Quem manda no Rio é o cidadão de bem”: Paes anuncia em Campo Grande ofensiva contra traficantes e milicianos

 

 

Durante uma agenda de campanha realizada neste sábado (5), em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Eduardo Paes afirmou que pretende intensificar o combate ao crime organizado no estado caso seja eleito governador. Em discurso dirigido a apoiadores, o candidato enviou uma mensagem contundente a traficantes e milicianos: “Os dias de vocês estão contados.”

A declaração ocorreu em meio à defesa de uma política de segurança pública voltada ao fortalecimento da presença do Estado em áreas dominadas por grupos criminosos. Segundo Paes, a proposta é ampliar a atuação das forças de segurança e garantir que moradores possam circular livremente por comunidades e bairros, sem a interferência de organizações que impõem regras próprias.

O candidato também afirmou que integrantes dessas estruturas deverão ser investigados e presos. Em sua fala, citou ainda o envio de lideranças criminosas para presídios de segurança máxima e o corte de meios de comunicação utilizados dentro das unidades prisionais.

A estratégia apresentada por Paes busca atingir não apenas a atuação de criminosos nas ruas, mas também estruturas de comando que, segundo ele, permitem a continuidade das atividades ilegais. A ideia é ampliar o controle do Estado sobre territórios e unidades prisionais, reduzindo a capacidade de organização de grupos responsáveis por ações criminosas.

Durante o ato, o candidato reforçou que a segurança pública deve ter como prioridade a população. Ao defender a retomada de espaços dominados pelo crime, declarou: “Quem manda no Rio é o cidadão de bem.”

A fala foi apresentada como parte de uma agenda de endurecimento das políticas de segurança, com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas e às milícias. Paes também destacou a necessidade de fortalecer a atuação do poder público para que moradores não sejam submetidos à autoridade de grupos armados.

A declaração em Campo Grande ocorre em um momento de forte debate sobre a segurança pública no Rio de Janeiro, tema que costuma ocupar espaço central nas discussões eleitorais. Ao anunciar medidas mais rigorosas, Paes procura apresentar uma resposta às demandas por maior proteção e liberdade de circulação.

Apesar do tom contundente, a implementação das propostas dependeria de planejamento, integração entre as forças de segurança e medidas dentro da legislação. O discurso, porém, deixou clara a intenção de adotar uma postura mais firme diante das organizações criminosas.

Com a promessa de ampliar o combate ao crime organizado, Paes busca reforçar sua imagem de candidato disposto a enfrentar os grupos que atuam no estado. A mensagem transmitida aos apoiadores foi direta: o objetivo declarado é fortalecer o Estado e devolver ao cidadão o direito de viver com segurança.

 

Presidente colombiano exibe corpos após operações de segurança e provoca polêmica

 

Imagens divulgadas pelo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, nas quais ele aparece ao lado de corpos apresentados como resultado de operações contra grupos armados, provocaram questionamentos sobre a forma como o governo utiliza os resultados das ações de segurança para demonstrar força. A publicação chamou atenção pelo cenário e pela exposição dos cadáveres, mas a identificação dos mortos exige cautela.

Em 2 de setembro de 2026, o presidente publicou um vídeo em que aparece caminhando próximo a sacos mortuários, apresentados como restos mortais de rebeldes. A gravação foi divulgada como demonstração do resultado de uma operação militar. O episódio ganhou repercussão justamente pela decisão de mostrar os corpos em uma comunicação pública do governo.

Outro caso mencionado nas reportagens envolve Naín Andrés Pérez Toncel, conhecido como “Bendito Menor”, apontado como chefe de um grupo armado ilegal. Segundo o El País, o presidente mostrou cadáveres durante uma declaração pública após uma operação policial. A referência ao criminoso é importante, mas não significa que todos os corpos exibidos nas imagens pertençam a traficantes ou que tenham sido mortos pela mesma força de segurança.

