COLISÃO NO MAR DEIXA UM FERIDO E CONDUTOR DE UMA DAS EMBARCAÇÕES SEGUE DESAPARECIDO!!!
Dois táxi boats de palmas se colidiram no início da noite de hoje na ponta grossa, travessia de Pouso x Abraão.
O bote grande que vinha em direção ao Abraão colidiu fortemente com o outro bote menor que vinha em direção a palmas, ambos vinham pelo mesmo caminho na costeira e acabaram se colidindo. Na embarcação menor vinha o condutor de 16 anos com sua namorada, ela foi socorrida, já o namorado permanece desaparecido.
Testemunhas contaram que no momento foi tudo muito rápido, os turistas ficaram em pânico no bote maior e só conseguiram puxar a menina para bordo do bote enquanto o rapaz sumia no fundo do mar.
Ainda segundo informações a capitania dos portos já vinha sendo alertada da irregularidade que vem ocorrendo a muito tempo em Palmas, com alto índice de menores e maiores de idade conduzindo embarcações sem possuir habilitação, inclusive embarcações sem navegação.
O PLANTÃO de NOTÍCIAS acompanhou as buscas agora a noite, infelizmente por pouca visibilidade não foi possível encontra lo, bombeiros e capitania dos portos estavam presentes no local e prestaram todo apoio, mergulhadores participaram das buscas , alguns táxi boat e lanchas do Abraão e palmas ajudaram nas buscas mas infelizmente o rapaz não foi encontrado.
Amanhã as buscas serão retomadas pelos bombeiros e capitania dos portos pela manhã .
Voltamos a qualquer momento com mais informações!!!!
ACUSADO DE ESTUPRO DA ENTEADA QUE ENGRAVIDOU DUAS VEZES É PRESO POR POLICIAS DA DEAM-OESTE
Policiais da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Oeste prenderam, na quinta-feira (12/09), Marcos André Xavier Monsores, de 50 anos, acusado de estupro.
De acordo com os agentes, contra Marcos havia mandado de prisão preventiva, expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital.
Marcos abusou sexualmente de sua enteada quando esta tinha apenas sete anos de idade, tendo sofrido diversos abusos sexuais e ameaças. A vítima acabou engravidando aos 17 anos de idade.
A prática delituosa continuou e a vítima engravidou pela segunda vez, estando o primeiro filho com cinco anos de idade.
Devido a complicações, a vítima acabou sendo internada no Hospital Municipal Rocha Farias, onde o fato foi levado a efeito e registrado na 35ª DP (Campo Grande), sendo transferido para a Deam-Oeste, onde foram realizadas as diligências que resultaram na prisão de Marcos André.
Subiu para 15 o número de mortes decorrentes da tempestade tropical Florence, nos Estados Unidos, das quais dez ocorreram na Carolina do Norte e cinco na Carolina do Sul.
As enchentes da tempestade se espalharam pelas Carolinas neste domingo. “O risco para a vida está aumentando com as águas furiosas”, declarou o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper.
A tempestade continua a se arrastar para oeste, à medida que temores de inundaçőes históricas crescem. Dezenas de milhares de pessoas receberam ordens de evacuaçăo das comunidades ao longo de rios como Cape Fear, Little River, Lumber, Waccamaw e Pee Dee, que devem transbordar.
Em Wilmington, no estado de Delaware, estradas estăo embaixo d´água e os moradores esperam por horas fora das lojas e restaurantes por necessidades básicas como água. Woody White, presidente do conselho de diretores do condado de New Hanover, disse que as autoridades estăo planejando levar comida e água para a cidade costeira de quase 120 mil pessoas.
Cerca de um quarto dos jovens está procurando o amor por meio de sites e aplicativos de namoro. Essa forma relativamente nova de flertar pode lhe dar acesso a um grande grupo de parceiros em potencial. Mas também apresenta um conjunto único de desafios.
