O número de professores afastados por transtornos mentais ou comportamentais nas escolas estaduais de São Paulo quase dobrou em 2016 em relação a 2015: foi de 25.849 para 50.046. Segundo dados obtidos pela Globonews, por meio da lei de acesso à informação, até setembro de 2017, 27.082 professores se afastaram.
O número de 50 mil afastados em 2016 representa 37% do total das licenças médicas pelas mais diversas causas.
Agressões físicas, verbais e até ameaças atingem professores em todo os estados de São Paulo. Um programa da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo treinou profissionais para mediar os conflitos na rede pública do estado.
Estava no trabalho, toca o telefone. Do outro lado da linha, uma pessoa dizendo que era professor: “Olá, tudo bem? Me cadastrei no site e não recebi meu usuário e senha. Você poderia me informar?”.
Fiquei sem entender do que se tratava. Conheço de perto todos os professores que trabalham comigo. Ao não reconhecer a voz, perguntei seu nome para localizar o cadastro.
Falei com minha gerente de recursos humanos e ela confirmou: eu estava certa. Ele não era nosso professor. Apenas ACHOU que, ao cadastrar o currículo em nosso site, já fazia parte da empresa.
Depois do susto inicial, retornei a ligação e esclareci. Para trabalhar com a gente, é preciso ser aprovado em nosso processo seletivo, o qual seria iniciado caso o currículo dele fosse selecionado.
Expliquei o processo. Começaria com uma entrevista, depois ele faria provas relativas às disciplinas sobre as quais gostaria de dar aula, e só então assinaríamos um contrato – se ele fosse aprovado nas etapas anteriores.Acrescentei que, no primeiro mês, tanto eu quanto minha auxiliar pedagógica supervisionaríamos o trabalho dele e auxiliaríamos no planejamento das aulas que seriam agendadas. E, somente depois de concluídas todas as etapas, ele faria parte da nossa equipe de docentes de fato.
Para minha surpresa, o mocinho ficou decepcionadíssimo e ainda completou: “Credo, burocrático demais”.
Que nível de consciência esse rapaz tem sobre docência, educação, segurança e uma empresa de aulas particulares? Parece-me que desconhece todos esses assuntos, para arriscar-se a usar a palavra ‘burocrático’ a fim de definir um processo seletivo criterioso que garanta um atendimento adequado a crianças e adolescentes“
Trabalho no ramo de aulas particulares em casas há 14 anos e não consigo imaginar contratar professores apenas pelo cadastramento de currículos. É um ramo delicadíssimo, que envolve o público infantojuvenil.
Não ser “burocrática” é ser irresponsável nesse ramo.
É claro que o professor da nossa história é um educador cadastrado em aplicativos que recrutam profissionais pelos próprios apps, e eles verificam os antecedentes criminais, CPF, nada-consta – e voilà, está contratado!
Será que, em se tratando de oferecer um serviço a ser prestado para nossos filhotes, em nossas casas, saber apenas que ele não é um criminoso condenado é o suficiente?
É óbvio que não.
Trabalhar com aulas particulares é oferecer um serviço adequado e desenhado para cada aluno. É preciso ter um professor que entenda de docência, consiga montar uma estratégia de aulas, que tenha repertório de conteúdo e postura para prestar serviços nas casas das pessoas.
Os aplicativos são um enorme avanço. Um caminho sem volta na educação. Precisamos comemorar a economia criativa. O ponto importante é: a sociedade precisa cobrar dos aplicativos que sejam criteriosos na hora de selecionar os profissionais que entrarão nas nossas casas para ensinar nossas crianças.
Por exemplo: o agendamento de mais aulas do que o aluno realmente precisa é algo nocivo. Explico: bons alunos que não têm dificuldades na disciplina, mas agendam aulas regularmente, podem ficar preguiçosos. É preciso ter a honestidade de dizer à família: o número ideal de aulas particulares é menor do que eles pretendem contratar.
Oferecer ajuda para quem não precisa é favorecer uma passividade que, no processo ensino-aprendizagem, não é bem-vinda. E isso não se descobre agendando aulas apenas por aplicativos ou recrutando professores somente por antecedentes criminais. Não contar com um especialista para auxiliar a família nesse momento terá efeito negativo para a relação de estudos do seu filho.
A decisão de oferecer aulas particulares para os nossos filhos exige análise. É preciso descobrir se as dificuldades são recentes ou antigas, entender a personalidade da criança, entre tantos outros “detalhes”. Há muito para conversar com os pais e com o próprio aluno antes de se agendar uma aula.