A diferença entre os episódios é central para evitar uma legenda enganosa. Enquanto o vídeo de setembro está relacionado a uma operação militar contra rebeldes, o caso de “Bendito Menor” envolve uma ação policial contra um grupo criminoso. Por isso, afirmar que o presidente posou ao lado de “corpos de traficantes mortos pela polícia” pode misturar acontecimentos distintos e apresentar como confirmado algo que as reportagens não estabelecem dessa maneira.

A divulgação das imagens também reacendeu o debate sobre os limites da comunicação oficial em operações de segurança. A apresentação de cadáveres como símbolo de vitória pode ser interpretada como uma tentativa de reforçar a mensagem de combate ao crime e aos grupos armados. Ao mesmo tempo, a exposição pública de mortos levanta questionamentos sobre respeito às vítimas, às famílias e aos procedimentos de identificação.

Até o momento, o ponto mais seguro é afirmar que Abelardo de la Espriella exibiu corpos associados a operações de segurança, conforme registros jornalísticos. Já a classificação de todos os mortos como traficantes e a atribuição exclusiva das mortes à polícia não devem ser tratadas como fatos comprovados sem informações adicionais sobre cada operação.

A polêmica, portanto, não está apenas nas imagens, mas também na forma como elas são utilizadas para construir uma narrativa de combate ao crime. O episódio mostra a importância de separar o que foi efetivamente registrado do que é acrescentado pelas legendas que circulam nas redes sociais.

ADPF questiona uso de relatório da PF em investigação contra André Mendonça

 

 

O uso de um relatório de inteligência da Polícia Federal pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para questionar a atuação de André Mendonça provocou reação da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). O presidente da entidade, Edvandir Felix de Paiva, afirmou que documentos desse tipo são destinados à circulação interna da corporação e não deveriam ser compartilhados com órgãos externos nem utilizados como elemento de acusação em processos criminais.

Segundo Paiva, a divulgação do material causou “estranheza muito grande” entre policiais. O presidente da ADPF também alertou que a exposição de informações de inteligência pode prejudicar investigações em andamento, especialmente quando revela a alvos dados sobre diligências que ainda não foram realizadas.

A manifestação ocorre em meio a uma disputa institucional envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O relatório utilizado por Moraes foi produzido pela PF para analisar a atuação de Mendonça em investigações sob sua relatoria, principalmente nas operações Sem Desconto e Compliance Zero. O documento reúne questionamentos sobre decisões judiciais, acesso a dados brutos e possíveis interferências na rotina da corporação.

### Documento não teria valor probatório

Um dos principais pontos da controvérsia é a própria classificação do material. Conforme informações divulgadas pelo Poder360, o relatório é identificado como “documento de trabalho – sem valor probatório”. O texto também ressalta que não imputa infração a magistrado ou autoridade, não constitui representação e não substitui a via processual própria.

O documento, de acordo com a publicação, foi elaborado como instrumento de inteligência, com finalidade técnica e prospectiva. A distinção é relevante porque relatórios dessa natureza têm objetivo diferente de peças produzidas para comprovar crimes ou fundamentar acusações formais.

A utilização do material por Moraes, portanto, passou a ser questionada justamente por sua finalidade original e pelas limitações expressas no próprio texto. A discussão envolve os limites entre atividade de inteligência, investigação criminal e atuação judicial.

### Reação da entidade dos delegados

Além de criticar a circulação do documento, Edvandir Felix de Paiva defendeu os policiais responsáveis pela elaboração de outro relatório, produzido a partir de uma ordem judicial relacionada às conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o presidente da ADPF, os agentes apenas cumpriram uma determinação judicial.

A entidade também manifestou preocupação com o uso de informações internas em disputas institucionais. Para a associação, a preservação da confidencialidade dos relatórios é importante para evitar prejuízos às investigações e proteger o trabalho dos policiais.

O episódio amplia a tensão entre integrantes do STF, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. A controvérsia ainda depende de esclarecimentos e de eventual análise pelas instituições competentes.

