GREVE DA PM??? BOATO!!! SAIBA AQUI…

A assessoria da Polícia Militar do Rio informou, após contato do EXTRA, que são falsos os comunicados atribuídos à corporação que vêm circulando pelas redes sociais. Num deles, uma falsa reprodução do boletim interno da PM, um texto supostamente assinado pelo comandante-geral, coronel Wolney Dias, avisa sobre uma “greve geral lícita” a ser iniciada na próxima sexta-feira, data a partir da qual a população deveria evitar “de sair as ruas”.
Na página oficial da corporação no Facebook, uma nota classifica protestos como “legítimos”, mas pede que a tropa busque “a melhor forma de reivindicar nossos direitos”. “Paralisar um serviço essencial afeta toda a população, incluindo nossas famílias. A quem interessa a barbárie?”, continua o texto.

Por meio de grupos no WhatsApp, parentes de policiais militares do Rio estão organizando um protesto como forma de cobrar o pagamento do 13º salário, do RAS e de metas alcançadas em 2015 devidos aos servidores. Nas trocas de mensagens, eles estão divididos por batalhões. A ideia é que cada grupo chegue cedo a uma determinada unidade para impedir a saída dos agentes para o expediente de serviço, semelhante ao que aconteceu no Espírito Santo, no último fim de semana.
Segundo pessoas que estão planejando o ato, a ideia é protestar em frente a todos os batalhões do estado. A manifestação aconteceria a partir da manhã da próxima sexta-feira. Em função do regimento interno, os militares não podem fazer greve.

FONTE: EXTRA

ASSALTO EM VILA NOVA!!! CAMPO GRANDE

Um homem foi assaltado na rua na Rua Gerânio, N°370, no bairro de Vila Nova em Campo Grande.

O fato ocorreu na madrugada do dia (6), quando a vitima chegava do trabalho, que alias , o véiculo é instrumento de trabalho.

O carro é um Santana cinza, de placa KNE 2614, o carro é esse da foto, caso alguem achar ligar para esses numeros 969208971 / 3314826 e falar com Edson!!!

O RIO DE JANEIRO VAI PARAR!!!

Por meio de grupos no WhatsApp, parentes de policiais militares do Rio estão organizando um protesto como forma de cobrar o pagamento do 13º salário, do RAS e de metas alcançadas em 2015 devidos aos servidores. Nas trocas de mensagens, eles estão divididos por batalhões. A ideia é que cada grupo chegue cedo a uma determinada unidade para impedir a saída dos agentes para o expediente de serviço, semelhante ao que aconteceu no Espírito Santo, no último fim de semana.
Segundo pessoas que estão planejando o ato, a ideia é protestar em frente a todos os batalhões do estado. Não há uma definição sobre a data do ato. Em função do regimento interno, os militares não podem fazer greves

Fonte: extra

LUSO BRASILEIRO!!! LINDA HISTORIA!!! TRISTE FIM

Luso Brasileiro Tênis Clube
O Luso foi fundado em 28 de Outubro de 1959,por um grupo de amigos portugueses e brasileiros que compraram uma área de 54000m2 na Estrada do Campinho, 519 hoje n° 881 que tinham o objetivo principal se reunirem com seus familiares e amigos para se divertirem e trocar idéias. O Clube foi fundado por 40 pessoas, que dividiram em cotas a compra do terreno. Muitos fundadores já
são falecidos, mas felizmente ainda temos alguns vivos, não sabemos onde se encontram, mas graças à Deus ainda temos o Dr. Manoel Camargo, junto a nós todos os domingos com os antigos sócios que chamamos carinhosamente de “Velha Guarda Lusitana”. Os senhores Dr. Agostinho, Sr. José Gregório, Sr. Célio e muitos outros que estão sempre presentes em nosso clube nos fins de semana. Não esperavam seus fundadores que o Luso fosse se tornar posteriormente uma das maiores agremiações da Zona Oeste e do Rio de Janeiro.
Uma das festas mais tradicionais do Rio de Janeiro, Luso City tornou-se o ponto de encontro entre os jovens e adultos que buscam o seu lazer todos os meses de junho de cada ano. O Luso City foi criado em 1985 na gestão de Dr. Sebastião Gonzaga junto com um grupo de leoninos (LIONS) clube de Serviço de Campo Grande – RJ, tendo como um dos seus idealizadores o Sr. Cláudio Chianca, então Vice-Presidente Social na época.

