcasting, so your followers can hear, but not see you.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.
>>> Boleto falso 1 Recebi no mês de abril uma fatura da NET no valor de R$ 390,90, sendo que nunca fui assinante da mesma. Porém os meus dados constavam da mesma forma e o boleto foi encaminhado diretamente ao meu e-mail pessoal. Fui analisar a minha caixa de mensagens e encontrei outro boleto, datado de junho do ano de 2017. Este no valor de R$ 310, Banco Itaú, e-mail diferente do atual, que também é de banco diferente, do Banco Bradesco.
Não sou e nunca fui Cliente da NET. Mas fui cliente da Claro HDTV e Plano Controle, e ela é parceira da NET e Embratel. Se for provado o vazamento de dados, posso entrar com ação na Justiça?
Desde já, Obrigado. Luiz Paulo
Luiz, embora a lei brasileira tenha alguns dispositivos de proteção de privacidade, não existem regras claras sobre o tratamento de informações. Em outras palavras, não existem normas sobre como os dados devem ser armazenados ou com quem eles podem ser compartilhados. Além disso, os contratos de prestação de serviço costumam ter dispositivos que permitem à empresa compartilhar suas informações. No caso de empresas do mesmo grupo (a NET não é apenas parceira da Claro, ela é uma subsidiária), seria ainda mais difícil argumentar que houve alguma infração.
Se existe um serviço assinado em seu nome de forma não solicitada, aí sim existe algo claramente ilícito. Mas há um porém: é possível que este boleto que você recebeu seja falso, ou seja, que o serviço não exista e que algum golpista simplesmente enviou o arquivo para o seu e-mail para que você pagasse. Se pagar, ótimo para o golpista; se não pagar, ele não perdeu nada.
Supondo que seus dados foram obtidos por criminosos, você ainda terá dificuldade para obter algum julgamento favorável na Justiça. Advogados ouvidos pelo blog Segurança Digital em temas envolvendo dados pessoais costumam dizer a mesma coisa: é preciso provar um dano (prejuízo) e também conectar esse prejuízo à fonte das informações.
No seu caso, você teria dificuldade nos dois casos. Como saber que os dados partiram mesmo da Claro? Os dados podem ter sido obtidos de outra fonte e os criminosos simplesmente enviaram um boleto da Claro para “tentar a sorte”. E qual seria o seu prejuízo se você nem mesmo pagou o boleto informado?
Vale lembrar que o grupo Claro já esteve envolvido em um . A Claro não quis conversar com o G1 para reconhecer (ou mesmo afastar) sua relação com a operadora do call center.
O que você pode é enviar uma denúncia ao , que vem acompanhando casos envolvendo dados pessoais. Se for fazer isso, lembre-se de incluir todos os detalhes, incluindo os boletos e e-mails recebidos.
Boleto falso confeccionado por golpistas usando o nome do MercadoPago. “Sacado”, que deveria conter nome do consumidor, tem apenas a informação do cedente. Este não é um boleto seguro de ser pago. (Foto: Reprodução)
>>> Boleto falso 2 Vi uma matéria antiga do G1 falando sobre fraude em boletos, aconteceu comigo essa semana Fiz uma compra online, onde o vendedor se identificava como uma coisa, e na realidade era outra, fiz o pagamento e agora descobri que foi uma fraude. Como posso fazer sobre esse assunto? Segue anexo boleto (foto) e pagamento para melhor entendimento Devo procurar a polícia e o Procon? Mariana
Mariana, a imagem que você enviou é de um boleto do serviço “Mercado Pago”, utilizado no site de comércio eletrônico Mercado Livre. Esse boleto é falso: no Comprovante de Pagamento que você enviou (a coluna não publicará o comprovante), o nome do benefício/cedente é totalmente diferente do nome “Cedente” informado no boleto. Pior ainda: na informação de “Sacado”, onde devia constar as suas informações (endereço, CPF e nome completo), consta novamente o nome do Mercado Livre!