Observação: a matéria acima apresenta as declarações da ADPF e as informações divulgadas sobre o relatório. A afirmação de que o documento não poderia circular fora da PF é uma posição atribuída ao presidente da entidade, não uma decisão judicial definitiva.

 

Sérgio Cabral é condenado por regalias na prisão e terá de pagar R$ 1 milhão

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Ex-governador terá de pagar indenização por danos morais coletivos e multa equivalente a 12 vezes sua última remuneração como governador.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi condenado pela Justiça fluminense por improbidade administrativa em razão de um esquema de regalias durante o período em que esteve preso. A decisão foi tomada pela 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e envolve benefícios concedidos nas unidades de Benfica e Bangu 8.

Cabral terá de pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos, além de multa equivalente a 12 vezes sua última remuneração como governador. A condenação está relacionada às facilidades oferecidas entre 2016 e 2018, quando ele passou pela Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, e pela Penitenciária de Bangu 8, no Complexo de Gericinó.

Segundo a decisão, não se tratava apenas de uma falha administrativa. Os desembargadores concluíram que havia uma estrutura montada dentro do sistema penitenciário para beneficiar o ex-governador, com entrada irregular de equipamentos e outros objetos, além de procedimentos que permitiam o acesso a vantagens fora das regras aplicadas aos demais presos.

Entre os privilégios identificados estavam uma televisão de 65 polegadas, aparelho de home theater, colchão diferenciado, alimentos especiais e outros itens proibidos. O esquema também incluía equipamentos de musculação, eletrodomésticos e acesso facilitado a visitas fora dos horários oficiais.

A decisão também menciona a montagem de uma sala para apresentação de filmes, reforçando a conclusão de que os benefícios não eram pontuais, mas faziam parte de uma estrutura organizada para atender ao ex-governador dentro das unidades prisionais.

Além de Cabral, foram condenados o ex-secretário de Administração Penitenciária Erir Ribeiro Costa Filho e cinco agentes penitenciários: Alex de Lima Carvalho, Fabio Ferraz Sodré, Sauler Antonio Sakalen, Fernando Lima de Farias e Nilton Cesar Vieira da Silva.

Os outros seis condenados deverão pagar multa correspondente a cinco vezes a última remuneração em seus cargos, além de R$ 100 mil cada por danos morais coletivos. Os valores das indenizações serão destinados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O relator do processo, desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, afirmou que os envolvidos atuaram de forma consciente para esconder atos oficiais e dificultar a fiscalização. Para ele, a conduta feriu a impessoalidade e a confiança da sociedade no sistema prisional.

A condenação representa mais uma decisão judicial relacionada ao período em que Cabral esteve preso. O caso também chama atenção para a responsabilidade de gestores e agentes públicos na fiscalização do sistema penitenciário e para a necessidade de que as regras sejam aplicadas de maneira igualitária.

A decisão ainda cabe recurso.

 

FRENTE FRIA MUDA O TEMPO NO RIO E TRAZ ALERTA PARA VENTOS MUITO FORTES NO DOMINGO

 

O fim de semana será marcado por mudanças no tempo na cidade do Rio de Janeiro. Segundo a previsão do Sistema Alerta Rio, áreas de instabilidade associadas ao deslocamento de uma frente fria influenciarão as condições meteorológicas neste sábado (5/9). A expectativa é de aumento da nebulosidade, possibilidade de chuva e queda nas temperaturas, com atenção especial para os ventos previstos para o domingo (6).

Neste sábado, o céu ficará mais nublado ao longo do dia, e há previsão de chuva fraca a moderada, de forma isolada, a qualquer momento. Os ventos deverão variar de moderados, entre 18,5 km/h e 51,9 km/h. As temperaturas também apresentarão declínio, com mínima prevista de 18°C e máxima de 28°C.

A mudança no tempo ocorre com a aproximação e a passagem da frente fria, que deverá manter a atmosfera instável nos próximos dias. A orientação é que moradores e visitantes acompanhem as atualizações da previsão, especialmente aqueles que pretendem realizar atividades ao ar livre.