Por exemplo, você provavelmente ouviu falar de — ou experimentou na própria pele — um encontro que foi planejado online mas não deu certo por uma das seguintes razões: ele era mais baixo do que seu perfil dizia, ela tinha pessoalmente uma aparência diferente do que a das fotos, ou ele era falante quando estava escrevendo mas foi um tédio no jantar.
Em outras palavras, o perfil de uma pessoa — e as mensagens enviadas antes do encontro — podem não capturar o que a pessoa realmente é.
Em um artigo recente, meu colega Jeff Hancock e eu questionamos: com que frequência as pessoas que usam apps de paquera mentem? Que tipo de coisas elas são propensas a mentir?
‘Meu celular ficou sem bateria’
Nossos estudos são alguns dos pioneiros em apontar essas questões, mas outros avaliaram também a decepção no namoro online.
Pesquisas anteriores foram focadas especialmente nos perfis. Os estudos descobriram, por exemplo, que os homens tendem a exagerar a sua altura e a mentir sobre a sua ocupação, enquanto as mulheres minimizam o seu peso e tendem a ter fotos menos fiéis do que seus correspondentes.
Mas perfis são só um aspecto do processo de namoro online. Só depois de trocar mensagens com seu match é que você decide se quer encontrar ele ou ela.
Para entender com que frequência as pessoas mentem a seus parceiros e o que elas falsificam, nós avaliamos centenas de mensagens de texto trocadas depois que os pretendentes deslizaram o dedo para a direita, mas antes de se encontrarem — um período que nós chamamos de “fase de descoberta”. Nós recrutamos online uma amostra de mais de 200 participantes que nos proveram com as suas mensagens de conversas recentes e identificamos as mentiras, com alguns participantes explicando por que essas mensagens eram enganosas e não brincadeiras.
Nós descobrimos que as mentiras poderiam ser categorizadas em dois tipos principais. O primeiro tipo foram as mentiras relacionadas à apresentação pessoal. Se os participantes queriam se apresentar como mais atraentes, por exemplo, eles mentiam sobre a frequência com que iam à academia. Ou se o match aparentava ser religioso, eles mentiam sobre a frequência com que liam a Bíblia para parecer que eles tinham interesses semelhantes.
O segundo tipo de mentiras foram as relacionadas ao gerenciamento de disponibilidade, com os pretendentes descrevendo por que não poderiam se encontrar, ou dando desculpas para o silêncio, como mentir que o telefone estava fora de serviço.
Essas decepções são chamadas de “mentiras de mordomo” porque elas são relativamente educadas para evitar comunicação sem fechar completamente as portas. Se você já enviou “Desculpe, eu estava fazendo serviço militar, meu telefone ficou desligado”, quando você simplesmente não queria conversar, você contou uma mentira de mordomo.
Mentiras de mordomo não fazem de você uma pessoa ruim. Pelo contrário, elas podem ajudá-lo a evitar armadilhas de namoro, como aparecer sempre disponível ou desesperado.
Mentiras intencionais ou generalizadas?
Embora as decepções pela apresentação pessoal e a disponibilidade tenham gerado a maior parte das mentiras, nós observamos que só 7% de todas as mensagens foram classificadas como falsas na nossa amostra.
Por que uma taxa de decepção tão baixa?
Uma descoberta robusta em todos os estudos recentes sugere que a maioria das pessoas é honesta e que existem apenas alguns mentirosos prolíficos em nosso meio.
Mentir para parecer um bom par ou mentir sobre o seu paradeiro pode ser um comportamento completamente racional. Na verdade, a maioria das pessoas on-line espera por isso. Também há um benefício em mentir um pouco: isso pode nos destacar no namoro, enquanto nos faz sentir que permanecemos fiéis a quem somos.
No entanto, mentiras definitivas e generalizadas — mencionando seu amor por cães, mas na verdade sendo alérgico a eles — podem minar a confiança. Um grande número de mentiras pode ser problemático para encontrar “a metade da laranja”. Houve outro resultado interessante que fala sobre a natureza do engano durante a fase de descoberta. Em nossos estudos, o número de mentiras contadas por um participante foi positivamente associado ao número de mentiras que eles acreditavam que o parceiro contava.