Este boleto falso é uma falsificação grosseira. Muitas das fraudes de boleto falso são bem mais sofisticadas e difíceis de serem reconhecidas.
Você pode e deve procurar a polícia, mas a chance de restituição é baixa, já que nenhum dos bancos, e muito menos o Mercado Livre, tem qualquer responsabilidade nesta fraude. Você pagou um boleto falso e simplesmente “entregou” o dinheiro na mão dos bandidos. Porém, a denúncia é importante para que a polícia tenha informações sobre essa fraude e possa localizar e prender os responsáveis.
Note que há casos antigos na Justiça em que o Mercado Livre foi condenado a restituir as perdas. Porém, os procedimentos e o contrato do Mercado Livre mudaram desde então, o que pode (e deve, se a Justiça fizer o certo) invalidar esses precedentes.
Você não contou como a fraude aconteceu, mas há casos em que vendedores ou compradores em sites como o Mercado Livre sugerem concluir uma negociação por WhatsApp ou e-mail, fora dos canais oficiais da página. Quando o golpista tira você dos canais oficiais, ele envia documentos falsos (seja um boleto falso ou um comprovante de pagamento falso, no caso de fraudes contra vendedores). Para tornar a fraude mais atraente, o golpista fornece descontos (para a venda) ou pagamentos elevados (em compras).
Se esse vendedor lhe ofereceu descontos para uma compra “por fora”, então você caiu exatamente nesse golpe.
Você jamais deve aceitar concluir uma negociação fora dos canais oficiais oferecidos. Se o fizer, vai correr um altíssimo risco de fraude, inclusive porque a maioria dos vendedores ou compradores honestos jamais aceita ou sugere sair dos meios oficiais de negociação, pois isso é proibido pelo contrato e pode acarretar na expulsão do utilizador.
O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!
Chico Leite (Rede) é deputado distrital desde 2002 e, em 2010, foi o parlamentar mais bem votado da Câmara Legislativa. O procurador de Justiça licenciado entrou na política pelo PT e, em 2015, trocou a sigla pelo partido de Marina Silva. O candidato ao Senado terá como primeiro suplente o empresário Álvaro Silveira Júnior (PSB). Veja a entrevista:
Qual é a sua bandeira?
Causas, no plural. Aquelas pelas quais trabalho há 29 anos, como promotor de justiça e parlamentar e, agora, quero levar ao Senado: ética e transparência no serviço público, combate à corrupçăo e o cuidado com a nossa cidade.
Numa palavra, Chico Leite é o candidato de quê?
Uma expressăo, se puder: a política como serviço à sociedade, e năo para se servir, fazendo dela uma forma de ascensăo econômica e social ou um balcăo de negócios.
O que significa ser um representante do Ministério Público no Congresso?
O membro de uma instituiçăo que tem contribuído para melhorar o país, dedicando a experiência no trato com leis e na defesa de direitos, em um momento em que o Congresso vai debater sobre reformas que influenciarăo diretamente a vida de todos.
Como foi o processo de escolha de seus suplentes?
Acompanhei com muita responsabilidade a escolha dos suplentes. Compreendo que apresentamos ao eleitor uma chapa que precisa carregar a marca da harmonia e da complementariedade. Alvaro Jr (PSB), ex-presidente da CDL, é líder no setor produtivo, e traz a preocupaçăo com a geraçăo de trabalho e renda e a proteçăo ao nosso empreendedor contra a guerra fiscal. Djacyr Arruda (PDT), procurador do DF, ex-controlador-geral do GDF, agrega conhecimento e prática na missăo de fiscalizaçăo dos gastos públicos, para garantir que o dinheiro dos impostos tăo altos que pagamos chegue à populaçăo, melhorando a qualidade de vida, e năo seja desviado para o bolso de corruptos.
Pretende se licenciar para que seu suplente assuma?
