O Rio de Janeiro amanheceu em luto nesta segunda-feira (27) com a morte da vereadora Luciana Novaes (PT), aos 43 anos. Em seu terceiro mandato na Câmara Municipal, a parlamentar era reconhecida não apenas por sua atuação política, mas também por uma trajetória marcada pela resistência, coragem e inspiração.
Segundo informações, Luciana enfrentava problemas de saúde desde o fim do ano passado. Na ocasião, ela chegou a ser internada em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tratando um quadro de pielonefrite — uma infecção nos rins — além de complicações pulmonares, incluindo infiltração. Apesar dos esforços médicos e da mobilização de apoiadores, a causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada.
A história de vida da vereadora é uma das mais impactantes da política carioca. Em 2003, quando era estudante de Enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no campus do Rio Comprido, na Zona Norte, Luciana foi vítima de uma bala perdida dentro da instituição. O episódio chocou a cidade e mudou completamente o rumo de sua vida. O disparo a deixou tetraplégica, condição que a tornou dependente de ventilação mecânica.
Mesmo diante de uma realidade extremamente desafiadora, Luciana Novaes transformou sua dor em força. Com o passar dos anos, construiu uma carreira política baseada na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, acessibilidade, saúde pública e inclusão social. Sua atuação firme e sua voz ativa fizeram dela uma referência dentro e fora da Câmara Municipal.
Colegas parlamentares, lideranças políticas e moradores do Rio manifestaram pesar nas redes sociais, destacando o legado deixado por Luciana. Ela era vista como um exemplo de perseverança, mostrando que limitações físicas não impediram sua participação ativa na vida pública e na luta por uma sociedade mais justa.
A morte precoce da vereadora representa uma grande perda para a política do Rio de Janeiro. Sua trajetória segue como símbolo de superação e inspiração para milhares de pessoas, especialmente aquelas que enfrentam desafios semelhantes. Luciana Novaes deixa um legado que vai além dos mandatos: o de coragem, dignidade e compromisso com o próximo.