Então, se você é honesto e mente pouco, acha que os outros também são honestos. Se você está procurando por amor, mas está mentindo para conseguir, há uma boa chance de perceber que os outros estão mentindo para você também.
Portanto, contar pequenas mentiras por amor é normal, e fazemos isso porque serve a um propósito — não apenas porque podemos.
* David Markowitz é professor assistente de análise de dados de mídias sociais da Universidade do Oregon (EUA) e escreveu originalmente em inglês para The Conversation.
Com uma carreira marcada por entrega total em campo, entradas violentas nos adversários, reclamações e expulsões, o volante do Palmeiras Felipe Melo está no centro de mais uma polêmica.
Neste domingo (16/9), ele fez o gol de empate de sua equipe contra o Bahia, 1 x 1, em partida disputada no Estádio da Fonte Nova, em Salvador (BA), e dedicou a conquista à sua família e, também, ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.
Na entrevista, Felipe Melo disse: “Agradecer a Deus pelo gol e à família. Esse gol vai para nosso futuro presidente, o Bolsonaro”.
A atitude, claro, dividiu opiniões na internet. Muitos internautas reclamaram que ele não poderia ter assumido uma posição política vestindo a camisa do clube. Veja:
Antero Greco
✔@anterogreco
Para finalizar: o Felipe Melo, como cidadão livre e brasileiro, tem direito de declarar a preferência por qualquer candidato. Só que deveria fazê-lo “à paisana”, ou seja, sem o uniforme do empregador dele, pois assim associa clube (e torcida) a um candidato. Isso não é elegante
“Felipe Melo” a lista de intelectuais que apoiam Bolsonaro esta aumentando Alexandre Frota, Andressa Urach Cantor Buchecha, Pepe e Nenem todos juntos com Bolsonaro.
Vocês que acham certo o que o Felipe Melo fez, também vão achar certo se no próximo jogo outro jogador meter um “Lula Livre” ou “Ciro Presidente” na entrevista? Só pra saber.
Vocês que acham certo o que o Felipe Melo fez, também vão achar certo se no próximo jogo outro jogador meter um “Lula Livre” ou “Ciro Presidente” na entrevista? Só pra saber.
Felipe@5bononi
Está cheio de cantores, atores e outros artistas que aparecem na mídia muito mais que o Felipe Melo manifestando apoio ao lula… não vejo problema nenhum nisso.
Cheguei agora em casa e vi a polêmica em torno do Felipe Melo, que aliás, não consegue ficar sem se aparecer. Por mim ele apóia o candidato que ele quiser, desde que NÃO o faça vestindo a camisa do Palmeiras. Fazer campanha pra político usando a camisa do clube não dá.
ESTUDO DA USP PROVA: FURACÕES NO GOVERNO TRUMP SÃO MAIS VIOLENTOS
CIRO GOMES É PROVOCADO E NÃO REAGE
ESPECIALISTA DO PSOL FALA SOBRE FAKE NEWS
ADÉLIO BISPO: RELIGIOSO E CONSERVADOR
FELIPE MELO DEDICA GOL AO FASCISMO: RIZEK EXIGE PUNIÇÃO
NO MUSICAL: EMICIDA
O queniano Joseph Kiprono foi atropelado durante competição da Maratona de Medellín, na Colômbia. A comissão organizadora da prova afirmou que um carro invadiu a área restrita pela sinalização e causou o acidente.
“Aparentemente, por causa da violação do bloqueio viário por um veículo, um dos atletas que participava da prova de 21 quilômetros foi atropelado”, afirmou a comissão em nota oficial.
De acordo com a emissora ‘RED+ Notícias’, o corredor, que é famoso no mundo do atletismo com participações em Olimpíadas, está bem e não corre risco de vida. Ele foi levado ao hospital com múltiplas contusões, mas sem fraturas.
Morte na prova
O jornal ‘El Colombiano’ divulgou que o atleta Juan Camilo Arboleda Alzate passou mal após completar a prova e acabou falecendo ao dar entrada no hospital. Ele é professor universitário e aparentemente tinha boa saúde.