Quem é eleito precisa cumprir os compromissos que assumiu com quem lhe confiou o voto, e năo se tornar empregado do poder que deveria fiscalizar ou tratar o cargo como instrumento de barganha.
Entre os demais candidatos ao Senado, com quem você se identifica, para o segundo voto do eleitor?
Minha parceira na caminhada ao Senado é a Leila, do Vôlei.
Quem acompanha o mercado de tecnologia de perto sabe que Elon Musk é uma figura polêmica. Além de criar projetos mirabolantes (ele é fundador e CEO da SpaceX e da Tesla), o bilionário chama a atenção também por seu comportamento controverso. Exemplos não faltam para ilustrar esta afirmação.
Dois meses atrás, Musk acusou de pedófilo um dos mergulhadores que trabalharam no resgate dos meninos tailandeses presos em uma caverna. Criticado, chegou a pedir desculpas e, nesta semana, voltou a atacar o homem com a mesma acusação. Ontem, Musk protagonizou mais uma cena questionável.
Em uma entrevista ao vivo no YouTube, o entusiasta da tecnologia revelou o plano de construir um avião elétrico, falou do uso de combustíveis fósseis e… fumou um cigarro de maconha. Tamanho desprendimento não pegou bem. Horas depois, dois executivos do alto escalão da Tesla se demitiram. Hoje, as ações da companhia tiveram queda de mais de 6%, indicando insatisfação dos acionistas com as atitudes do empresário. Às 18h pelo horário de Brasília, os papeis eram cotados a US$ 264.
Dave Morton, até então chefe da área de Recursos Humanos, é um dos executivos que deixaram a Tesla. Ao jornal The Guardian, ele conta que ingressou na empresa há apenas um mês e atribuiu sua passagem relâmpago ao nível excessivo de atenção pública acerca da empresa.
Recentemente, Elon Musk já havia mexido com os ânimos dos acionistas com a publicação de um tweet no qual cogitava fechar o capital da Tesla e comprar cada ação por US$ 420.
Veja a entrevista em que Elon Musk fuma um cigarro de maconha:
Em uma rodovia, um motorista filma o painel da própria Mercedes a 96 km/h, em meio à trilha da eletrônica e dançante “The Main Room Party” que toca no rádio. “Ah, seria na Imigrantes, e o limite lá é de 100 km/h”, diz à reportagem o condutor. Além de cometer irregularidades no trânsito, ele também acumula duas pendências com a Justiça Criminal. Em ambas, acusado pelo Ministério Público de estelionato.
Este é o recém-nomeado vice-presidente do Detran de Săo Paulo, pelo governador Márcio França nesta quarta-feira, 5. Após contato da reportagem, o governo afirmou que irá tornar o ato sem efeito.
Além do vídeo em que filma o painel de seu veículo de luxo a toda velocidade, Carlos Augusto Galier a expőe de outros ângulos em suas redes sociais. “Mas isso foi em 2015, tem mais de dois anos”, justifica sobre a infraçăo considerada gravíssima pelo órgăo para o qual foi nomeado.
Ele diz ter sido indicado ao cargo por “mérito”. “A gente tem o merecimento, entendeu? E, como estava muito afastado para mim, onde eu estava trabalhando, em Ibiúna, onde tenho casa e escritório de advocacia, para mim fica mais viável em Săo Paulo. O que deu para encaixar foi isso daí”.
No Instagram e no Facebook, Galier também mostra fotos com amigos – entre eles, um ex-BBB -, em festas, baladas e na academia, onde exibe os braços tatuados.
Foi malhando os músculos que Galier se envolveu, em uma de suas ocorrências policiais, registrada no 1º DP de Taboăo da Serra, na Grande Săo Paulo. À época, em 2016, era delegado do Procon em Ibiúna, interior de Săo Paulo.