PROTESTO NA ESTRADA DO MAGARÇA!!!

Protesto nesse exato momento , na estrada do Magarça, em Guaratiba, na altura da igreja, Santa Clara!!!
moradores estão fazendo protesto por causa da falta de luz , que já dura 5 horas!!!!
O transito está parado na região, moradores estão pondo fogo em pneus e outros objetos, evitem a região!!!!

VOCÊ EXPOE SEUS FILHOS NAS REDES SOCIAIS ? CUIDADO!!!

Cada momento é único e registrá-lo é sempre bom, especialmente quando se tem filhos, pois preserva as boas memórias. Compartilhar os bons momentos das crianças nas redes sociais, como as caretas, os primeiros passos e as bagunças tem se tornado tão comum que alguns pais se esquecem de que isso pode ser muito perigoso.

Todo bom senso é bem-vindo na hora de postar algo na internet, porém as fotos infantis devem receber o dobro de atenção para garantir a segurança dos pequenos.

1 – Fotos da criança em alta resolução

Tudo bem que uma fotografia em alta resolução garante um resultado encantador, porém a edição deste tipo de imagem se torna muito mais fácil. Assim, ela poderá ser usada para fins comerciais sem que os pais saibam, ou venham a descobrir muito tempo depois. Quando algo é postado na internet dificilmente será possível ter controle sobre isso.

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2 – Fotos com registro de localização

Ao capturar um momento do seu filho, preocupe-se em desativar o geolocalizador do celular ou câmera fotográfica. Publicar uma foto com o registro de localização expõe os lugares que a criança costuma frequentar, sendo de grande utilidade para pessoas mal intencionadas. Trotes de sequestro, por exemplo, poderão parecer mais realistas quando a pessoa se aproveita das informações que os próprios pais expuseram.

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3 – Fotos da criança com o uniforme escolar

A exposição da rotina da criança também deve ser evitada. Informações como a escola onde ela estuda ou cursos extracurriculares que frequenta pode ser útil tanto para as pessoas que elaboram trotes de sequestro quanto aos que estão realmente procurando uma vítima para sequestrar.

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4 – Fotos da criança tomando banho

O bom senso é extremamente necessário ao postar uma foto deste tipo nas redes sociais. Além de ser algo muito íntimo, essa imagem pode ser usada por pedófilos que procuram material para ser compartilhado em sites de conteúdo impróprio – o que infelizmente é uma realidade. E mais do que isso, exibir as partes íntimas pode ser constrangedor não só para os adultos.

5 – Fotos da criança com amiguinhos

Expor outras crianças além do seu filho é algo que merece muita atenção. Todos os riscos de publicar uma foto do seu pequeno na rede social também são realidade para as outras crianças. Jamais publique algo de outra criança sem autorização dos pais.

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6 – Fotos da criança no ambiente de trabalho dos pais

Neste tipo de publicação todos ficam expostos, pois são publicadas tanto as informações referentes aos pais quanto as da criança. Não precisa dizer mais nada, não é?

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7 – Fotos que vão causar o constrangimento da criança futuramente

Sabe aquela sua foto quando pequeno que sua mãe guarda no fundo do baú e a expõe sempre que tem oportunidade, fazendo você morrer de vergonha? Pois é, agora imagine isso exposto na internet, onde pessoas mal intencionadas possam futuramente usá-la para constranger e até tornar uma pessoa vítima de bullying. Cuidado com as fotos que hoje parecem inofensivas, mas que podem causar problemas nos próximos anos.

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8 – Fotos onde crianças estão perto de objetos de valor

Não é necessário expor as posses da família, especialmente quando essas coisas possuem valores altos. É uma informação valiosa para que pessoas mal intencionadas saibam, por exemplo, que seu filho tem um celular caro ou que a família possui um carro cujo preço é bem alto.

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9 – Fotos que fornecem informações da residência

Evite as imagens onde é exposto a fachada da casa, nome da rua ou pontos de referência. A segurança da família toda pode ser ameaçada caso essas informações sejam utilizadas de má fé.