No domingo, o cenário será de maior atenção. Após a passagem da frente fria, o tempo continuará instável, com céu nublado a encoberto e previsão de chuva fraca a moderada ao longo do período. As precipitações poderão ocorrer em forma de pancadas isoladas. As temperaturas deverão apresentar novo declínio.

O destaque da previsão para domingo fica por conta dos ventos. De acordo com o Alerta Rio, eles poderão variar de moderados a fortes, com velocidades entre 52 km/h e 76 km/h. Na região litorânea, as rajadas poderão chegar pontualmente a 85 km/h, classificadas como muito fortes.

A previsão reforça a necessidade de atenção em áreas abertas, na orla e em locais sujeitos à queda de galhos ou outros objetos durante períodos de vento intenso. Em caso de mudanças nas condições meteorológicas, os moradores devem acompanhar os comunicados oficiais.

Na segunda-feira (7/9), o tempo permanecerá instável. O céu deverá ficar nublado a encoberto, com previsão de chuva fraca a moderada isolada ao longo do dia. Os ventos estarão fracos a moderados, indicando uma redução na intensidade em relação ao domingo.

Na terça-feira (8/9), a entrada de umidade ainda influenciará o tempo. A previsão indica céu nublado e possibilidade de chuva fraca isolada durante a madrugada. Os ventos permanecerão moderados, principalmente na região litorânea da cidade.

Já na quarta-feira (9/9), a nebulosidade estará variada, mas a instabilidade poderá voltar a ganhar força a partir da tarde. Há previsão de pancadas de chuva, enquanto os ventos deverão permanecer moderados.

Com a sequência de dias instáveis, a recomendação é acompanhar a previsão antes de sair de casa e redobrar a atenção durante períodos de chuva e vento. A população também deve ficar atenta aos avisos oficiais, que podem ser atualizados conforme a evolução do sistema meteorológico.

A previsão é válida para a capital fluminense e poderá sofrer alterações ao longo dos dias, de acordo com o deslocamento da frente fria e a atuação das áreas de instabilidade.

 

WHATSAPP DE DANIEL VORCARO TERIA NÚMEROS DE 18 DEPUTADOS; LISTA GANHA REPERCUSSÃO. VEJA OS NOMES

 

Lista de contatos atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro reúne nomes de destaque da Câmara dos Deputados e provoca repercussão política. Reportagens publicadas em março de 2026 apontaram que 18 parlamentares apareciam entre os contatos salvos em seu WhatsApp. A relação inclui deputados de diferentes partidos e estados, mas a presença de um número na agenda não significa, por si só, que tenha havido conversas frequentes, negócios ou qualquer irregularidade.

Entre os nomes citados estão Nikolas Ferreira (PL-MG), Marcelo Álvaro (PL-MG), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), Hugo Motta (Republicanos-PB), Arthur Lira (PP-AL), Diego Coronel (PSD-BA), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Altineu Côrtes (PL-RJ) e Doutor Luizinho (PP-RJ). A lista também inclui Fausto Pinato (PP-SP), João Carlos Bacelar (PL-BA), Márcio Marinho (Republicanos-BA), Flávia Arruda (PL-DF), Rodrigo Maia (PSD-RJ), Lucas Gonzalez (Novo-MG), Vinicius Poit (Novo-SP), Bilac Pinto (União Brasil-MG) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).

A divulgação chamou atenção pela variedade de partidos e pela presença de figuras que ocuparam posições relevantes no Legislativo. O fato de os nomes aparecerem reunidos em uma mesma agenda, contudo, não permite concluir que todos mantinham uma relação próxima com Vorcaro. Uma agenda telefônica pode conter contatos profissionais, institucionais, antigos ou ocasionais, sem revelar a natureza da relação.

As reportagens que reproduziram a relação afirmaram que os nomes teriam sido identificados em registros analisados pela Polícia Federal. Entretanto, a confirmação mais segura é tratar a lista como uma informação divulgada pela imprensa, e não como uma prova independente de que cada número estava efetivamente salvo no aplicativo. A ausência do documento original ou de uma manifestação oficial específica sobre cada contato exige cautela na divulgação.