A suposta vítima, Maurício Tadeu Sales, disse ter ouvido um boato na academia que frequentava segundo o qual estava na mira da Polícia por fraude ao seguro. Ele diz que pediu a Galier, que teria se apresentado como delegado, para que averiguasse sua situaçăo. De acordo com Sales, causava temor o fato de que fora indenizado pelo seguro após registrar Boletim de Ocorrência pelo roubo de seu antigo automóvel.
Segundo Sales, o recém-nomeado vice do Detran teria dito a ele que, de fato, era investigado, porque a polícia tinha em sua posse dois CDs nos quais continham imagens que provavam que seu carro năo estava no local do suposto roubo.
Por motivo que năo quis esmiuçar às autoridades, Sales disse ter topado uma exigência de Galier para fazer “morrer” a investigaçăo: pagar R$ 25 mil a dois policiais.
A suposta vítima diz ter dirigido até a delegacia junto de “Caca”, como era apelidado Galier, e que o recém-nomeado do Detran entrou no local e voltou com uma foto sua e o número do Boletim de Ocorrência afirmando que a investigaçăo, de fato existia. A foto de Galier ficou registrada na portaria do DP.
Nas investigaçőes, constam, além dos saques e de imagens de Galier na delegacia, um áudio em que uma voz atribuída a ele pelo Ministério Público e pela Polícia, fala sobre os valores com Sales. Já o recém-nomeado vice do Detran afirmou à Polícia que emprestou dinheiro a Sales e que queria recebê-lo de volta.
Ele disse que “pelo fato de Maurício acreditar que policiais estariam cobrando alguma quantia para deixar de dar continuidade e algum procedimento, viu ali a oportunidade de reaver os valores outrora emprestados para Sales e alimentou a história que este acreditava.
Ainda afirmou às autoridades que “deixou a entender que estavam pedindo dinheiro em troca de benefícios, se deu conta da besteira que fez, mas năo tinha como voltar atrás”.
Para o Ministério Público, em denúncia oferecida em junho de 2016, Carlos Augusto Galier “indiretamente confessou os fatos imputados, posto que, afirmou que jamais se apresentou como delegado e jamais pegou qualquer quantia em dinheiro da vítima”. O processo está em fase de alegaçőes finais.
À reportagem, Galier nega a acusaçăo. “Esse é uma pessoa que năo tem prova nenhuma. É uma coisa que é a palavra dele. Como a gente é meio político, as pessoas querem aparecer e envolver as pessoas para ficar famosas, entendeu?”
Em outra açăo, o recém-nomeado vice do Detran é acusado de tomar R$ 20 mil de um casal. Segundo a Promotoria, ele “se apresentou a Maria Nazaré dizendo-se advogado, e ela e seu marido acabaram contratando-o para, em nome deles, renegociar uma dívida”. “Pagaram inicialmente a ele R$ 5 mil em espécie”. No cadastro da OAB, ele consta como estagiário.
“Posteriormente, o denunciado disse-lhes que renegociara a dívida com o credor, de modo que eles deveriam pagá-la em quatro prestaçőes de R$ 5 mil cada uma, mediante depósitos bancários em favor de Leandro Santos Rosa”, diz o MP.
Segundo a Promotoria, antes do “quarto depósito, o advogado do credor ligou para Maria Nazaré cobrando-lhe a dívida; entăo, ela e o marido descobriram que tinham sido vítimas de um golpe”.
“Esse casal aí foi uma coisa que eu conheço a pessoa há 20 anos e ele tinha pedido uma coisa emprestada pra mim e năo comunicou a esposa dele. A esposa dele năo sabia o que tinha acontecido e de onde que ele tirou o dinheiro para me pagar. Temos total certeza da absolviçăo em relaçăo a isso”.
A Secretaria de Estado do Planejamento e Gestăo Pública do governo paulista informa que “Carlos Augusto Galier năo possui nenhuma condenaçăo definitiva, o que o faz apto para exercer a funçăo nomeada, e atende à emenda à Constituiçăo do Estado de Săo Paulo, que proíbe a nomeaçăo em cargos públicos, conforme determina a lei”.