A quarta ediçăo da The Street Store recebeu doaçőes de seis mil itens como peças de roupa, sapatos, cobertores e brinquedos para redistribuiçăo a moradores de rua do Distrito Federal e pessoas em situaçăo de vulnerabilidade.
De acordo com Marcela Nóbrega, do coletivo Dente de Leăo, responsável pelo evento em Brasília desde 2015, as doaçőes atenderam de 460 a 500 moradores de rua. O evento ocorreu próximo à Rodoviária do Plano Piloto, no centro da capital federal.
The Street Store é chamada pelos organizadores como “uma loja de rua sem fins lucrativos” e ocorre em diferentes países, com mais de 700 lojas pelo mundo, de acordo com o site da campanha.
“Qualquer pessoa pode fazer uma loja”, recomenda Marcela Nóbrega ao lembrar que a mobilizaçăo “combate a invisibilidade” e “ajuda a recuperar a dignidade das pessoas”, que podem se vestir com roupas doadas ainda em bom estado.
De acordo com Marcela, mais da metade das vestimentas doadas hoje foram peças de modelo e tamanho femininos. Ela estima, no entanto, que 70% dos 3 mil moradores de rua no DF săo homens.
Desde 2015, a campnanha arrecadou em Brasília mais de 13,5 toneladas em doaçőes. Para fazer a distribuiçăo e montar as lojas temporárias, a campanha conta com a ajuda de mais de 370 voluntários e apoio de mais de 50 parceiros privados.
A pequena cidade de Cruzeta (RN) tornou-se notícia em todo o Brasil há 22 anos. Na época, foram encontradas diversas plantações de maconha no município. Havia erva em várias localidades da região, entre elas em casas de moradores, em uma praça e até no cemitério.
O caso ganhou repercussão em todo o país e até hoje é alvo de comentários dos moradores da cidade de 8 mil habitantes. Entre os mais novos, alguns têm dificuldade para acreditar que o caso tenha acontecido no pacato município.
Nas redes sociais, uma reportagem de um telejornal sobre as plantações em Cruzeta, na época em que elas foram descobertas, constantemente volta a repercutir. No YouTube, um vídeo sobre o assunto tem mais de 200 mil visualizações.
Os moradores que consumiam a planta alegaram à polícia, logo que o caso veio à tona, que utilizavam a erva somente para fins medicinais. Eles afirmaram que ficaram surpresos com a descoberta de que se tratava de maconha. Na época, eles tiveram medo de ser presos, pois o ato de plantar a erva, mesmo que em pouca quantidade, poderia ser considerado crime.
Por mais de um mês, a BBC News Brasil apurou o caso. Falando com especialistas, profissionais que participaram da situação, relatos de moradores e acesso ao inquérito policial sobre o assunto, a reportagem descobriu os detalhes sobre a história mais famosa da pequena Cruzeta.
As plantações
Direito de imagemREPRODUÇÃOImage captionPoliciais descobriram em 1996 que plantas presentes em casas e na praça da cidade eram maconha
Era noite de sábado, no início de junho de 1996, quando a delegacia de polícia de Cruzeta recebeu uma denúncia anônima sobre um suspeito que estaria vendendo maconha em um bar, em uma região próxima à saída da cidade.
Os policiais foram ao local e encontraram um rapaz com uma pequena quantidade da droga. Eles descobriram que, minutos antes, o jovem havia jogado uma sacola de plástico por cima de um muro, em um terreno vizinho ao bar.
Conforme relatos dos policiais, na sacola foram encontradas diversas folhas de uma planta de cor verde, aparentemente recém-colhida, semelhante à maconha. O suspeito foi preso e encaminhado à delegacia, onde declarou ter conseguido a erva no quintal de um idoso de Cruzeta.
Na segunda-feira seguinte, a polícia do município obteve um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça, que permitiu que fossem até a residência de João*, o idoso apontado pelo rapaz, na época com 63 anos. No muro da casa dele encontraram uma planta de três metros de altura.