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10 – Fotos engraçadinhas

Muita gente não liga ou acredita que não acontecerá esse tipo de coisa com seus pequenos, mas do dia pra noite aquela foto engraçadinha do seu filho pode se tornar viral no mundo todo. Pode até parecer legal à primeira vista, porém a criança estará muito mais exposta do que normalmente estaria e a fotografia pode até ser usada com mensagens ofensivas ou com o objetivo de causar constrangimento.

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Configurações de privacidade dos álbuns e fotos

Muitos destes problemas citados acima podem ser evitados com uma boa dose de cautela e critérios, e um deles é selecionar as pessoas que poderão ver as fotografias. Configurar a privacidade permitindo que os amigos de seus amigos vejam as fotos não garante a segurança da criança, pois afinal, quem são os amigos de seus amigos? Em meio destes, qual a probabilidade de haver alguém mal intencionado?

CEDAE ENTRA EM GREVE!!! PARALISAÇÃO NÃO AFETARÁ FORNECIMENTO DE AGUA

Os servidores da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro entram em greve nesta terça-feira para protestar contra a proposta do governador Luiz Fernando Pezão de privatização da empresa que será analisada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na quinta-feira. O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Sintsama-RJ) garantiu que não faltará água para a população e que a paralisação vai respeitar a Lei de Greve, que exige que 30% dos funcionários da empresa continuem operando o sistema.

Ontem, funcionários da companhia fizeram manifestação na orla de Copacabana. O Projeto de Lei 2.345/17, que autoriza a venda da Cedae, é pré-condição imposta pelo governo federal para liberar empréstimos e aliviar a dívida estadual com a União. O projeto autoriza o governo a vender as ações da companhia e dá prazo de seis meses para a contratação da instituição financeira federal que será responsável pelo processo de privatização.

Servidores da Cedae vão entrar em greve nesta terça-feira
Divulgação
A proposta também autoriza o governo do Rio a contrair empréstimos de até R$ 3,5 bilhões que terão como garantias as ações da Cedae. Os recursos obtidos com a venda da companhia devem ser usados para quitar o empréstimo. De acordo com o executivo, a intenção do empréstimo é colocar em dia a folha de pagamento dos servidores, quitar dívidas com fornecedores e garantir o funcionamento da máquina pública.

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O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) pretende fazer no dia 7 um ato em defesa da Cedae, ao meio-dia, em frente à Alerj e, no dia seguinte, uma vigília, no mesmo local e horário, quando os manifestantes pretendem percorrer os gabinetes dos deputados. Na quinta-feira, os servidores têm programado um grande protesto contra o pacote de ajuste fiscal proposto pelo governo estadual e que será votado na Alerj e em defesa da Cedae.

Na semana passada, reabertura dos trabalhos legislativos da Casa, houve um protesto que terminou em confronto entre a polícia e os servidores. Um ônibus foi queimado, o comércio na região fechou as portas e estações do metrô próximas

ZÉ RAMALHO EM CAMPO GRANDE

Atenção Campo Grande!

Neste sábado, dia 11 de Fevereiro a partir das 22h tem Zé Ramalho Ao Vivo.

Compre também seus ingressos de Pista, Pista Vip, Mesas e Jirau na Bilheteria do Clube.
Aceitamos todos os cartões de crédito e débito.

Informações e WhatsApp: 96776-0427.

Classificação: 18 anos.

POLICIA PRENDE ASSALTANTE EM CAMPO GRANDE!!! VIDEO

Um assaltante acaba de ser preso no bairro Vila Nova em Campo Grande na tarde de hoje (6).
O meliante foi tentar assaltar um mercado no bairro , sem sucesso e fugiu do local!!! populares começaram a gritar “pega ladrão” e o assaltante deu de cara com a viatura da policia!!!
Ele pulou o muro de uma casa , porem, policiais conseguiram prender e foi conduzido a delegacia!!!
temos imagens do ocorrido como vocês podem ver…

https://youtu.be/6chUnM3Ncjo

CAMELÔS CRESCEM A CADA DIA EM CAMPO GRANDE!!!

