Uma família está de luto e busca justiça após a morte de Moreno Moreira Nascimento, um menino de apenas 2 anos e meio, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus. Os pais do pequeno Moreno acusam a unidade de saúde de negligência médica, alegando uma série de falhas no tratamento que culminaram no trágico desfecho.
O início dos sintomas, conforme relatado pela família, foi na segunda-feira, 11, quando acreditavam tratar-se apenas de um resfriado comum. No entanto, a situação de Moreno era muito mais grave, conforme revelado pelo laudo médico, que diagnosticou pneumonia bacteriana.
A saga da família em busca de cuidados adequados foi marcada por frustrações e medo. “Inicialmente, fomos informados que era apenas uma virose”, conta o pai, Diógenes Nascimento, sobre a primeira visita ao hospital. A partir daí, outras três visitas se seguiram, cada uma expondo mais falhas no atendimento. “É a negligência de toda uma equipe médica, porque ninguém ali tratou a gente com a verdade”, acrescenta Diógenes, enfatizando o desespero e a impotência que sentiram.
Um dos momentos mais angustiantes para a família ocorreu na segunda visita à UPA, quando descobriram que o equipamento de raio-X não estava funcionando, mesmo com Moreno apresentando dificuldade respiratória. Em outra ocasião, a ausência de um pediatra foi justificada pela saída de uma médica, deixando a família sem orientações sobre como proceder. “Ficamos reféns deles”, lamenta a mãe, Evelyn Nascimento.
O quadro de Moreno se agravou rapidamente, e ele foi internado no sábado, 16. Infelizmente, seu estado já era grave, e ele faleceu no dia seguinte, durante uma tentativa de intubação.
Além do imenso vazio deixado pela perda de Moreno, descrito pelos pais como um menino alegre e apaixonado por instrumentos musicais, a família agora enfrenta a luta por justiça. Eles alegam que a direção da UPA não entrou em contato após o ocorrido e afirmam que tomarão medidas legais contra a unidade.
Este trágico evento destaca a importância da atenção e do cuidado adequados nos serviços de saúde, especialmente em casos envolvendo pacientes jovens e vulneráveis. A busca por respostas e justiça segue, enquanto uma comunidade lamenta a perda precoce de uma vida cheia de potencial.