Também é importante destacar que não há, apenas com base nessa relação, fundamento para afirmar que os deputados sejam investigados ou que tenham cometido crimes. A menção de um parlamentar em uma agenda não equivale a uma acusação formal, tampouco demonstra participação em eventuais irregularidades relacionadas ao ex-banqueiro.

A lista, portanto, pode ser apresentada como um dado de repercussão política, mas precisa vir acompanhada de uma ressalva essencial: ter contato salvo não é o mesmo que manter uma relação de negócios ou estar envolvido em uma investigação. Para que surjam conclusões mais amplas, seriam necessários documentos primários, informações sobre o contexto dos contatos e eventuais manifestações oficiais das autoridades ou dos próprios parlamentares.

Em resumo, a relação de 18 nomes foi publicada por veículos de imprensa e coincide com a lista divulgada anteriormente. O que ela demonstra, no entanto, é apenas a existência de uma relação de contatos atribuída ao celular de Vorcaro, sem comprovar, por si só, qualquer irregularidade.

 

Jovem de 24 anos morre após intenso sofrimento emocional; prima denuncia rejeição familiar por ele ser gay

 

Um jovem de 24 anos, identificado como Matheus, morador de Minas Gerais, morreu após tirar a própria vida. Segundo o relato de uma prima, ele enfrentava intenso sofrimento emocional e teria sido afetado por cobranças e pela rejeição de familiares à sua orientação sexual.

De acordo com a familiar, Matheus era muito inteligente, cursava Direito e dava aulas de inglês gratuitamente para pessoas que não tinham condições de pagar por um curso. Apesar de ser descrito como alguém dedicado aos estudos e disposto a ajudar outras pessoas, o jovem estaria passando por um período de profunda tristeza.

A prima afirma que a família o pressionava para que arrumasse uma namorada. Em um dos relatos mais dolorosos, ela atribuiu à mãe do jovem a seguinte declaração: “Ela dizia que preferia ter um filho bandido a ter um filho gay e que, se soubesse que ele seria assim, teria abortado.”

A familiar conta que essas cobranças e palavras teriam contribuído para o agravamento do sofrimento de Matheus. Segundo ela, o jovem passou a apresentar mudanças no comportamento, ficou cada vez mais triste e deixou de se alimentar normalmente.

Antes de morrer, Matheus teria enviado uma mensagem de despedida à prima. Conforme o relato, ele disse que não conseguia deixar de ser gay, apesar de já ter tentado mudar e até orado para isso. Na mensagem, também declarou amor à familiar e agradeceu pelo apoio que havia recebido.

A prima ainda afirmou que Matheus teria se apaixonado por um rapaz, mas evitava relacionamentos por medo de perder o amor da mãe. Segundo ela, o jovem nunca havia tido um relacionamento com outro garoto, embora tivesse sentimentos por alguém.

Após a morte, a familiar desabafou sobre a dor da família e responsabilizou os parentes pelo sofrimento que, segundo ela, o jovem enfrentava. “Agora minha tia só chora. Eu falei que a culpa é de todos eles, de toda a família”, declarou.

O caso chama atenção para os impactos da rejeição familiar e da violência verbal sobre pessoas que já enfrentam sofrimento emocional. A orientação sexual não é uma doença nem algo que precise ser mudado, e ninguém deve ser submetido a humilhações ou ameaças por ser gay.

Atenção: se você ou alguém próximo estiver enfrentando sofrimento emocional intenso ou pensando em tirar a própria vida, procure ajuda. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia. Em uma emergência, ligue 192 (SAMU) ou 190 (Polícia Militar).

 

CONFUSÃO EM POSTO DE GASOLINA TERMINA EM MORTE DE JOVEM DE 25 ANOS NO RIO

 

Uma confusão registrada por câmeras de segurança terminou de forma trágica na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. André Luís de Carvalho Azevedo, de 25 anos, morreu após ser agredido em um posto de gasolina. O caso mobilizou a família e agora é investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da morte e identificar todos os envolvidos.

