Na noite deste domingo (26), uma tragédia abalou moradores de Pilares, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Uma menina de apenas 2 anos foi baleada na cabeça durante uma tentativa de assalto na Avenida João Ribeiro. Segundo relatos de testemunhas, criminosos armados tentavam roubar um veículo de luxo na região e atiraram contra o motorista. Um dos disparos atingiu a criança, que estava no carro com sua família.
A mãe da vítima contou que a família trafegava pela avenida, nas proximidades do Morro do Engenho, quando ouviu o barulho dos tiros. “Foi tudo muito rápido. Ouvimos os estampidos e, quando olhei para trás, minha filha estava ferida”, relatou, ainda em choque. A menina foi socorrida às pressas e levada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, onde segue internada em estado grave.
Violência em alta na região
A polícia informou que, no momento do crime, dois veículos — um carro e uma moto — realizavam assaltos na área. Testemunhas relataram que houve uma intensa troca de tiros, o que pode ter resultado no disparo que atingiu a menina. Os criminosos fugiram e, até o momento, ninguém foi preso.
Casos de violência têm sido recorrentes na região de Pilares, uma área constantemente afetada por assaltos e confrontos armados. Moradores relatam que vivem com medo e evitam sair de casa à noite. “Infelizmente, não temos mais segurança. Qualquer um pode ser a próxima vítima”, desabafou um comerciante local.
Investigações em andamento
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu as investigações e busca imagens de câmeras de segurança para identificar os suspeitos. Agentes realizam buscas na região e fazem diligências para encontrar pistas que possam levar aos autores dos disparos.
O caso reacende o debate sobre a insegurança pública no Rio de Janeiro e a necessidade de reforço no policiamento de áreas críticas. Especialistas alertam que a falta de policiamento ostensivo facilita a atuação de quadrilhas especializadas em roubos de veículos.
Estado de saúde da criança
Segundo a última atualização médica, a menina permanece em estado grave, internada na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital. A equipe médica monitora a evolução do quadro, mas ainda não há previsão de alta.
Familiares e amigos organizam correntes de oração e mobilização nas redes sociais, pedindo justiça e mais segurança na região.
Conclusão
A tragédia envolvendo a menina de 2 anos é mais um reflexo da crescente violência que assola a cidade do Rio de Janeiro. A população cobra providências das autoridades para que casos como este não se repitam. Enquanto isso, a família da criança enfrenta momentos de angústia e incerteza, torcendo por sua recuperação.




