Por Metrópoles
Uma mulher compartilhou em sua rede social a violência física e psicológica que sofreu pelo marido, o engenheiro e oficial do Exército Gean Franque da Silva, de 41 anos. Agredida por mais de três anos em casa, em São Gonçalo, região Metropolitana do Rio, a vítima passou a gravar os momentos da violência.
“Eu não podia falar com ninguém, com nenhum homem. Ele não me deixava dar boa tarde para as pessoas. Por qualquer coisa, qualquer motivo, ele me agredia na rua, na frente dos outros. Se alguém me olhasse, ele começava a brigar comigo, dizia que eu estava dando confiança. Ele já até me arrastou pelos cabelos na rua”, disse Patrícia Coutinho ao Metrópoles.
Em uma publicação onde mostra o rosto machucado, a comerciante de 45 anos, desabafa.
Mulher filma agressões de marido em casa, oficial do exército, no RJ 4
Mulher filma agressões de marido em casa, oficial do exército, no RJ 3
Eu bato devagar para não doer. Se eu quiser machucar mesmo eu te mato”, dizia o oficial a Patrícia. “Ele batia hoje e no dia seguinte acordava como se nada tivesse acontecido”, contou a vítima.
As agressões, que eram praticamente diárias, fez com que Patrícia decidisse gravar para ter provas no futuro:
“No início eu achava que ele ia mudar, fazer terapia. Mas quando eu vi que ele não iria mudar, eu passei a gravar as cenas. A primeira vez eu filmei para mostrar a ele, para enxergar o que ele fazia. Porque ele dizia que não me batia, que não fazia nada disso. Enviei o vídeo, mas ele surtou. Começou a me xingar e me agrediu novamente”, relatou.
A decisão de chamar a polícia aconteceu no dia 13 de junho, após o Dia dos Namorados. Ela conta que o oficial do exército queria que ela postasse uma foto com ele, com uma declaração de amor. Após se negar, as agressões começaram e foi então que ela decidiu pedir ajuda.
Ela chamou a polícia, mas antes de os agentes chegarem, Gean fugiu. Patrícia registrou as agressões na Delegacia da Mulher de São Gonçalo, onde passou por exame de corpo de delito.
“A polícia demorou duas horas para chegar. Ele ainda levou 30 minutos para separar as roupas dele e ir embora. Em seguida ele foi para Angra, na casa que ele tem lá, voltou, prestou depoimento e disse que só falaria em juízo. Agora estou com medida protetiva, mas ainda não saiu o pedido de prisão. Ele acredita na impunidade, acha que não vai ser preso”, disse a vítima.