“Responder inquéritos ou processos năo pressupőe que qualquer pessoa é culpada, antes do devido julgamento. O cargo estava vago há tempos e foi preenchido de acordo com a Lei”.
“Entretanto, o fato de fazer vídeo, e publicá-lo como exemplo, assim como mencionado na matéria, em que ele dirige, utilizando concomitantemente o celular, e fala para rede social, é absolutamente inadequado e incompatível com a postura esperada para um dirigente do Detran-SP, que por ser uma instituiçăo de Fiscalizaçăo e Controle de Trânsito, deve ter dirigentes que demonstrem o exemplo de sua própria conduta, o comportamento ideal de quem fiscaliza”.
“Diante disso, para que sirva de exemplo a todos que săo servidores públicos, em especial de quem tem a tarefa de comando, determinou o secretário da referida secretaria responsável pela nomeaçăo, a imediata (7/9/18), publicaçăo de insubsistência da nomeaçăo, ou seja, revogando a nomeaçăo do diretor Vice-Presidente do Detran-SP de dois dias atrás”.
“Năo temos e năo teremos nenhum compromisso com erros e reafirmamos compromisso com a qualidade do bom serviço público, prestado pela esmagadora maioria dos servidores públicos”.
A Heise, uma respeitada publicação de tecnologia da Alemanha, publicou uma reportagem afirmando que a Intel estaria trabalhando para corrigir uma nova onda de oito falhas do tipo Spectre. Chamadas de Spectre-NG (“Spectre Nova Geração”), as falhas estariam ligadas à metodologia da Spectre original, mas com impacto ainda mais grave para as chamadas “máquinas virtuais”, o que afeta gravemente o mercado empresarial.
Além dos produtos da Intel, processadores do tipo ARM (que são fabricados por empresas como Apple, Qualcomm, MediaTek, Nvidia e outras) também estariam vulneráveis, mas não há informação exata fabricantes e modelos. Também não há informação sobre os chips da AMD, que é concorrente da Intel. No mercado de notebooks, servidores e PCs, a Intel tem mais de 70% do mercado. A empresa não confirmou e nem negou a existência dos novos problemas.
As falhas Spectre e Meltdown balançaram os fabricantes de processadores quando foram reveladas em janeiro. As falhas existem em uma otimização estrutural do funcionamento dos chips. Por causa disso, as correções dos problemas — especialmente o Meltdown, que afeta praticamente apenas a Intel –, acarretaram em perdas de desempenho.
Um hacker pode utilizar essas vulnerabilidades para ler o conteúdo da memória de outros programas em execução no computador. Isso significa que a falha não pode ser usada para invadir um sistema — porque o hacker já precisa estar “dentro” do sistema antes de usar essas falhas –, mas ela pode ser usada para obter dados sensíveis aos quais o invasor não teria acesso.
As vulnerabilidades são uma preocupação ainda maior para os prestadores de serviços de processamento de dados e datacenter, como a Amazon Web Services e a nuvem do Google. Essas empresas utilizam o isolamento fornecido pelo processador para atender diversos clientes em um único computador. Um hacker poderia simplesmente se passar pro cliente para obter acesso ao computador e usar as falhas para roubar os dados dos demais clientes.
De acordo com a Heise, é exatamente nesse cenário que as falhas da Spectre-NG são mais perigosas. Diferente da Meltdown, a falha Spectre original era notória por ser bem difícil de explorar, o que tem mantido alguns ataques mais graves na teoria.
Ainda não se sabe se a correção das falhas Spectre-NG trará novos prejuízos ao desempenho dos processadores. Uma das oito falhas teria sido descoberta pelo Google, por meio da iniciativa Projeto Zero. Mas os demais pesquisadores e empresas envolvidas não foram divulgados pela Heise. Ainda conforme a publicação, parte das atualizações deve ser lançada ainda em maio, com restante agendado para agosto.
