Os vitrais da Candelária tiveram a restauração concluída após quase sete meses de trabalho e agora aguardam a instalação de estruturas de proteção. Em seguida, os três painéis do coro voltarão ao local de origem, mas ainda não há prazo para a reinstalação.
Concebidos em 1897 pelo pintor João Zeferino da Costa, com a colaboração de outros artistas, os vitrais foram fabricados na Alemanha em 1898. Cada um dos três painéis é composto por 39 partes, que permanecem guardadas enquanto as novas esquadrias são confeccionadas.
Vitrais da Candelária receberão proteção de vidro laminado
As estruturas terão proteções de vidro laminado duplo, instaladas a cinco centímetros dos vitrais originais. Assim, a distância e o material deverão reduzir os riscos de danos provocados por pedradas e outros agentes externos.
O projeto, que recebeu investimento superior a R$ 1,6 milhão, prevê aberturas nas partes superior e inferior do espaço entre a proteção e as obras. Assim, a circulação de ar nesse vão deverá ajudar a evitar o acúmulo de umidade e a condensação, problemas que contribuíram para a deterioração dos vitrais ao longo das décadas.
A restauração resulta de uma parceria entre a Prefeitura do Rio, por meio do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), e a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária. A iniciativa também contou com o apoio do Consulado-Geral da Alemanha no Rio e o patrocínio da Fundação Gerda Henkel, de Düsseldorf, por meio do programa internacional Funding Initiative Patrimonies.
Além do restauro, o projeto inclui ações de formação profissional e difusão de conhecimento sobre a conservação de vitrais históricos.

Produção dos vitrais da Candelária começou em Munique
A oficina Franz Xaver Zettler, em Munique, fabricou os vitrais, que chegaram ao Brasil em 1899. Essa chegada ocorreu um ano após a inauguração solene da igreja.
Além dos três painéis do coro, a Candelária tem vitrais na entrada principal, nas capelas, no altar-mor e nos acessos à sacristia. As obras retratam cenas religiosas e integram a composição artística e arquitetônica do templo.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou a igreja em 1938, em reconhecimento ao valor histórico e artístico de seu acervo.




