Uma declaração explosiva da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acendeu de vez a crise pública entre duas das principais figuras do campo evangélico no Brasil. Em meio a um embate político e religioso, Damares afirmou que o pastor Silas Malafaia “está endemoniado”, frase que rapidamente repercutiu nas redes sociais e na imprensa nacional.
A fala ocorreu após críticas duras feitas por Malafaia à atuação da senadora na CPMI do INSS, comissão que investiga possíveis fraudes em benefícios previdenciários. Em entrevista ao SBT News, Damares havia declarado que igrejas e líderes religiosos estariam sendo citados nas investigações, o que provocou reação imediata do pastor, que cobrou nomes, provas e acusou a parlamentar de generalizações irresponsáveis.
Irritada com os ataques, Damares subiu o tom. Segundo relatos jornalísticos, ao comentar as declarações de Malafaia, a senadora usou o termo “endemoniado” para se referir ao pastor, em um discurso carregado de simbolismo religioso e forte carga política. A frase, embora retórica, causou choque até mesmo entre aliados, por se tratar de uma expressão extrema vinda de uma ex-ministra conhecida justamente por seu discurso religioso.
Especialistas avaliam que a declaração não deve ser interpretada de forma literal, mas como uma figura de linguagem usada em meio a uma disputa pública, marcada por acusações, desconfianças e embates de narrativa. Ainda assim, o episódio escancara uma divisão inédita entre lideranças evangélicas que historicamente caminharam juntas no debate político nacional.
Até o momento, Silas Malafaia não recuou de suas críticas e segue cobrando explicações formais sobre as acusações envolvendo igrejas. Já Damares reforça que a CPMI deve investigar todos os indícios, “independentemente de cargo, fé ou influência”.
O confronto evidencia que, além da crise política, o embate agora também se tornou uma guerra de discursos dentro do próprio campo religioso, com potencial de gerar novos desdobramentos nos próximos dias.



