O Rio de Janeiro pode estar diante de um dos movimentos mais importantes dos últimos anos no combate ao avanço do crime organizado. O prefeito Eduardo Paes participou de uma reunião de trabalho ao lado do governador Cláudio Castro, seus secretários de segurança e diversos prefeitos da Região Metropolitana para discutir os próximos passos do Programa **“Barricada Zero”**, iniciativa que promete enfrentar de forma direta as barreiras impostas por grupos criminosos em vias públicas.
Segundo Paes, a Prefeitura do Rio estará — como sempre esteve — ao lado das forças de segurança para garantir o sucesso da operação. Ele destacou que já passou da hora de enfrentar o “absurdo que assusta nossa população”, lembrando que o problema não está mais restrito a favelas e que as barricadas afetam o direito fundamental de ir e vir, além de prejudicar a prestação adequada de serviços públicos, como saúde, educação, transportes e limpeza urbana.
O prefeito foi enfático ao afirmar que, desde seu primeiro mandato, insiste que a violência no estado não está ligada à ausência de serviços públicos, mas sim à falta de uma política de segurança eficaz. Para ele, o avanço das milícias e do tráfico exige uma atuação firme e coordenada.
Paes reforçou que o município já atua em parceria com o estado em iniciativas como o **Programa Civitas** e no enfrentamento às construções irregulares erguidas por milicianos, e que essa união de esforços será fundamental para que o “Barricada Zero” funcione.
“Infelizmente, era algo impossível de ser feito sem a presença da polícia”, admitiu o prefeito, destacando que a operação marca um novo capítulo na colaboração entre os poderes municipal e estadual.
A expectativa agora é que o programa traga resultados concretos e comece a devolver às comunidades o que lhes foi tomado à força: liberdade, segurança e o direito básico de circular pelas próprias ruas.