Segundo o pai do jovem, André chegou ao estabelecimento bastante alterado. Pouco depois, uma discussão começou em frente à loja de conveniência. O que inicialmente parecia ser apenas um desentendimento evoluiu para agressões físicas, conforme o relato familiar.

Durante a confusão, André sofreu traumatismo craniano. O estado de saúde dele se agravou rapidamente, e o jovem teve uma parada cardiorrespiratória. Ele precisou ser levado às pressas para um hospital, onde recebeu atendimento médico.

Apesar das tentativas de socorro, André não resistiu. A morte ocorreu cerca de duas horas depois, deixando familiares e amigos consternados. A família agora busca respostas sobre o que aconteceu durante os poucos minutos de confusão que terminaram com a vida do jovem.

As imagens das câmeras de segurança são analisadas pela Polícia Civil. O objetivo é reconstruir a sequência dos acontecimentos, identificar quem participou das agressões e esclarecer o papel de cada pessoa envolvida. A investigação deverá considerar os depoimentos e os demais elementos que possam ajudar a esclarecer o caso.

Até o momento, um dos envolvidos foi ouvido e liberado. Outro homem, apontado por testemunhas como um suposto segurança que atuaria irregularmente no posto, ainda não havia sido localizado. A condição de segurança e a eventual irregularidade de sua atuação também deverão ser esclarecidas pelas autoridades.

A morte de André levanta questionamentos sobre a violência durante discussões cotidianas e sobre a necessidade de esclarecer rapidamente situações que terminam em tragédia. Para a família, o caso não pode ser tratado apenas como uma confusão que saiu do controle. É preciso saber como as agressões aconteceram, quem participou e se houve alguma tentativa de impedir o agravamento da situação.

Aos 25 anos, André perdeu a vida após um episódio que, segundo os relatos, durou poucos minutos. Enquanto a Polícia Civil avança na apuração, os familiares aguardam respostas e justiça. O caso segue sob investigação, e novas informações poderão esclarecer os detalhes da ocorrência e as responsabilidades dos envolvidos.

 

Muro de presídio escondia celulares e drogas; operação apreende 26 aparelhos no Rio

 

Uma vistoria realizada pela Polícia Penal apreendeu 26 celulares e uma grande quantidade de drogas no sistema prisional do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (4). A ação fez parte da Operação Illicitus, iniciativa que mira práticas ilegais dentro das unidades prisionais fluminenses e busca impedir a entrada e a circulação de materiais proibidos.

Vídeos registrados durante a operação mostram agentes retirando aparelhos que estavam escondidos em paredes do presídio. As imagens evidenciam a atuação das equipes de fiscalização na busca por locais utilizados para ocultar objetos proibidos dentro da estrutura da unidade.

Além dos celulares, os policiais penais recolheram diferentes tipos de entorpecentes. Ao todo, foram encontrados sete invólucros de pó branco, 230 trouxinhas de pó branco, 88 trouxinhas de massa resinosa, 20 invólucros de massa resinosa e 440 trouxinhas de erva seca picadas.

A apreensão representa mais uma ação de combate à presença de materiais ilícitos no sistema prisional. A localização dos celulares em paredes reforça a necessidade de vistorias e de medidas de segurança voltadas à identificação de esconderijos utilizados para dificultar a fiscalização.

De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, desde o início de agosto, as ações da Illicitus já resultaram na apreensão de 623 celulares nos presídios do estado e de mais de 8 kg de drogas. Os números mostram a dimensão do trabalho realizado pelas equipes de segurança penitenciária ao longo das últimas semanas.

A Operação Illicitus tem como objetivo combater práticas ilegais no sistema prisional fluminense, incluindo a circulação de celulares e drogas. A retirada desses materiais é considerada uma medida importante para a segurança das unidades e para o enfrentamento de atividades criminosas que possam ser articuladas a partir do ambiente carcerário.