Contratar professor particular não é o mesmo que chamar um Uber. Tem muito mais coisas em jogo, inclusive a vida escolar do seu filho.
O ano letivo começou há mais de dois meses, mas ainda faltam professores na rede municipal do Rio, e muitos estudantes são obrigados a voltar para casa mais cedo. Em Cosmos, na Zona Oeste, pais de alunos da Escola Professora Norma Chamarelli Marques contam que esses problemas se repetem desde o ano passado.
A mãe de aluno Andrea Daniel diz que lá faltam seis professores. E que a escola dividiu as turmas para poder atender todos os alunos. Ou seja, alunos têm aulas das 7h às 10h e das 10h às 12h.
“O ano começou sem professor. Diretora entrou de licença porque ficou doente. E aí mais uma professora teve de deixar a sala de aula para ficar na direção. Minha filha, que estuda no terceiro ano, está desmotivada e triste. Os alunos não têm nem duas horas de aula direito”, contou a mãe.
No início do ano, o secretário municipal de Educação, César Benjamin, falou sobre essa situação. “Esse é o nosso maior problema. Nós perdemos 2.003 professores ao longo de 2017, principalmente para a aposentadoria e algumas outras causas também. E não conseguimos fazer a reposição por uma imposição da Lei de Responsabilidade Fiscal. A Secretaria Municipal de Educação não tem autonomia para fazer contratações, tem que solicitar contratações. Nós temos feito essas solicitações e não temos tido resultado positivo, mas esse é um problema que nós teremos que resolver agora no início de 2018”, disse o secretário.
O governador Pedro Taques sancionou a Lei 10.473, de autoria do deputado Sebastião Rezende (PSC), que institui a “Política de Prevenção à Violência contra Profissionais da Educação da Rede de Ensino do Estado de Mato Grosso”.
Conforme a Lei, ficam instituídas normas para promover a segurança e proteção dos profissionais da educação em Mato Grosso, no exercício de suas atividades laborais, englobando os docentes, os que oferecem suporte pedagógico direto no exercício da docência, os dirigentes ou administradores das instituições de ensino, os inspetores de alunos, supervisores, orientadores educacionais e coordenadores pedagógicos.
A proposta do parlamentar é que as instituições de ensino de Mato Grosso estimulem docentes e alunos, famílias e comunidade para a promoção de atividades de reflexão e análise da violência contra os profissionais do ensino; adotem medidas preventivas e corretivas para situações em que profissionais do ensino, em decorrência de suas funções, sejam vítimas de violência ou corram riscos quanto à sua integridade física ou moral; estabelecer, em parceria com a comunidade escolar, normas de segurança e proteção de seus educadores como parte integrante de sua proposta pedagógica; incentivar os alunos a participarem das decisões disciplinares da instituição sobre segurança e proteção dos profissionais do ensino; e demonstrar à comunidade que o respeito aos educadores é indispensável ao pleno desenvolvimento da pessoa dos educandos.
A lei prevê determina que as medidas de segurança, de proteção e prevenção de atos de violência e constrangimento aos educadores incluam campanhas educativas na comunidade escolar e na comunidade geral; afastamento temporário do infrator conforme a gravidade do ato praticado; e transferência do infrator para outra escola a juízo das autoridades educacionais.
Caso comprovado o ato de violência contra o profissional do ensino , tendo dano material, físico ou moral, responderão solidariamente a família do ofensor, se menor, o ofensor e a instituição de ensino. O profissional de ensino ofendido ou em risco de ofensa poderá procurar a direção da instituição de ensino e postular providências corretivas.
Confusão em uma esscola em Campo Grande, pais se revoltaram com um fato que ocorreu hoje na escola, um dos responsáveis , que pediu para não ser identificada, relata o que aconteceu
Ai você chega na escola para buscar meus filhos ,ate Entao, tranquilo um filho saiu no horário normal,mas, ja minha filha do quinto ano, estava demorando a sair .
Todas as turmas tinham sido liberadas, a turma da minha filha não, comecei a perguntar para as pessoas o que estava aconytecendo, ate que um aluno saiu desesperado chorando muito ,entrei em desespero, ai veio minha filha chorando também.
Perguntei o que tinha acontecido com ela ,e minha filha fala: Mãe o professor Nadie prendeu a gente dentro da sala não deixou a gente beber agua, ir no banheiro, xingou a gente com palavrões pesados pegou a gente pelo braco empurrou, bateu na gente. pegou a prova e ate rasgou a bateu em outros alunos deu moca etc .
