“TERROR EM SEROPÉDICA: MILICIANOS EXECUTAM MOTOTAXISTA QUE SE RECUSOU A PAGAR TAXA!”
A tranquilidade de Seropédica foi brutalmente interrompida nesta semana, quando uma mototaxista foi friamente assassinada por milicianos após tentar escapar da extorsão imposta pelos criminosos. O crime aconteceu enquanto a trabalhadora, identificada apenas como Telma, tentava evitar o pagamento da “taxa de operação” cobrada pela milícia local, um esquema que há tempos sufoca os profissionais da região.
Segundo testemunhas, Telma havia começado a retirar o colete de identificação assim que parou em um ponto conhecido, na tentativa de não chamar a atenção dos criminosos. A estratégia, aparentemente simples, foi interpretada como um ato de desafio pelos milicianos, que vigiam de perto os mototaxistas da área para garantir que paguem a taxa imposta.
A trabalhadora, mãe de dois filhos, vinha enfrentando dificuldades financeiras e já havia comentado com colegas que não conseguia mais arcar com as cobranças abusivas. “Ela era muito dedicada ao trabalho, mas não conseguia pagar. A milícia cobra como se fosse um aluguel para trabalhar, é desumano”, disse um amigo, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
Os relatos apontam que os criminosos abordaram Telma de forma agressiva, questionando-a sobre a retirada do colete. Mesmo após tentar explicar que não estava trabalhando no momento, ela foi atingida por disparos à queima-roupa. Os assassinos fugiram rapidamente, deixando a população em choque.
Opressão e medo: o cotidiano de Seropédica
O caso expõe um problema alarmante em Seropédica: a atuação das milícias, que transformaram bairros inteiros em territórios de exploração. Taxas para mototaxistas, vendedores ambulantes e até moradores são cobradas sistematicamente, transformando o trabalho honesto em um desafio quase impossível.
Para os mototaxistas, o uso do colete é uma obrigação da categoria e funciona como identificação, mas, nas áreas controladas pela milícia, tornou-se um símbolo de vulnerabilidade. Muitos optam por trabalhar sem a vestimenta ou arriscam rotas alternativas, o que ainda assim não garante segurança.
Clamor por justiça
Após o assassinato de Telma, a revolta tomou conta da comunidade, que exige uma resposta rápida das autoridades. “Estamos abandonados. É como se ninguém enxergasse o que acontece aqui. Quantas pessoas mais precisam morrer para que algo seja feito?”, desabafou uma moradora.
Até o momento, as forças de segurança não confirmaram nenhuma prisão relacionada ao caso. O crime reforça a urgência de uma ação eficaz para combater o avanço das milícias e proteger trabalhadores que, como Ana, só querem sobreviver em meio a uma realidade cruel.