Segundo a polícia, João pediu para que não cortassem a planta. “Ele tinha vários tambores com a erva curtida em água, consumia diariamente e tratava aquilo como um líquido santo”, relata a professora Renilda Medeiro, de 54 anos, que mora em Cruzeta desde a infância. Segundo ela, o idoso tinha câncer e acreditava que o líquido o ajudava na luta contra a doença. “Ele dizia que essa planta aliviava todas as dores que sentia e impedia que a doença avançasse.”
De acordo com Renilda, muitos moradores de Cruzeta, ao saber dos benefícios que João afirmava conseguir com a erva, haviam pedido mudas ao idoso. “Várias pessoas quiseram plantar em casa”, conta.
Logo que encontrou a plantação na casa do idoso, a polícia de Cruzeta cortou a erva e a levou para a delegacia da cidade.
Em depoimento, prestado em setembro de 96, João declarou que a planta estava na sua casa havia oito anos, desde que sua mulher trouxera a erva da casa de uma irmã, em Natal (RN). O idoso afirmou que a utilizava para curar doenças. “Ele (João) disse que várias pessoas pediam galhos para fazer remédios. João nunca soube se alguém usava a mesma como entorpecente”, narra parte do inquérito policial sobre o caso, ao qual a BBC News Brasil teve acesso.
Foram encontradas plantas em, ao menos, seis residências de Cruzeta e em locais como a praça principal perto da prefeitura, em um cemitério e em frente a uma igreja. “Algumas chegavam a seis metros de altura”, relata o escrivão do cartório de Cruzeta na década de 90, Pedro George de Brito.
“As praças de Cruzeta eram bastante arborizadas, então, era comum que as pessoas plantassem por ali. Em uma dessas, acabaram plantando maconha também”, comenta Renilda.
O uso da maconha medicinal
Direito de imagemJOHN LENNON GÓESImage captionCruzeta (RN) tem apenas 8.000 habitantes
Nas residências em que foram encontradas as plantas, viviam pessoas acima de 50 anos, que acreditavam nos benefícios trazidos pela erva para a saúde. Elas a utilizavam para diversos tipos de mazelas: dor de cabeça, problemas respiratórios, epilepsia, reumatismo, enxaqueca, entre outras dificuldades.
“Tudo era tratado com o chá da planta. Bastava a notícia de que alguém estava padecendo com algum problema de saúde que chegava a notícia do chá milagroso”, declara Brito.
Os que plantavam, doavam galhos a outros que sentiam algum mal-estar. A planta era usada de duas formas: curtida em água ou álcool, ou em um chá feito com as folhas.
Lúcia*, na época com 30 anos, em depoimento à polícia de Cruzeta, relatou que plantou a erva em sua residência. “Ela disse ter chegado a usá-la como medicação, pois estava sentindo uma dor na coluna e ficou curada, por meio da referida planta. Ela não sabia que era maconha”, relata trecho do inquérito policial.
Conforme Renilda, que afirma nunca ter utilizado a erva, era comum os idosos recorrerem à planta. “Eles sentiam muitas dores musculares e tomavam esse chá para melhorar”, conta. Ela ressalta que os mais jovens também usavam para fins medicinais. “Muitos sentiram melhoras na saúde como em problemas de resfriados, asma e cansaço.”
“Até onde temos conhecimento, ninguém nunca chegou a usar para fins recreativos ou algo assim. As pessoas que utilizavam não sabiam dessa finalidade da planta. Ela foi usada somente para fins benéficos para a saúde”, acrescenta.
Meses depois de retirarem a erva da residência de João, Renilda relata que o idoso morreu. “O pessoal diz que o que o mantinha vivo e controlava o câncer dele era a planta”, afirma. Segundo ela, outra idosa, que também consumia o chá e tinha uma plantação em casa também teve problemas depois de a erva ser apreendida. “As pessoas acreditam que a saúde dela piorou depois que ficou sem consumir a bebida, que aliviava as suas dores.”