Entrei em desespero com outras mães em frente ao Colégio alberto Nepomuceno em cosmos, liguei pro Conselho tutelar e para policia militar para ir ao Colégio, bem fomos informados, que esse professor nunca tinha dado aula na vida dele ,que era a primeira escola dele ,
Mas, gente, que direito ele tem de maltratar uma criança?e nos que somos país não podemos nem bater .quem e ele? ai falo depois aparece na tv aluno agrediu o professor mas so ouve o lado do professor, mais não ouve o lado do aluno .
Quando o aluno faz merda na escola a primeira coisa e a diretora ligar pra fazer reclamação mais quan do o professor maltratando o aluno mexendo com o psicológico do aluno não faz nada não e bem assim não.
mas , a justica tarda mas não falha. vou ate o final, pois não irar ficar assim não vou botar pra frente junto com outras mães ,pois boto minha filha pra estudar e não ser espancada e nem maltrada pois eu dou amor e carinho pra minha filha ela cai tra escola pra estudar e aprender😭 deus está no controle
A Universidade Brasil, fundada há 50 anos no Estado de São Paulo, está a todo vapor em seu plano de expansão e com foco na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ela acaba de lançar três polos de EAD na região.
Baseada nos bairros de Paciência, Sepetiba e Guaratiba, os moradores do entorno além de contarem com 24 cursos totalmente EAD, ainda podem escolher entre os 10 cursos semi-presenciais mais baratos de toda a região.
Com cursos variados nas áreas de saúde, tecnologia, negócios e licenciaturas, os alunos ainda podem escolher por cursos de renome como engenharia, nutrição, educação física e fisioterapia sem ter que pagar preços altíssimos para isso.
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O argumento central dos gestores do MEC reside no baixo nível obtido pelos estudantes brasileiros nas avaliações, especialmente a realizada pela OCDE, o PISA. Sem querer entrar no mérito da legitimidade dessa avaliação, a literatura especializada aponta que o processo educativo não pode ter como núcleo a avaliação, pelo contrário, entendendo a educação como processo de aprendizagem, a avaliação é a última etapa, servindo como uma espécie de retroalimentadora deste processo. É um equívoco conceitual apontar a avaliação como premissa de toda as etapas da educação.
Dito isto, observa-se que a BNCC reafirmou elementos contidos na reforma do ensino médio. O primeiro deles diz respeito à retirada da Filosofia como disciplina e como disciplina obrigatória. Agora ela aparece diluída na área Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a exemplo do que ocorrerá com as disciplinas de Geografia, História e Sociologia.
Outro aspecto a considerar diz respeito ao fato de o ensino médio aprofundar e ampliar os conteúdos disciplinares desenvolvidos no ensino fundamental. Ora, como realizar estes objetivos se não existe ensino da Filosofia no fundamental? Isto é preocupante, ainda mais se considerarmos que os conteúdos relacionados à ética e ao denominado projeto de vida no ensino fundamental estão contemplados no Ensino religioso.
A BNCC/Ensino médio estabelece seis competências para a área Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Observa-se que a diluição do ensino da Filosofia permitirá trabalhar conteúdos relacionados a Ética e Filosofia Política e a Epistemologia, negligenciando a Lógica, a Estética e a Metafísica. Com menos conteúdos a lecionar, o risco de termos menos presença da Filosofia no ensino médio aumenta.
Por falar em competências, a BNCC retrocede conceitualmente a uma discussão ocorrida no final do século passado e início desse. Os termos habilidades e competências, que marcam o documento, não garantem o direito de aprendizagem aos estudantes. Pelo contrário, corre-se o risco dele ser treinado para responder uma avaliação, mas não saber o motivo da resposta, algo que é garantido pela aprendizagem.
Por fim, a reforma do ensino médio estabelece que Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física devem aparecer na BNCC/Ensino médio como estudos e práticas. Em que pese a crítica que feita a esta noção, confesso que não identifiquei a efetivação desta medida na versão final da BNCC para o ensino médio. Talvez os dirigentes do MEC, na expectativa de retirar a Filosofia de vez da sala de aula, tenham esquecido deste pequeno detalhe.
A partir desta quarta-feira (29), estão abertas as matrículas para o Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (PEJA) na rede municipal de ensino. As inscrições devem ser feitas pelo site matricula.rio e vão ficar abertas até 12 de dezembro.
Os alunos que já estão matriculados na rede municipal e não querem solicitar uma transferência de unidade terão a matrícula renovada automaticamente, sem necessidade de fazer a inscrição no site ou ir à escola.
