A esperança que vinha alimentando a família de Juliana Leite Rangel, jovem baleada na cabeça por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-040, foi temporariamente interrompida após uma piora em seu quadro clínico. A informação foi divulgada na noite desta terça-feira (7) pela direção do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, onde Juliana está internada desde o incidente ocorrido na véspera do Natal.
De acordo com o boletim médico, a jovem voltou a apresentar febre, sinais clínicos e laboratoriais de uma nova infecção. Além disso, foi necessário reiniciar medicação para controle da pressão arterial e sedação leve. Juliana também precisou retornar à ventilação mecânica para manter sua respiração. “O processo de reabilitação precisou ser interrompido devido ao agravamento do quadro infeccioso”, informou a unidade de saúde.
UM PASSO ATRÁS NO CAMINHO DA RECUPERAÇÃO
Na semana passada, o estado de Juliana parecia ter dado sinais positivos. Contra todas as probabilidades, ela apresentou uma evolução que surpreendeu a equipe médica e emocionou a família. A jovem havia retomado a consciência, movimentava os membros e respondia a estímulos. Apesar da gravidade do ferimento, Juliana chegou a se comunicar com os familiares por meio de gestos labiais, demonstrando afeto e o desejo de retornar para casa.
Esses momentos de alívio, no entanto, foram substituídos por apreensão e angústia com a piora do quadro clínico. Médicos que acompanham o caso destacam que infecções em pacientes com traumas graves na cabeça são complicações comuns, especialmente em internações prolongadas em terapia intensiva.
FAMÍLIA SE MANTÉM FIRME NA FÉ
A família de Juliana tem se mantido firme na esperança de sua recuperação, contando com o apoio de amigos e mobilizações nas redes sociais. Pedidos de oração e mensagens de apoio têm chegado de todas as partes, refletindo a comoção causada pelo caso.
“Estamos confiando em Deus e na força da Juliana para superar mais essa etapa. Agradecemos a todos que estão em oração por ela. Sabemos que essa batalha é difícil, mas seguimos acreditando”, disse um dos familiares em entrevista.
A situação de Juliana, que ganhou grande repercussão, gerou também debates sobre a ação da PRF no dia do ocorrido. A abordagem que resultou no disparo é alvo de investigação, e familiares aguardam respostas sobre as circunstâncias que levaram ao grave ferimento.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Testemunhas foram ouvidas, e imagens de câmeras de segurança e depoimentos dos policiais envolvidos estão sendo analisados para esclarecer o que motivou o disparo.
Até o momento, a PRF não se pronunciou sobre o novo estado de saúde da jovem nem atualizou as informações sobre a apuração interna.
Enquanto isso, a família de Juliana, apoiada por uma corrente de solidariedade, reforça os pedidos de orações e se apega à fé, aguardando o momento em que ela possa retomar sua recuperação e voltar para casa.