A descoberta dos aparelhos escondidos em paredes também chama atenção para os desafios enfrentados pelos agentes durante as inspeções. A fiscalização exige atenção aos detalhes e a verificação de diferentes espaços, já que objetos proibidos podem ser ocultados em locais de difícil acesso.

A Polícia Penal segue realizando ações de vistoria no sistema prisional do Rio de Janeiro. As apreensões registradas desde agosto demonstram a continuidade do trabalho de combate à entrada e à permanência de materiais ilícitos nas unidades.

A operação desta sexta-feira reforça, ainda, a importância da fiscalização permanente para identificar esconderijos e retirar de circulação objetos que possam comprometer a segurança dos presídios. A apreensão dos 26 celulares e das centenas de porções de drogas se soma ao balanço já divulgado da Operação Illicitus, que continua mobilizando esforços para enfrentar práticas ilegais no sistema prisional fluminense.

 

Torcida do Botafogo prepara protesto contra Barboza e Marlon Freitas antes de duelo com o Palmeiras

 

Torcida do Botafogo prepara protesto contra Barboza e Marlon Freitas para jogo contra o Palmeiras

O clima promete ser de forte pressão no Estádio Nilton Santos durante o confronto entre Botafogo e Palmeiras. Torcedores alvinegros preparam um protesto contra os jogadores Barboza e Marlon Freitas, com a intenção de demonstrar insatisfação por meio de manifestações nas arquibancadas.

Entre as ações planejadas está a confecção de notas falsas de R$ 3 com os rostos dos dois atletas. As cédulas trazem palavras como “judas”, “mercenário” e “traidor”, em uma referência à revolta de parte da torcida com os jogadores.

A iniciativa ganhou repercussão entre botafoguenses nas redes sociais e deve transformar o ambiente do estádio em um cenário de cobranças. A expectativa é de que as manifestações ocorram durante a partida, especialmente em momentos de maior tensão.

Além das notas simbólicas, também há relatos de torcedores que pretendem mudar de setor no Nilton Santos para ficar mais próximos do banco de reservas do Palmeiras. A movimentação teria como objetivo aumentar a pressão sobre os atletas durante o confronto.

O protesto, no entanto, ainda depende da adesão dos torcedores e da forma como as manifestações serão realizadas. Não há confirmação de que todos os setores do estádio participarão das ações, nem de que os planos divulgados nas redes sociais serão efetivamente colocados em prática.

A insatisfação com jogadores é um fenômeno recorrente no futebol, especialmente quando a torcida entende que determinados atletas não estão correspondendo às expectativas ou demonstram atitudes consideradas incompatíveis com os interesses do clube. No caso do Botafogo, as críticas a Barboza e Marlon Freitas ganharam força entre grupos de torcedores que pretendem cobrar respostas dentro de campo.

O duelo contra o Palmeiras, portanto, deve ser marcado não apenas pela disputa esportiva, mas também pela atmosfera de cobrança nas arquibancadas. A torcida alvinegra promete fazer barulho e deixar claro que espera uma reação da equipe.

Apesar do tom de revolta, a expectativa é de que o protesto ocorra de maneira pacífica, sem invasões, ameaças ou qualquer tipo de violência. Manifestações fazem parte do ambiente do futebol, mas precisam respeitar os limites de segurança e convivência dentro do estádio.

Até o momento, os relatos sobre as notas falsas e a mudança de setor são tratados como preparativos de torcedores. A confirmação da realização das ações e da intensidade dos protestos deverá ocorrer apenas durante a partida.

O confronto entre Botafogo e Palmeiras, assim, chega cercado de expectativa. Enquanto os jogadores se preparam para a disputa em campo, parte da torcida organiza uma manifestação que promete chamar atenção e expor a insatisfação com os dois atletas. O resultado do jogo poderá influenciar ainda mais o ambiente nas arquibancadas e a relação entre elenco e torcedores.