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Justiça decide soltar blogueira suspeita de estelionato

Juiz entendeu que Anna Carolina de Sousa Santos e as comparsas estavam presas há mais tempo do que o permitido por lei sem que o MPRJ oferecesse denúncia

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A Justiça do Rio decidiu emitir o alvará de soltura, nesta terça-feira, da blogueira Anna Carolina de Sousa Santos e das comparsas que aplicavam golpes de cartão de crédito. O juiz Marcello Rubioli considerou a prisão do grupo ilegal por estarem presas há mais tempo do que o permitido sem que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) oferecesse denúncia.

“O prazo para oferecimento da denúncia, estando o réu preso, será de 5 dias, contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito policial, e de 15 dias, se o réu estiver solto ou afiançado”, explicou o juiz, que continuou: “As indiciadas estão presas há mais de vinte dias, ao que me leva a concluir a necessidade do relaxamento das suas prisões. Posto, relaxo suas prisões”.

No dia 21 de julho, a juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto pediu que a Justiça do Rio tratasse com urgência a definição de responsabilidade judicial do caso. O pedido foi feito após o promotor da 40ª Vara Criminal do Rio, Rodrigo Hermanson, solicitar que o caso fosse encaminhado para a 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital. No pedido, o promotor alegou que um dos crimes praticados por Anna Carolina de Sousa, 32, Yasmin Navarro, 25, Mariana Serrano de Oliveira, 27, Rayane Silva Sousa, 28, e Gabriela Silva Vieira, 20, só poderia ser analisado pela Vara Criminal citada.

Relembre o caso

A blogueira Anna Carolina de Sousa Santos foi presa em flagrante no dia 7 de julho quando policiais da 40ª DP (Honório Gurgel) a encontraram junto a mais quatro amigas por estelionato e organização criminosa. Elas foram presas em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, onde funcionava uma “central de telemarketing”, que servia para aplicar golpes em suas vítimas.

Segundo investigações, as criminosas entravam em contato fingindo ser da administradora do cartão de crédito, e conseguiam dados bancários de vítimas. O golpe consistia em dizer que uma fraude havia sido detectada nas compras feitas no cartão, e a vítima deveria passar alguns dados para resolver o problema. Elas ainda mandavam um suposto motoboy até a casa da pessoa a ser lesada para recolher o cartão.

Com todos os dados e o cartão das vítimas em mãos, elas faziam compras, saques em contas bancárias e até empréstimos. As cinco presas foram levadas para a 40ª DP, assim como laptops, celulares, anotações e máquinas de cartão de crédito para a análise da investigação.

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