Para os alunos que têm idade superior à adequada para o ano que irão cursar – defasagem de dois anos ou mais –, o procedimento de inscrição é um pouco diferente: o responsável pelo estudante deve escolher um polo de avaliação para que o aluno seja avaliado pelas equipes da Coordenadoria Regional de Educação, que irão encaminhá-lo ao atendimento mais adequado.
Já os interessados em ingressar em um dos Ginásios Experimentais Olímpicos (GEOs) da Prefeitura devem passar por um teste de aptidão física. O sistema do matricula.rio informará uma data para que o aluno saiba se foi selecionado para o teste.
Sobre o GEO
O Ginásio Experimental Olímpico é para alunos do 6º ao 9º ano, e tem como principal objetivo oferecer oportunidade para que os alunos com aptidões esportivas desenvolvam seu potencial. Possui quantidade maior de aulas de Português, Matemática, Ciências e Inglês, além de mais duas horas diárias de prática esportiva. Possui também o NADE (Núcleo Avançado de Desenvolvimento Esportivo), que busca criar novos métodos voltados para a prática esportiva. Essas unidades contam ainda com sala de leitura, campo de futebol, ginásio, quadra poliesportiva, 15 salas de aula, laboratório de Informática, de ciências, sala de artes e auditório.
Calendário de Matrículas
– Inscrição para Ensino Fundamental e PEJA: 29 de novembro a 12 de
dezembro.
– Avaliação de alunos defasados: 30 de novembro a 13 de dezembro, respeitando o agendamento feito no momento da inscrição.
– Divulgação do resultado da classificação dos candidatos aos GEOs (1ª
Etapa): 14 de dezembro.
– Testes físicos dos candidatos aos GEOs: 16 de dezembro.
– Divulgação do resultado das transferências internas de Ensino
Fundamental e PEJA e da classificação dos candidatos aos GEOs (2ª
Etapa): 08 de janeiro de 2018.
– Confirmação de matrícula das transferências internas de Ensino
Fundamental e PEJA e dos alunos classificados na 2ª Etapa para os
GEOs: 08 a 11 de janeiro de 2018.
– Divulgação do resultado dos alunos novos do Ensino Fundamental e
PEJA: 16 de janeiro de 2018.
– Confirmação de matrícula dos alunos novos do Ensino Fundamental e
Entre as máximas da boa educação moderna está aquela que orienta pais, mães e cuidadores em geral a dar bons exemplos às crianças. Ao observar os mais velhos na prática, os pequenos registram modelos, padrões de comportamento e conduta, e constroem sua própria forma de estar no mundo. Mas que exemplos são esses que estamos transmitindo aos nossos rebentos?
Uma pesquisa realizada recentemente por Molico, marca de produtos lácteos da Nestlé, em parceria com a antropóloga Mirian Goldenberg, mostrou que os brasileiros não estão nem um pouco contentes com o mundo em que vivem. Segundo relatos de mil entrevistados espalhados pelo País, nossa realidade é permeada por violência, agressividade, competição, entre outras características que compõem um mundo nada confortável.
Por outro lado, o levantamento mostra que os brasileiros desejam algo muito diferente disso. A maioria dos participantes, homens e mulheres, afirmou que gostaria de viver em um mundo mais acolhedor e sensível, onde haja compaixão, generosidade e honestidade. O trabalho ainda convidou os respondentes a associarem uma longa lista de valores aos gêneros masculino, feminino ou neutro. As respostas revelam que o mundo ideal seria feminino, e o real, masculino.
“Na verdade, nada disso tem gênero. Tratam-se de valores humanos”, afirma Mirian, que também é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Essa divisão ocorre porque a sociedade está presa a estereótipos segundo os quais a mulher seria mais sensível, teria mais capacidade de cuidar, acolher, zelar pelo outro.” Mas isso não significa que apenas as mulheres possam transformar em realidade nosso desejo de um mundo melhor.
“Tanto homens como mulheres têm plena capacidade de colocar esses valores em prática”, diz a pesquisadora Camila Holpert, do Studio Ideias, agência que idealizou a pesquisa O Valor do Feminino. O grande desafio é como colocá-los em prática. E mais: como educar nossos filhos para dissociar esses atributos da divisão de gêneros?