Crise faz número de ambulantes irregulares se multiplicar, trazendo concorrência desleal para os comerciantes legalizados

O aumento ou a diminuição do número de camelôs vem obedecendo a um padrão quase constante nas últimas décadas. As crises econômicas – como a atual – costumam fazer crescer exponencialmente o total de ambulantes. As políticas de repressão da prefeitura, pouco sistemáticas e sem continuidade, às vezes contribuem para controlá-los – a última grande rodada de regularizações e repressão ocorreu ainda no governo do ex-prefeito Cesar Maia. E, assim, os comerciantes legalmente estabelecidos vão vendo seus investimentos e seus negócios prejudicados pela concorrência desleal com aqueles que não pagam impostos, ocupam o espaço público muitas vezes de modo predatório, chegam a vender mercadorias roubadas ou piratas e, em última análise, prejudicam a economia formal, contribuindo, assim, para o aumento do desemprego.

Os últimos meses foram marcados por uma nova expansão no número de camelôs pelo bairro. A lei 1.876 de 1992, que regula o comércio de rua, autoriza a presença deles no Rio de Janeiro. Mas não em todos os casos. Oficialmente, são aptos para atuar como ambulantes os deficientes físicos, as pessoas acima de 45 anos, os desempregados por tempo ininterrupto superior a um ano e os egressos do sistema penitenciário com a condição de não regressão ao crime. Mas não é o que se vê. Ao redor da rodoviária. No calçadão. Junto às estações de trem. Em importantes eixos de circulação de pessoas. Em toda parte, é notável o crescimento do comércio irregular, com consequente aumento da poluição sonora e até mesmo da sujeira nas ruas.

‘O EMPRESÁRIO EXIGE TER SEUS DIREITOS RESPEITADOS’

Um comerciante dono de uma loja de roupas no Calçadão, e que pediu para não ser identificado por temer represálias dos camelôs, critica o crescimento desse tipo de atividade na região. Para ele, a atuação dos ambulantes caracteriza concorrência desleal e nociva para o comércio legal, uma vez que os empresários pagam por pontos comerciais extremamente caros, aluguéis e impostos. “Temos que acabar com esse discurso do ‘politicamente correto’ que diz que os ambulantes só querem trabalhar. Na verdade, o empresário também quer trabalhar, mas paga seus impostos e exige ter seus direitos respeitados e a ordem urbana estabelecida”, afirma.

O empresário diz ainda que o comércio irregular como alternativa da crise é apenas mais um agravante da situação econômica: “Concorrência do comércio ambulante leva os empresários a venderem menos e, consequentemente, a ter de demitir mais.”

Lojistas que enfrentam essa concorrência desleal pedem à prefeitura que descruze os braços e volte a fiscalizar e regularizar o serviço de rua. José Augusto Monami, que já foi administrador regional de Campo Grande e hoje é dono da rede de lojas de cosméticos Monami, é uma dessas vozes. “O problema não é só o camelô, porque a própria lei autoriza, mas sim a desordem pública que vivemos no Calçadão. A guarda municipal deve ser usada para organizar. Não tem ordem urbana na cidade de um modo geral… Nós, empresários, temos que nos unir. O Centro de Campo Grande está abandonado pelo poder público”, afirma o empresário.

Num levantamento feito pela SUCESSO com 70 moradores de Campo Grande, o óbvio foi constatado: a população pede urgentemente a regularização do comércio de rua. Se 80% dos entrevistados disseram não se incomodar com a simples existência dos camelôs, quase metade (48,6%) exigem que a prefeitura combata os abusos e integre essas pessoas à economia formal, com o pagamento de impostos e o oferecimento de produtos de origem conhecida e fiscalizada.

PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO TEM FALHAS

Para tentar se regularizar e, assim, pagar impostos e deixar a informalidade, o camelô deve se submeter a um número específico de vagas por área. De acordo com a Secretaria de Ordem Pública, em todo o Rio de Janeiro há 18.400 (na XVIII R.A., que engloba Campo Grande, Santíssimo, Senador Vasconcelos, Cosmos e Inhoaíba, são 800). Segundo especialistas, é a incapacidade do poder público de agilizar os processos de legalização e as duras exigências que provocam a proliferação de camelôs pela cidade.

O processo é penoso e, muitas vezes, sem resultados positivos. Prova disso é que, das 800 vagas disponíveis, apenas 369 estão ocupadas, segundo reconhece a própria prefeitura. Apesar do número baixo de regulamentados, não é difícil calcular às centenas em um simples passeio pela Grande Campo Grande: em lugares não recomendados, comprometendo não só o comércio regular, mas também atrapalhando a ocupação dos transeuntes das calçadas já de difícil mobilidade no bairro.

