A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta terça-feira, uma grande operação contra seis ex-CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores) que tiveram os registros cassados pelo Exército Brasileiro e pela Polícia Federal, mas que, segundo as investigações, não devolveram o armamento que possuíam legalmente.
Durante a ação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em diferentes pontos do estado. Até o momento, seis armas de fogo e 10 carregadores foram apreendidos pelas equipes. O material recolhido será encaminhado para perícia.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados perderam o direito de manter os registros como CACs após irregularidades identificadas pelos órgãos responsáveis pela fiscalização. Mesmo após a cassação, os suspeitos teriam permanecido com o arsenal de maneira ilegal, descumprindo determinações das autoridades.
As investigações apontam ainda para um possível envolvimento de alguns dos alvos com o fornecimento de armas e munições para facções criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro. A suspeita é de que o armamento adquirido legalmente tenha sido desviado para abastecer o crime organizado.
A operação desta terça faz parte de um conjunto de ações das forças de segurança para combater o tráfico de armas e reduzir o poder bélico das organizações criminosas no estado. Nos últimos anos, autoridades vêm intensificando o monitoramento sobre CACs suspeitos de irregularidades, principalmente após o aumento de apreensões de armas registradas em nome de colecionadores e atiradores em ações contra o tráfico.
Os agentes também analisam documentos, celulares e computadores apreendidos durante a operação, que poderão ajudar a identificar outros possíveis envolvidos no esquema. A Polícia Civil não descarta novas fases da investigação.
Os nomes dos suspeitos não haviam sido divulgados oficialmente até a última atualização desta reportagem. Os investigados poderão responder por posse ilegal de arma de fogo, comércio ilegal de armamento e associação criminosa, dependendo do avanço das apurações.
A operação segue em andamento e novas apreensões ou prisões podem ocorrer nas próximas horas.




