POLÍCIA CIVIL DECIDE AFASTAR AGENTE DA CORE QUE MATOU CADELA NO RIO
A Polícia Civil decidiu afastar temporariamente o agente Ney Côrtes da Silva — acusado de matar uma cadela de sete meses na tarde dessa segunda-feira na frente de seus donos — de suas funções até que o inquérito seja concluído e enviado à Justiça e que ele tenha o porte e a posse de arma suspensos.
Com os colegas, Ney tem dito que só queria se defender dos cachorros que avançaram sobre ele.
A cadela, de nome Malu, estava com os donos durante um treino circense numa praça pública, próxima à casa do agente.
Segundo a Polícia Civil, a corporação “não compactua com esse tipo de atitude” e o agente só voltará às suas funções quando tudo for esclarecido.
— Esse tipo de crime é repugnante e ninguém mais suporta — diz o presidente da Comissão de Defesa dos Animais no Rio, o advogado Reinaldo Velloso.
Flávio de Melo Fahur, advogado da Comissão que também esteve na delegacia, diz que na nova Lei de Crimes Ambientais a pena é superior a cinco anos de cadeia. E neste caso, que houve a morte, existe um agravante.
Em entrevista ao EXTRA, o artista circense colombiano Fabian Sanchez, de 22 anos, e a malabarista Mayumi Boletlho Bataches Rodriguez, de 21, negaram que tenha havido um motivo para que o agente matasse o animal.
Fonte: Jornal Extra