Imagem: O fantasma da Spectre, símbolo escolhido porque a falha ‘vai nos assombrar por muito tempo’. (Foto: Natascha Eibl/Domínio Público)
Nova fronteira As falhas Spectre e Meltdown existem na forma que processadores otimizam o acesso a dados. Embora os dados em si jamais sejam vazados aos aplicativos, os especialistas em segurança descobriram ser possível tirar proveito do cache — uma memória ultrarrápida e temporária do processador — para ler dados de outros programas de maneira indireta.
SAIBA MAIS
A descoberta dessas falhas representou não apenas um novo ataque, mas um novo método de abordagem para ataques, como uma “nova fronteira” para pesquisadores e hackers. Por esse motivo, a descoberta de novas falhas parecidas já era esperada por especialistas.
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Lançado no começo do mês passado para Android, Fortnite ainda não chegou a todos os dispositivos que rodam o sistema. E a culpa por isso é da fragmentação de software, conforme explicou a desenvolvedora Epic em um novo post em seu blog.
Segundo a empresa, o ecossistema do Android é bastante peculiar, a começar pelo hardware. Em termos de SoCs, os processadores, o mercado é dominado pela Qualcomm, cujos Snapdragons estão presentes em 71% dos aparelhos do mercado. Mas os outros 29% ficam divididos entre modelos com Exynos da Samsung, Kirins da Huawei e Helios da MediaTek. Em termos de CPU, a maioria usa núcleos ARM, mas há uma diferença crucial nas GPUs, que podem Adrenos (Qualcomm) ou Malis (os outros).
A diferença no hardware é acentuada pelo software. “Cada dispositivo vem com uma versão levemente diferente do Android, e a maioria das fabricantes customiza os recursos de escalonamento e gerenciamento de energia”, explica a Epic.
Além disso, “dispositivos que têm uma mesma GPU também vêm com diferentes versões de driver”. Ou seja, ainda que dois aparelhos de duas empresas diferentes tenham as mesmas especificações, os modelos são diferentes por dentro — e um jogo que funciona em um pode não funcionar no outro.
Foi preciso adaptar Fortnite para cada cenário, portanto, e criar perfis de uso diferentes para combinações distintas de GPU e software. Assim, além dos tradicionais “Low”, “Mid”, “High” e “Epic”, a desenvolvedora criou outros automáticos com base no chip gráfico.
APIs e a questão da memória
A isso, ainda se somou a questão do suporte a APIs gráficas. Conforme explicou a Epic, para permitir que jogadores em um smartphone pudessem jogar contra alguém no PC ou em um console, era precisa renderizar objetos na mesma velocidade em todas as plataformas.
A API Vulkan, que é padrão no Android desde 2016, seria perfeita para isso. Mas nem todos os aparelhos a suportam até hoje. Foi preciso, então, adaptar o jogo e dar suporte para diferentes versões do OpenGL, que é mais usada e mais versátil, mas também mais simples.
Fora os dois pontos, a Epic ainda esbarrou nas limitações de memória. O sistema é programado para encerrar um aplicativo sempre que ele começa a ocupar muita RAM, mas o valor é diferente em cada aparelho. Como os desenvolvedores foram descobrir no meio do caminho, enquanto um Galaxy S8 deixa um app alocar até 3 dos seus 4 GB da memória antes de “matá-lo”, um Pixel 2 só libera 1,8 GB dos 3,6 totais. E isso para ficar só em dois exemplos.
Levando tudo isso em conta, o fato de ter conseguido disponibilizar Fortnite para tantos modelos diferentes e ainda permitir o cross-platform já é digno de nota. No mesmo post, a Epic fala que vai focar, por ora, em continuar otimizando o jogo para os aparelhos já suportados. Só depois de corrigir problemas neles é que a empresa vai lançar o game para outros dispositivos — então pode ser que ainda leve alguns dias para Fortnite chegar a novos smartphones.