É o caso de Alexandre Silva, de 44 anos. Vendendo suco natural e empadinhas no Calçadão, já vive como camelô há 10 anos. Neste período, diz ter tentado inúmeras vezes regularizar sua situação, mas, segundo ele, “a secretaria dá várias desculpas” e não consegue.

O problema é que, com a “normalização” da presença dos camelôs – e de suas táticas que não respeitam as regras do “jogo” –, o comércio em geral acaba se tornando uma atividade mais caótica e desorganizada. É que, ao ocupar as calçadas em frente às lojas, muitas vezes escondendo as fachadas (como é notável no calçadão e na rodoviária, onde a Leader Magazine, por exemplo, foi “engolida” pelas barracas dispostas na calçada), os ambulantes obrigam os lojistas a fazer o mesmo.

Para tentar competir de igual para igual com o comércio irregular que ocupa grande parte da calçada e compromete a visão dos pedestres de sua loja, Fábio Luiz, varejista do Passeio Shopping há três anos, é um dos que fazem uso de táticas de “de camelô” para não perder as vendas. “Aumentou bastante a presença de camelôs com a crise! Por volta das 17h ou 18h aumenta mais ainda. A organização e a fiscalização são péssimas. Acho que até os camelôs legalizados não conseguem usar o espaço, tamanha a bagunça. Colocamos produtos na calçada, como eles fazem, para marcar território e tentar atrair o consumidor em meio a essa guerra”, conta Fábio.

DO DESEMPREGO À INFORMALIDADE

Sentado em frente a uma agência do Banco do Brasil na Avenida Cesário de Melo, Joaquim Ferreira é camelô há pouco tempo. Ele cuida do seu pequeno e instável espaço onde vende biscoito, bolo, café e outros itens. Com 54 anos, vive a realidade de muitos dos comerciantes irregulares avistados ao longo das ruas do bairro: desempregado em fevereiro deste ano, quando trabalhava na construção civil, e com sequelas de hanseníase, começou a sua saga como comerciante em meados de outubro. “Meu medo é só esse: o cara (guarda) chegar aqui e botar isso tudo no caminhão e eu não saber o que fazer. Já vi eles fazendo isso com os outros, mas não comigo.”

O que diferencia Joaquim de muitos outros que atuam em Campo Grande e no Rio como um todo é que, ao vender coisas feitas em casa, não participa das redes de exploração de produtos que entram ilegalmente no país, por meio de rotas que saem da China e passam pelo Paraguai. Em outros casos, camelôs vendem produtos oriundos de caminhões tombados em vias como a Avenida Brasil e saqueados. Ou, como cogita um grande especialista em planejamento urbano carioca, Humberto Kzure-Cerquera, doutor em Urbanismo, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e coordenador do Plano de Estruturação Urbanística (PEU) da região de Campo Grande, há indícios de que a própria indústria contribua para o fenômeno dos camelôs: “É, no mínimo, estranho que produtos de ponta de estoque das indústrias vão parar nas barracas dos camelôs ao mesmo tempo em que estão à venda na loja em frente por preços mais altos.”

O QUE PENSAM OS MORADORES?

No levantamento da SUCESSO, os entrevistados citam a ocupação irregular de calçadas como um ponto negativo do comércio ambulante. “Eles precisam ter um lugar reservado, senão atrapalham a passagem. Não acho legal”, afirma Flávia Lourenço, dona de casa de 52 anos.

Segundo Marco Antônio Ferreira de Souza, professor da área de Estratégia, Mercado e Operações da UFRRJ, a população está cansada da ocupação ilegal do espaço público e pede melhores serviços. “O poder público precisa estimular a apropriação diversa do espaço urbano pelas pessoas, para que elas não fiquem presas à existência de poucos e pequenos locais onde tudo se concentra. Quando isso acontece, os comerciantes informais vão, logicamente, ocupar os demais espaços”, discorre.

Procurada para falar sobre o problema, a Secretaria de Ordem Pública se limitou a afirmar que, com apoio da Guarda Municipal, “atua diariamente em todas as regiões da cidade para coibir o comércio ambulante irregular e fiscalizar o comércio ambulante legalizado.” A secretaria não respondeu as perguntas sobre as falhas visíveis no controle dos camelôs.

Foto: Nathalia Cavalcante