Apesar de muitos moradores acreditarem que as plantas mantinham os idosos bem de saúde, não houve nenhuma comprovação médica sobre o fato.
A liamba
A Justiça determinou que fossem cortadas e apreendidas todas as plantações de maconha da cidade. O caso repercutiu na região e diversos moradores foram à delegacia somente para conhecer a famosa planta apreendida no município.
“Na época, existiam duas correntes, uma a favor e outra contra a planta. Muita gente achava um absurdo mandar cortar aquilo, porque não fazia mal a ninguém. Mas havia outros que eram a favor de retirar as plantas da cidade. O certo é que a polícia fez o que deveria ser feito”, declara o juiz Sérgio Dantas, que na época era o responsável pela comarca de Cruzeta.
Logo após ser apreendido e permanecer em observação por dias, o material foi incinerado em fornos das indústrias cerâmicas da cidade.
Parte dos itens, em vez da incineração, foi encaminhada ao Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP-RN), para análise. O laudo identificou a erva como liamba. “É uma planta Cannabis sativa, uma das formas como é popularmente conhecida a maconha”, explica Renato Filev, pesquisador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Entre os moradores de Cruzeta, houve relatos de pessoas que chegaram a tentar fumar a planta, como foi o caso de Francisca*, na época com 37 anos. “Ela disse que já fumou, mas não sentiu nenhum efeito. Não sabe dizer se alguém usava como droga. A mulher sabe que se misturada com uísque, a erva tem efeito entorpecente”, relata trecho do inquérito policial.
Direito de imagemREPRODUÇÃOImage captionApós serem apreendidas pela polícia, as plantas de maconha de Cruzeta foram incineradas
Segundo Filev, a liamba pode ser menos alucinógena que a maconha utilizada para fins recreativos. Isso porque esta última costuma apresentar teor de canabinoides – o princípio ativo – em maior quantidade, em razão de motivos genéticos.
O estudioso pontua que a liamba tem função terapêutica, assim como relatado pelos moradores de Cruzeta. Diversos medicamentos à base de canabidiol, um dos princípios ativos da Cannabis sativa, são desenvolvidos em todo o mundo para inúmeras finalidades medicinais.
A criminalização da maconha
No Brasil, plantar maconha é crime. Conforme a Lei das Drogas, de 2006, a pessoa que tiver uma plantação considerada pequena poderá sofrer penalidades semelhantes àquelas aplicadas aos que se enquadram como usuários. Nesse caso, podem ser determinadas punições como advertência, prestação de serviços à comunidade e multa.
Em caso de grandes plantações, a situação é equiparada ao tráfico e a pessoa pode ser condenada à reclusão de cinco a 15 anos, além da aplicação de multa.
No Supremo Tribunal Federal (STF), tramita um processo que trata sobre a descriminalização do uso de drogas. O placar atual é de três votos a favor da medida – proferidos pelo relator Gilmar Mendes e pelos ministros Edson Fachin e Luis Roberto Barroso – e nenhuma manifestação contrária.
A votação está interrompida desde setembro de 2015, quando o ministro Teori Zavascki pediu vista do processo. O sucessor dele, ministro Alexandre Moraes, é o próximo a votar. Ao menos por ora, não há prazo para que o procedimento seja retomado.
“Caso a descriminalização seja aprovada, é provável que as plantações para consumo próprio também deixem de ser crime”, explica o advogado criminalista Marcelo Valdir Monteiro, mestre em Direito Penal pela USP. Segundo ele, será, nesse caso, necessário estabelecer a quantidade considerada como consumo próprio.
No caso de Cruzeta, a legislação em vigor em 1976 determinava que usuários e pessoas que tinham pequenas plantações de maconha poderiam receber penas de reclusão de seis meses a dois anos. O medo da prisão era o maior temor entre os moradores da cidade do Rio Grande do Norte.
“Isso gerou um terror muito grande, ainda mais porque eram pessoas de idade. O pessoal ficou com medo de ser preso”, relata o juiz Sérgio Dantas.
Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionProcesso sobre descriminalização do uso de drogas tramita no Supremo Tribunal Federal
Logo após concluir as investigações sobre o caso, o delegado apontou que não havia indícios de que os moradores da cidade usassem a planta como entorpecente. “Eles cultivavam a referida para curar doenças e para cicatrizar cortes”, concluiu o inquérito, arquivado sem que ninguém fosse indiciado.
Depois que o caso foi encerrado, Pedro George de Brito conta que a cidade recebeu ações de conscientização sobre as plantas. “Foram feitas palestras em escolas e em outros locais da cidade, para orientar sobre os riscos de ter a liamba em casa, nas calçadas ou nas praças. Os moradores foram informados sobre os riscos de uma eventual apreensão de novas ervas e da consequente criminalização, caso houvesse alguma planta que não foi podada”, diz.
De acordo com a Polícia Civil da região, desde então não houve mais nenhum registro de plantação de liamba em Cruzeta.
Para Renilda, que se diz favorável à descriminalização das drogas, Cruzeta foi pioneira no tema no Brasil. No entanto, segundo ela, “há muitos moradores que não concordam” com isso.
A professora ressalta que as plantações se tornaram um fato histórico para o município. “No começo, foi algo tenso, mas depois as pessoas começaram a achar engraçado, porque envolveu muita gente acima de qualquer suspeita”, declara.
Segundo ela, apesar da surpresa dos moradores ao descobrir que havia diversas plantações de maconha na cidade, o que mais impactou foi o fato de Cruzeta ter sido mencionada em rede nacional. “A questão das ervas foi uma coisa até que corriqueira, apesar de ter sido muito comentada. Mas a notícia que mais surpreendeu a todos foi assistir a Cruzeta no Fantástico. Ninguém nunca imaginou que a nossa cidadezinha pacata, do interior, fosse aparecer para todo o Brasil, ainda mais dessa forma”, comenta.
Um corpo carbonizado no banco de traseiro de um carro, na Estrada Paiva muniz, numero 900, no bairro de Ilha de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Populares, estavam fazendo caminhada , quando avistaram o carro queimado hoje , domingo (16), por volta das 6 horas da manhã.
No mesmo instante , ligaram para as autoridades que se dirigiram para o local…
O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) fez uma transmissão ao vivo no Facebook neste domingo (16/9). Foi a primeira vez que o deputado federal falou após ser esfaqueado em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro.
Antes de começar falar, o postulante ao Palácio do Planalto chorou e agradeceu aos moradores da cidade mineira por terem salvado a sua vida. “Na hora, achei que era um soco forte no estômago”, falou sobre o golpe. Segundo um post na rede social, a equipe médica do Hospital Albert Einstein autorizou o deputado federal a falar, apesar de ele estar bastante debilitado.
A live foi acompanhada, no momento de mais audiência, por mais de 250 mil pessoas.
A transmissão ao vivo, iniciada pouco antes das 17h, chegou a mais de 250 mil acessos no momento de maior audiência. Com voz baixa e pausada, deitado em uma cama do Albert Einstein, Bolsonaro fez discurso de candidato. “O que está em jogo é o futuro de todos vocês e até de vocês que votam no PT”, afirmou o deputado do PSL, referindo-se à corrida eleitoral.
Na sua pregação antipetista, o presidenciável acusou o adversário Fernando Haddad (PT) de ter planos de libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se vencer a disputa pelo Planalto. “Se for eleito presidente, o Haddad assina o indulto do Lula no momento da posse”, atacou.
Na mesma linha, o candidato criticou as relações entre o PT com o governo Nicolas Maduro: “Não podemos continuar flertando com a Venezuela”. Outro tema abordado pelo deputado foi o “controle social da mídia” defendido pelos petistas.
Bolsonaro voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) por derrubar a lei que estabelecia o voto impresso para as eleições. Proposta por ele com o argumento de que seria uma medida contra fraudes, a regra foi considerada inadequada pela Corte.
“A possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta”, disse o presidenciável do PSL. “O programa pode inserir 40 votos para o PT na maioria das urnas”, declarou.