Um alerta grave e preocupante começou a circular nas redes sociais e em grupos de motoristas de aplicativo no Rio de Janeiro, chamando a atenção para riscos extremos enfrentados por trabalhadores que atuam na Zona Oeste da cidade. A mensagem é direcionada especialmente a motoristas de plataformas como Uber e 99, além de entregadores do iFood, orientando que não aceitem corridas com destino ao João XXIII, em Santa Cruz.
Segundo o comunicado, diversos trabalhadores estariam desaparecendo na região, supostamente pelo simples fato de residirem em áreas controladas por facções criminosas rivais. A denúncia aponta que o local vive um cenário de forte tensão devido à disputa territorial entre grupos armados, o que teria aumentado significativamente a violência contra pessoas consideradas “suspeitas”.
Ainda de acordo com o alerta, há o temor de que uma milícia local esteja perdendo o controle da área para o Comando Vermelho (CV). Nesse contexto de conflito, trabalhadores que entram na região sem conhecer a dinâmica local estariam sendo alvo de ações brutais. O texto relata que vítimas estariam sendo mortas e que, em muitos casos, não há registro de corpos, o que agrava ainda mais a sensação de medo e insegurança.
O comunicado reforça que a vida vale mais do que qualquer corrida ou entrega, pedindo que os profissionais priorizem a própria segurança e evitem aceitar chamados para a localidade até que a situação seja esclarecida e normalizada. Motoristas relatam que o clima entre a categoria é de apreensão, principalmente pela falta de informações oficiais e pela circulação de relatos não confirmados de desaparecimentos.
Até o momento, não há um posicionamento público detalhado das autoridades sobre os casos mencionados no alerta. No entanto, o episódio reacende o debate sobre a vulnerabilidade de motoristas e entregadores de aplicativo, que diariamente se arriscam em áreas conflagradas da cidade para garantir seu sustento.
A orientação entre os trabalhadores é clara: redobrar a atenção, compartilhar informações e evitar áreas de risco, enquanto aguardam providências das plataformas e do poder público.




