A madrugada desta quinta-feira (03) foi marcada por mais um episódio de violência na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A comunidade do Catiri, em Bangu, foi palco de um intenso confronto entre traficantes do Comando Vermelho (CV) e milicianos que disputam o controle da região. O conflito resultou na morte de um traficante e deixou outro ferido, aumentando ainda mais a tensão entre os grupos criminosos.
De acordo com informações obtidas por moradores da comunidade, um traficante conhecido pelo apelido de “Boquinha” foi morto durante o tiroteio. Além disso, outro integrante do CV acabou sendo baleado e seu estado de saúde ainda é desconhecido. A movimentação de criminosos armados e os disparos intensos assustaram os moradores, que vivem sob constante medo devido à guerra pelo domínio do território.
Boquinha era um personagem conhecido na região, principalmente por sua mudança de facção. Ele já havia integrado a milícia que atua no Catiri, mas posteriormente decidiu se aliar ao Comando Vermelho, tornando-se um alvo para seus antigos aliados. Essa troca de lado pode ter sido um dos fatores que levaram ao ataque desta madrugada.
O confronto expõe a realidade cruel vivida por diversas comunidades do Rio de Janeiro, onde grupos rivais disputam cada rua, cada viela e cada ponto de venda de drogas ou controle de serviços clandestinos. A violência, que não escolhe hora para acontecer, tem um impacto devastador na vida da população local, que se vê refém do medo e da falta de segurança.
Relatos de testemunhas indicam que o tiroteio durou vários minutos, obrigando famílias inteiras a se esconderem dentro de suas casas. Algumas pessoas chegaram a registrar os sons dos disparos e compartilharam nas redes sociais, alertando vizinhos para o perigo iminente. Até o momento, não há informações sobre ações da polícia na comunidade para conter os confrontos e prender os envolvidos.
A guerra entre milicianos e traficantes no Catiri não é um caso isolado. Diversas áreas da Zona Oeste enfrentam essa disputa, onde a milícia busca expandir seu território e expulsar facções rivais. Enquanto isso, o tráfico resiste e responde com força, resultando em constantes tiroteios e mortes.
Moradores clamam por mais segurança e pelo fim dessa guerra silenciosa que já ceifou inúmeras vidas. No entanto, a realidade é que, sem uma ação efetiva das autoridades, a população continua refém de um conflito que parece estar longe de acabar.