Gente pequena, grandes transformações
“Para encontrarmos uma nova maneira de viver, para deixar a nossa impressão no mundo mais suave, mais gentil, menos agressiva e menos violenta, é preciso rever condutas e padrões de comportamento que já não nos servem mais”, avalia Camila Goytacaz, escritora e facilitadora de comunicação não violenta. Ela, que é mãe de um casal – um menino de 9 anos e uma menina de 5 anos –, coordena oficinas e palestras com outras mães para discutir formas inovadoras e menos violentas no cuidado dos filhos.
Para Camila, o grande passo é construir boas referências para os pequenos, sobretudo para os meninos, que ainda hoje são desencorajados a ocupar espaços tradicionalmente femininos. “Na minha casa, por exemplo, meu filho tem a convivência com um pai que sabe costurar uma meia furada, cozinha, pega a vassoura… Já é natural para ele, portanto, entender que os homens fazem essas tarefas.”
Quando não há referências na família, uma alternativa é promover a inclusão, aconselha Camila. Uma ideia é convidar meninos e meninas a participarem dos trabalhos domésticos; e, sempre que algo despontar como um talento, não importa o que seja, é importante chamar atenção e elogiar. “Eu faço isso com os dois. Digo: Pedro, você que é tão caprichoso, tão cuidadoso, coloca a mesa para a gente? Ou, para Joana: Filha, você que é uma menina forte, pode carregar essa cadeira para lá?”
Outra dica é não fazer divisão entre os brinquedos ou brincadeiras e permitir que todos, meninos ou meninas, brinquem com o que der vontade.
O desafio das escolas
A escola também tem um papel fundamental na formação dos futuros adultos, que habitarão – assim esperamos – um mundo mais sensível, generoso e acolhedor. “Nosso grande desafio na educação, porém, é sair do discurso e passar a praticar o que pregamos”, diz a educadora Gina Vieira Ponte. “Canso de ver professores conduzindo trabalhos belíssimos para combater o bullying, mas, no dia a dia, eles mesmos são sarcásticos, irônicos e até violentos com os alunos. Assim não funciona!”
Gina é idealizadora do Projeto Mulheres Inspiradoras, vencedor de diversos prêmios no Brasil e na América Latina. Tudo começou depois que ela flagrou uma menina de apenas 13 anos dançando uma coreografia erótica em um vídeo na internet. “Fiquei chocada com o valor que as meninas atribuíam a elas mesmas, que se resumia a um corpo para ser explorado sexualmente”, diz Gina.
Comovida, ela desenvolveu uma metodologia própria para levar histórias de mulheres inspiradoras para a sala de aula. “Queria mostrar aos alunos todo o potencial feminino”, conta. O primeiro passo foi estimular a turma a pesquisar sobre a biografia de grandes nomes, como Malala, Carolina de Jesus, Maria da Penha, entre outras.
O trabalho cresceu, e os estudantes foram convidados a pesquisar sobre as mulheres especiais na vida deles. A maioria escolheu as próprias mães ou avós, sobre as quais escreveram textos depois de entrevistá-las. O resultado é um livro publicado em 2015.
Nos últimos meses, Gina tem se dedicado a multiplicar sua experiência. Um total de 45 professores do Distrito Federal já foram capacitados por ela. Além disso, um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) acompanha o trabalho da educadora como objeto de estudo.
“O que precisamos, no dia a dia, é garantir que a escola seja um ambiente acolhedor, onde se pratique a empatia, o afeto e a sensibilidade”, conclui a educadora. “Se conseguirmos isso, naturalmente as crianças replicarão esse cenário em sua vida futura.”
(Abril Branded Content/Divulgação)
Reflita mais sobre esse e outros temas em #OValorDoFeminino
Estão abertas as matrículas para as turmas de pré-escola da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Podem ser inscritas crianças que completem 4 anos até 31 de março de 2018. Para isso, basta acessar o site matricula.rio e escolher, no mínimo, uma opção de escola entre as disponíveis.
Caso o aluno já esteja matriculado na rede municipal e o responsável não queira fazer a transferência de unidade, a matrícula será renovada automaticamente, sem a necessidade de procurar a escola ou entrar no site matricula.rio.
As inscrições ficam abertas até dia 28 de novembro.
Confira as etapas
Inscrição na pré-escola – de 16 de novembro a 28 de novembro de 2017.
Divulgação do resultado das transferências internas da pré-escola – 01 de dezembro de 2017.
Confirmação de matrícula das transferências internas da pré-escola – de 04 a 06 de dezembro de 2017.
Divulgação do resultado de alunos novos na pré-escola – 11 de dezembro de 2017.
Confirmação de matrícula de alunos novos na pré-escola – 12 a 14 de dezembro de 2017.