A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira, a advogada e influencer argentina Agostina Paéz, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar localizado em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e reforçou o debate sobre crimes de racismo e intolerância no país.
Agostina foi localizada e detida em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, enquanto utilizava tornozeleira eletrônica, medida que já havia sido determinada anteriormente pela Justiça. Após a prisão, ela foi encaminhada para a 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha), onde permanece à disposição das autoridades.
De acordo com as investigações, a influencer teria proferido ofensas de cunho racial contra funcionários do estabelecimento, episódio que foi denunciado às autoridades e resultou na abertura de inquérito policial. Testemunhas relataram que as agressões verbais ocorreram em público, gerando constrangimento e revolta entre clientes e trabalhadores do local.
Diante da gravidade do caso e da repercussão, a Justiça decretou a prisão preventiva de Agostina Paéz. A decisão considerou a necessidade de garantir a ordem pública, evitar a repetição do crime e assegurar o andamento das investigações. A Polícia Civil destacou que crimes de injúria racial são tratados com rigor e não serão tolerados, independentemente da posição social ou visibilidade do acusado.
Após a decretação da prisão, Agostina publicou um vídeo nas redes sociais, no qual afirmou estar “com muito medo”. Na gravação, ela não entrou em detalhes sobre o episódio ocorrido no bar, mas disse estar abalada emocionalmente com a situação e com a possibilidade de permanecer presa. O vídeo rapidamente se espalhou pela internet, gerando reações divididas entre seguidores e críticos.
Especialistas lembram que a injúria racial é crime previsto em lei, com penas que podem incluir reclusão, além de multa. Nos últimos anos, o Brasil tem ampliado o debate e o enfrentamento a práticas racistas, reforçando a importância de denúncias e punições exemplares.
O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil informou que novas diligências podem ser realizadas. A defesa de Agostina Paéz ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.
