APÓS LAUDO PERICIAL, POLÍCIA CIVIL CONCLUI QUE CARRO ALEGÓRICO QUE LEVOU À MORTE DE MENINA FOI REBOCADO ERRADAMENTE
O caso da menina de 11 anos, Raquel Antunes, que foi imprensada por um carro alegórico no Sambódromo, no Rio de Janeiro, teve bastante repercussão midiática, a qual demonstrava até que ponto a escola de samba ou os seus responsáveis poderiam ter parte na situação.
De acordo com a Polícia Civil, que agora concluiu o laudo pericial através de reprodução simulada, o carro alegórico que prensou a menina contra o poste foi rebocado incorretamente, já que não havia visão do condutor do caminhão.
Ademais, o poste em que a menina foi imprensada, na rua Frei Caneca, estava posicionado em cima da calçada de maneira irregular e deveria ter o isolamento correto.
Para além disto, de acordo com a perícia o reboque foi realizado com uso de correntes e parafusos, o que contraria as disposições do Código de Trânsito Brasileiro.
O depoimento de uma colega da família indica que a menina havia ido brincar, quando houve o acidente, em entrevista ela afirmou: “Raquel era uma criança. E, como toda criança que sonha, que brinca, uma coleguinha a chamou para ver o carro. Quando a mãe foi ver, o acidente já tinha acontecido”.
Raquel Antunes chegou a ficar dois dias internada em estado grave no Hospital Municipal Souza Aguiar, onde teve uma das suas pernas amputada. Mas houveram outras complicações como um traumatismo no tórax e duas paradas cardiorrespiratórias, as quais ela não resistiu e veio a falecer.




